Review »

[Review] E agora? What About Now – Álbum e novo clipe da Bon Jovi
[10 May 2013 | Sem comentário | Caroline Werner]

Por Carol Werner

“E agora?” Essa simples indagação mexe com uma nação. E a Bon Jovi não só fala, mas cumpre. Eles não param! Bom para nós, fãs ávidos por novidades. A última façanha da banda foi o incrível clipe da música What About Now, lançado na semana passada, com muito backstage e pedaços de shows da tour em andamento.

 

Singles, tour e álbum lançados e andando a pleno vapor. Essa é a Bon Jovi que acabou de completar 30 anos de carreira e mostra que ainda tem relevância para o rock e que a idade só veio a agregar valor e experiência. Lamentos à parte dos fãs old school, de que a banda não é mais a mesma (e com certeza não é!), todos precisam se reinventar, se adaptar ao novo, ao moderno, mas sem que isso afete a sua essência. É o que eu e muitos fãs ainda pensam.
Início da turnê, um pouco antes de Richie Sambora surpreender a todos com sua saída – a princípio temporária – da banda na qual está há três décadas.  Para quem estava em Marte e não sabe da história, clique aqui e depois continue lendo a review

E agora vamos ao álbum

Após o sucesso do primeiro single lançado em janeiro – Because We Can, que está bombando nas rádios e canais de música, quatro clipes que contam a historinha desta letra, 35 shows já realizados e mais 40 agendados, incluindo o Brasil no Rock In Rio dia 20 de setembro e uma data em São Paulo ainda a ser confirmada, foi lançado oficialmente em março o 12º álbum de estúdio da banda – What About Now. Fechada a primeira semana de vendas, o disco ficou em primeiro lugar na lista da Billboard  200 , com 101.000 CD’s vendidos. Uma marca e tanto, porém já alcançada outras quatro vezes pelo quarteto de New Jersey, com os álbuns Slippery When Wet (1986), New Jersey (1988), Lost Highway (2007) e The Circle (2009).

“…e por um momento tudo está bem.” – Because We Can

Junte ao primeiro single as canções What About Now e Army of One e o que temos? Três hinos. Três forças distintas. What About Now é a faixa título, que já tínhamos ouvido 30 segundos no ano passado, mas isso não foi nada diante da grandiosidade dessa música. É uma das melhores do álbum, se não a melhor! E a bateria de Tico Torres soa incrível, ainda mais num daqueles momentos em que a música perde um pouco a força pra depois se encher de energia! (Está lá no finalzinho).
Já em Army Of One sentimos muito a presença de Richie Sambora, na guitarra e na voz, coisa rara nesse CD, infelizmente. Como diz uma amiga, essa música é como um mantra…e é mesmo! O refrão grudento nos faz acreditar que somos soldados e que não devemos desistir nunca! Never give up!
“Eu tenho uma voz
É tudo que eu preciso
Um coração batendo dentro de mim
Sou um exército de um só
Sou um soldado (…)
Nunca desista, nunca desiste, nunca
Nunca se esqueça de onde você veio
Nunca desista, você é um exército de um só.” – Army Of One
Um pouco dessa força, que embala e contagia, ainda vemos no bônus da versão deluxe, com a With These Two Hands.
Concordo que o álbum no todo é mais light do que poderia ser, mas aqui está a prova que a Bon Jovi ainda tem aquele feeling que agrada a todos os fãs. Estou falando de That’s What The Water Made Me. Ela tem a pegada hard rock que sempre esperamos deles. Tem energia pra iluminar o mundo. E tem outro desses momentos de pausa e explosão. Clichê? Quem se importa?
“Baby, baby, baby
Não adiante tentar me salvar
Porque há demônios no céu
Há anjos no inferno
Então, sopre-me um último beijo
E deseje-me boa sorte – That’s What The Water Made Me
Amen é uma oração. Uma linda e singela prece com excelente vocal de Jon. Pode ser comparada à Hallelujah, música de Leonard Cohen muitas vezes interpretada pela banda e que, na opinião do próprio Leonard, é a melhor versão. Tem um dedilhado de violão apaixonante e lembra um pouco Harlem Rain, do disco solo do Sambora – Undiscovered Soul.
Nesse mesmo estilo, voz e violão, temos as lindíssimas The Fighter e Not Running Anymore. Ambas solo do vocalista. A última, parte de trilha sonora do filme “Amigos Inseparáveis” e indicada ao Globo de Ouro 2013.

E já que a maré está mansa, vamos às powers ballads…

…uma das especialidades da banda norte-americana. Jon Bon Jovi já disse no documentário de 2009 que adora compor e cantar essas músicas mais calmas, mesmo que os fãs não gostem muito. Corações partidos à parte, as composições são muito boas, porém se parecem muito, melodicamente falando. É o caso das dispensáveis Room At The End Of The World e Into The Echo.
Bem diferente dessas, mas também com romantismo à flor da pele, vem a Thick As Thieves, que eu me apaixonei ainda mais quando Richie respondeu a uma fã, em seu twitter oficial, que essa música foi inspirada em  Jon Bon Jovi e sua esposa de toda vida, Dorothea. Além disso, tem acompanhamento do Sambora. Definitivamente é a balada do CD.
“Em um mundo sem fé
Você é no que eu acredito
Quando eles estão manipulando uma situação
Você é a carta na manga
Na hora de minha necessidade
Você e eu
Como unha e carne” – Thick As Thieves
A introspecção também tem presença marcante no álbum, lembrando a carreira solo do King. Pictures Of You é assim, pero no mucho. Tem aquela pitada de sofrimento e poesia, mas não me agradou muito. Já I’m With You é mais profunda, com solo espetacular e sentimos a presença de toda a banda. É a voz da esperança tantas vezes presente nas canções da Bon Jovi. Ótima!
“Quando a esperança se foi
E tudo o que você quer é a verdade
Eu estou com você
Você continua quando parece que não adianta
Parece inútil
Eu estou com você, eu estou com você
Se eu tenho uma coisa
Eu tenho algo a provar
Nós todos não temos nada
Se não há nada a perder
Eu estou com você” – I’m With You
What About Now pode não ser tão pesado quanto as promessas feitas antes do seu lançamento, mas agrada e muito! Acredito ser melhor que o anterior, The Circle. Produzido por John Shanks (parceiro em Have a Nice Day (2005), Lost Highway (2007) e The Circle (2009) e composto também por Shanks, Billy Falcon e Desmond Child (figura marcada em grandes clássicos como Livin’ On a Prayer, You Give Love a Bad Name, Bad Medicine, Blood on Blood, Keep The Faith e tantas outras), além dos Jersey’s boys sempre ativos, o novo álbum tem letras inspiradíssimas, ótimo vocal e interação da banda, mas senti falta dos solos virtuosos do Richie e algumas melodias se parecem demais. Prece, poesia, esperança, trabalho, política, solidão, amor, desamor e mais amor e amor, para não deixar de partir corações, como de costume. É o que temos para o momento! E tem uma capa incrivelmente artística, diferente de tudo que já foi feito pela banda e cheia de tecnologia. Sim, a banda caminha na capa, é só você instalar o app!

 Fotos: Bon JOvi.com

 

Acessibilidade »

Acessibilidade em shows: Teatro Feevale – Rio Grande do Sul
[28 Apr 2013 | 3 comentários | Cler Oliveira]

Sou do tipo de pessoa que fica feliz com pequenas conquistas. No começo do ano mandei e-mail para várias produtoras a fim de saber como funciona a questão da acessibilidade em alguns shows e casas de shows. Aos poucos fui obtendo respostas e uma das primeiras foi em relação ao Teatro da Feevale, um dos mais modernos empreendimentos culturais do Rio Grande do Sul. Sobre a estrutura, com a palavra, a assessoria de imprensa da Opus Promoção:

descrição da foto: foto aérea do interior do teatro da feevale. Credito: Lucas Cunha.

Teatro Feevale – Foto Lucas  Cunha

O projeto do Teatro Feevale atende à NBR 9050, norma brasileira que trata sobre acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos.

Quanto aos lugares:

Na plateia são 13 lugares projetados para cadeirantes, onde ao lado de cada espaço existe uma poltrona para o acompanhante. No mapa da plateia (Mapa da Plateia – teatro Feevale), com destaque em vermelho, está indicada a localização de 32 poltronas largas projetadas para pessoas obesas.

Banheiros:

Em todos os andares existem banheiros adaptados masculino e feminino.

Acesso:

Desde a chegada ao prédio garagem até o acesso do teatro no Foyer e Plateia Térreo existem rampas para acesso dos cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção. Para os artistas e formandos que se apresentam no Teatro Feevale existe um elevador localizado no palco, com acesso ao subsolo, onde estão os camarins. O Teatro possui dois elevadores sociais e escada rolante do Térreo para o primeiro andar.

Ingressos:

Tanto a pessoa com deficiência quanto seu acompanhante devem comprar ingressos que possuem descontos conforme o espetáculo em cartaz. Estudantes e funcionários da Universidade Feevale e um acompanhante, têm 10% de desconto em todos os shows, por exemplo.Os ingressos podem ser adquiridos através do site www.ingressorapido.com.br ou nos pontos de venda divulgados no site do Teatro Feevale. www.teatrofeevale.com.br

O quê: Teatro Feevale RS-239, n° 2755 - Campus II – Universidade Feevale Novo Hamburgo • RS • CEP 93.352-000 Fone/Fax: (51) 3271.1200

Trilhas Sonoras »

[Revival] Trilha sonora do filme Apenas Uma Vez: Com que frequência você encontra a trilha certa?
[11 Mar 2013 | 2 comentários | Caroline Werner]

Por Carol Werner

Recentemente assisti ao filme Apenas Uma Vez (Once), produzido na Irlanda em 2007. Já há alguns anos no acervo, mas filmes bons, assim como música boa, não tem prazo de validade, na minha opinião. Algo me parecia familiar naquela capa de DVD na locadora, depois fui lembrar que foi uma indicação do fansite U2BR, da coluna Cine U2,  por ser um filme que se passa em Dublin, Irlanda, terra natal do U2! E, como já não bastasse a ligação com a banda, lembrei que aquele rapaz irlandês que cantou junto com o Bono nas ruas de Dublin, nas noites de Natal de 2009 , 2010, 2011   e 2012 , é nada menos que o protagonista do filme, compositor e cantor da trilha, Glen Hansard! Mundo pequeno esse…

Apenas Uma Vez é cult, um musical pop de baixo orçamento no qual prevalece a simplicidade: no roteiro, nas filmagens realistas parecendo um documentário, nos “atores” inexperientes. Só o que não é simples aqui é a trilha sonora, feita especialmente para o filme pelo músico Glen Hansard e interpretadas por ele mesmo junto com a compositora e instrumentista tcheca Markéta Irglová, incluindo a vencedora do Oscar 2008 de melhor canção original Falling Slowly!

Pois bem, foi a partir do Oscar que Glen e Markéta se tornaram mundialmente conhecidos e, junto com a banda de rock irlandesa The Frames,  fundada e liderada por Glen em 1990, saíram em turnê com a The Swell Season, com passagem pelo Brasil em 2010. Claro que não foi só pelo Oscar que vieram pra cá, também estavam na trilha da novela global Passione, com  Low Rising.

 

 E quanto a história?

No filme, o rapaz (Glen) e a moça (Markéta), ambos sem nome, o que só é percebido nos créditos, pois o envolvimento emocional é tão grande que não faz diferença, se encontram nas ruas de Dublin. Ele cantando e tentando ganhar a vida com a sua arte e ela vendendo flores e, da mesma forma, sobrevivendo. Eles se descobrem apaixonados pela música e surge entre eles um sentimento profundo de carinho, amizade, companheirismo, amor…algo confuso que nem os próprios personagens saberiam descrever. E no desenrolar da trama, lindíssimas canções são despejadas, com letras totalmente propícias para cada momento. É diferente dos musicais, onde os personagens parecem que saem cantando do nada. Aqui, a cantoria flui mais do que naturalmente.

Grande parte da trilha soa triste, melancólica, expressando todo sentimento de momentos da vida dos personagens. If You Want Me e The Hill, interpretadas quase integralmente por Irglóva e All The Way Down, por Hansard, traduzem bem isso. Essa última lembra as músicas de Robert Pattinson em Crepúsculo, Never Think.

Lies e Once são só sensibilidade. Já Say It To Me Now expressa toda a agressividade vocal de Glen. Por outro lado, Fallen From The Sky e Trying To Pull Myself Away trazem um pouco de ânimo, com uma melodia transborda alegria.

A voz doce de Markéta dá a suavidade necessária à força que Glen deposita em cada música. E dois desses momentos foram os que mais me marcaram, tanto na música quanto na cena. O primeiro, com a linda When Your Minds Made Up:

Então, se você quer algo
Chame, chame
Que virei correndo
Para brigar, e estarei na sua porta
Quando não houver nada que valha correr atrás

E a vencedora do Oscar, Falling Slowly, que traduz tudo entre a dupla e tem uma das cenas mais lindas do filme!

Apenas Uma Vez é puro encanto! Após assisti-lo, fui logo em busca da trilha para ouvir e me emocionar relembrando os momentos sinceros vividos pelos personagens. Recomendo ambos! Por que não é toda hora que encontramos a trilha perfeita.

 O longa, dirigido por John Carney, colega de Glen Hansard na banda The Frames, foi filmado em 3 semanas e com orçamento de US$ 70 mil. Segundo Glen em entrevista ao G1, na época do Oscar 2008: Foi um projeto entre amigos, com pouco dinheiro e muita alma.

Assistaa o trailer e me diga se não ficou morrendo de vontade de assistir! =)

 Tracklist:

 

 

  1. Falling Slowly – 4:04 (Hansard, Glen / Irglova, Marketa)
  2. If You Want Me – 3:48 (Hansard, Glen / Irglova, Marketa)
  3. Broken Hearted Hoover Fixer Sucker Guy – 0:53 (Hansard, Glen)
  4. When Your Mind’s Made Up – 3:41 (Hansard, Glen / Irglova, Marketa)
  5. Lies – 3:59 (Hansard, Glen)
  6. MEGA – 3:59 (Interference)
  7. The Hill – 4:35 (Irglova, Marketa)
  8. Fallen from the Sky – 3:25 (Hansard, Glen)
  9. Leave – 2:46 (Hansard, Glen)
  10. Trying to Pull Myself Away – 3:36 (Hansard, Glen)
  11. All the Way Down – 2:39 (Hansard, Glen)
  12. Once – 3:39 (Hansard, Glen / Irglova, Marketa)
  13. Say It to Me Now – 2:35 (Hansard, Glen)

 

Planeta Atlântida »

Após tragédia em Santa Maria, Planeta Atlântida é suspenso
[27 Jan 2013 | Sem comentário | Cler Oliveira]

Não é preciso entrar em detalhes sobre o que aconteceu. A segunda maior tragédia da história do Brasil e a maior do Rio Grande do Sul  deixou todos consternados e sem entender direito em que mundo acordamos nesse dia 27 de janeiro. Meus sentimentos e respeitos a todos os amigos, familiares e pessoas do convívio das vítimas.

Como o blog trata de música, uma notícia chamou bastante atenção no final da tarde de domingo:  respeitando o luto oficial, decretado no Rio Grande do Sul, o Grupo RBS, responsável por vários eventos na região Sul, dentre eles o Planeta Atlântida, decidiu, de maneira exemplar, suspender o festival que há 18 anos reúne cerca de 70 mil jovens, em dois dias de muita música e diversão no litoral Norte do Estado. Em 2013, a edição gaúcha seria nos dias 1º e 2 de fevereiro.

Leia a nota oficial:

Consternado com a tragédia ocorrida na madrugada deste domingo, em Santa Maria, e em respeito à memória das vítimas e em solidariedade a seus familiares e amigos, o Grupo RBS comunica que todos os eventos que seriam por ele realizados, ou por intermédio de seus veículos, incluindo o Planeta Atlântida, estão suspensos nos próximos sete dias, acompanhando o período de luto oficial decretado pelo governo do Estado do Rio Grande do Sul.

O Grupo RBS está trabalhando para reprogramar essas datas e tão logo seja possível informará amplamente por meio de seus veículos de comunicação.

Fonte

Acessibilidade »

Acessibilidade para pessoas com deficiência em shows: Lollapalooza 2013
[14 Jan 2013 | 3 comentários | Cler Oliveira]

Aviso: quem for ao festival e quiser mandar fotos e fazer observações dos recursos de acessibilidade disponibilizados nos espaços do Lollapalooza mande para cler.oliveira@gmail.com

Logotipo do festival: letras modernas alternadas nas cores azul e laranja sendo que os dois "ós" estão um sobre o outro. Fundo azul escuro e na parte interior o desenho, também em azul de prédios que simbolizam uma metropole, são paulo.

O Lollapalooza 2013 promete ser um dos maiores eventos do ano. Bom, pra mim, só o fato de ter uma banda que atende pelo nome de Pearl Jam já é. Infelizmente não irei mas, o festival já começou com o pé direito, quando no ano passado, ao lançar o seu site oficial, incluiu uma página contendo todas – todas mesmo – informações sobre o evento.

As pessoas com deficiência não foram esquecidas nesse esquemão de mais de 20 páginas. Lá, são chamadas de PNE – Portadores de Necessidades Especiais, termo que não é usado mais desde 2007 (de acordo com a Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da Organização das Nações Unidas, de 2007, incorporada à legislação brasileira em 2008, aterminologia correta é Pessoa com Deficiência), mas ignoremos essa parte e vamos às informações. Mas para não causar nenhum mal-estar jurídico, vou usar o mesmo termo que está no site.

 Serviço:

Ingressos:

O PNE tem direito a meia-entrada. Para isso, deve apresentar um documento de PNE com foto.  O acompanhante paga o ingresso no valor integral, exceto se estiver dentre os critérios que o beneficie à meia-entrada.

Acesso:

Pelo Portão 1 (veja o mapa), com direito a um acompanhante.

 Local Reservado:

Para cadeirantes haverá uma plataforma elevada, com vista para o palco, na qual poderá levar apenas um acompanhante.

Observação minha: Pessoa com deficiência não são apenas cadeirantes. Existem muletantes e pessoas com mobilidade reduzida que não podem, devido a sua condição, permanecer em pé ou alguma outra deficiência que precise de um espaço reservado ou adaptado. Caso esse time não tenha acomodação adequada, se caracteriza “discriminação por motivo de deficiência”. A saber:

“Discriminação por motivo de deficiência” significa qualquer diferenciação, exclusão ou restrição baseada em deficiência, com o propósito ou efeito de impedir ou impossibilitar o reconhecimento, o desfrute ou o exercício, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais nos âmbitos político, econômico, social, cultural, civil ou qualquer outro. Abrange todas as formas de discriminação, inclusive a recusa de adaptação razoável;

 “Adaptação razoável” significa as modificações e os ajustes necessários e adequados que não acarretem ônus desproporcional ou indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar que as pessoas com deficiência possam gozar ou exercer, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos humanos e liberdades fundamentais; (Convenção da ONU, 2008)

 

Quando eu fui ao show do Pearl Jam, em 2011, no Estádio Zequinha, em Porto Alegre, estava de muletas. A organização do show sequer questionou a minha condição e imediatamente, no mesmo local que os cadeirantes, providenciou uma cadeira na qual eu passei o show todo sentada. E também tinha direito a um acompanhante. Nesse caso, sempre aconselho a entrar em contato com a organização do show com antecedência e explicar a situação para que caso alguém não reconheça outros tipos de deficiências além daquelas que necessitem cadeiras de rodas, o mal-entendido, digamos assim, possa ser esclarecido.

Admissão de Cão-Guia

Sim. Será permitido, devidamente identificado, como preconiza a lei.

Observação minha: sempre pensei que essa matéria já estava vencida porque lei é lei (o Decreto nº 5.904, de 21 de setembro de 2006, regulamenta a Lei nº 11.126, de 27 de junho de 2005). Mas gostei do esclarecimento, embora eu desconheça qual o grau de estresse que ficam esses amigões em eventos movimentos e barulhentos como esses, por horas seguidas. Se alguém souber e quiser dar o seu depoimento, agradeço.

E para os amigos sem deficiência, cachorreiros de plantão, um aviso bem importante:

nunca fique brincando com o cão-guia ou dê comida, água ou tirando a atenção do bichinho. Esses animais são dóceis mas estão exercendo uma função muito importante que é guiar e proteger o seu dono. Dessa forma, não devem ser distraídos. Respeitando o cão-guia, você estará respeitando o deficiente visual.

Lembrando que as informações contidas aqui tem como fonte o site oficial do Lollapalooza no endereço www.lollapaloozabr.com/info, salvo opiniões emitidas por mim.

O quê: Festival Lollapalooza

  • Quando: 29,30 e 31 de março de 2013
  • Onde: Jockey Club São Paulo – Av. Lineu de Paula Machado, 1.263 – São Paulo/SP
  • Horário: das 12h às 23h – Portões abertos às 11h.

 

Related Posts with Thumbnails