
Foto: Dalgo Oliva/G1
Não sou eu quem estou dizendo e, lhe asseguro que não foi nenhum crítico quem disse. Quem clássificou o show de São Paulo do dia 13 de março, como sendo o melhor da carreira de Sebastian Bach foi o próprio, em sua página no iLike:
Estou extremamente feliz em informar que ontem à noite em São Paulo foi, absolutamente, um dos maiores e mais importantes shows de todos os meus 25 anos de carreira!
Na verdade, abrir para o Guns em uma noite de puro hard rock old school foi a redenção já que segundo a ex-voz do Skid Row, em 1996, quando esteve na capital paulista, fez um dos piores shows de toda a sua carreira e que o show de sábado serviu para substituir lembranças ruins por boas. E assina aportuguesadamente com um “Ti amo, obrigado!!! Your friend for life, Tiao, Sebastian”. Ó, todo mundo feliz!


Se vivo estivesse, não me surpreenderia um dueto de Lady Gaga com Luciano Pavarotti, uma vez que até Marylin Manson já estabeleceu uma parceria com a tresloucada diva pop. Depois da união com Elton John, a junção mais aguardada é o resultado do video Telephone, que uniu Lady Gaga e Beyoncé.

O vídeo mais aguardado do ano até então, mistura surrealismo, beijos lésbicos, nudez, violência, piada interna, humor negro e claro, muita performance ensandecida ao longo de 9 minutos vindo de duas grandes dançarinas do showbusiness. Gaga revoluciona a história do vídeo clipe assim como nos anos 80 e começo dos anos 90, Michael Jackson fazia, porém de maneira mais agressiva e mercadologicamente rentável. Basta ver o vídeo para perceber que do início ao fim, rola um merchandinsing descarado em meio a extravagância de sempre.
O site da Rolling Stone americana consegue definir a surrealidade da produção dizendo que se Tarantino e Russ Meyer fizessem um remake de Thema & Louise e adicionassem orgia, produtos e interlúdios coreografados, o resultado seria esse vídeo.
Segundo Gaga, o clipe é uma continuação do quase curta-metragem Paparazzi, que contou com a participação especial de Alexander Skarsgard, astro da série True Blood. A estréia ocorreu hoje exclusivamente no site oficial de Gaga e no seu canal no VEVO.
E o video promete uma continuação…


Elton Freitas, 18, saiu da cidade de Pelotas de madrugada. Pegou duas caronas com desconhecidos e caminhou quilômetros ao chegar na cidade de Porto Alegre. Tudo para estar em frente ao John Bull, as seis da manhã, exatamente 12 horas antes das portas do pub abrirem para a terceira edição do College Rock. Das quatro atrações da noite, apenas uma, segundo ele, era o motivo de todo o seu sacrifício: Esteban, o alter ego do baixista da banda Fresno em seu projeto solo.

Da esquina do pub, localizado no estacionamento do Shopping Total, uma hora antes dos shows, a fila que começava em Elton, da onde ele estava, parecia não ter fim. Bastava ficar alguns minutos ao lado dela para descobrir histórias tão malucas quanto a dele, de pessoas que fariam qualquer coisa para prestigiar o show do multi-instrumentista que, enquanto o público se preparava para enfrentar um dia inteiro de pé, perguntava inseguro no Twitter: será que bomba?
Se a imagem de um público apaixonado e disposto a qualquer coisa para vê-lo não fosse suficiente para responder a pergunta, cartazes na porta do local com a inscrição “ingressos esgotados” acabavam com a dúvida.

Foto: College Rock
Esteban era o último show da noite que contou com as apresentações das bandas Better Together, Lebra e Keepers, que lançaram o clipe O tempo passa. Porém, quando o músico subiu ao palco o local deixou de ser um pub para se transformar em um templo e Esteban já não era mais o que dava nome a um artista, mas sim, uma nova religião composta por um público emocionalmente comprometido que cantou todas as canções do set list com a devoção de quem presta homenagem a uma entidade.
“Vocês me fazem muito feliz”
(Esteban)
O show, diferentemente do que ocorreu em fevereiro no Hangar, em São Paulo, não contou com uma banda. Para acompanhá-lo, Esteban chamou o amigo e companheiro da banda que eventualmente se reúne há mais de sete anos, Kbça, da Abril, ao violão, enquanto se dividia entre o violão e o teclado.
No set list Mundo, Visita, Noite entre outras da Abril, época pré-Fresno, foram entoadas por todos com a mesma intensidade que Canal 12, Muda, Pianinho e outras composições que em 2010 compõem seu perfil no Myspace. A noite foi permeada por muitas surpresas que tornaram a apresentação em Porto Alegre, terra adotada pelo gaúcho de Camaquã, em um momento histórico da sua carreira. Além de covers de Engenheiros do Hawaii, da indie The Format e de um de seus ídolos portenhos, Fito Paez, Esteban contou com a participação de Thedy Correa, a voz de uma das maiores forças do rock Gaúcho, e do músico João Vicente, ambos da Nenhum de Nós.
No palco, diante do ídolo, Esteban relembrou quando, muitos anos antes daquela noite, juntamente com as amigas Gabi e Carol, que prestigiavam a noite, assistiram um show da banda de Thedy na Redenção, em Porto Alegre e da alegria de estar realizando o sonho de ver uma música sua cantada pelo ídolo. Sonho revelado em uma entrevista a este blog:
“Quando eu terminei ela [Sophia] eu pensei ‘cara, não preciso fazer mais nada’. Numa ‘pira’ minha, apesar de parecer muita pretensão, já imaginei o Thedy (Corrêa, do Nenhum de Nós ), tocando Sophia”. Esteban.
(Leia parte da entrevista aqui)
De maneira emocionante, o que era para ser um dueto se transformou na performance de um imenso e apaixonado coral nas músicas Das coisas que eu entendo (um dos momentos mais emocionantes que eu já presenciei em shows e que entra com louvor no meu Top 10), Você vai lembrar de mim, ambas do Nenhum de Nós, e Sophia.

Esteban + Thedy + João Vicente - Das coisas que eu entendo. “O Esteban disse que poderíamos tocar qualquer música, mas que essa, Das coisas que eu entendo, erámos obrigados a tocar juntos. Ele fez muita questão” (Thedy Correa, no camarim)
Thedy se perdeu em diversos momentos na letra de Sophia, canção composta pelo amigo Esteban, mas isso serviu como um pretexto para que a platéia, solidariamente, tornasse aquele momento em algo inesquecível na carreira de ambos. O mesmo público que prestou sacrifício para estar ali naquela noite. O mesmo público que cantou todo o set list do inicio ao fim. O público que ignorou o calor infernal que fazia no interior do pub e só arredou pé quando, emocionado, Esteban agradeceu a todos que fizeram daquela uma das noites mais importantes dos seus 27 anos de vida. E, bem provável, da vida inteira de sucessos que ainda tem pela frente.
Algumas fotos de bastidores no Tumbrl do Hit na Rede
Das coisas que ele entende…
Por Gabriela PeruffoQuando faltam palavras é porque a coisa é séria. Ou foi demasiada emoção ou decepção. Chamar de apresentação, show ou espetáculo aquilo que presenciamos dia 10 de março em Porto Alegre seria desmerecê-lo, eu chamaria de ritual. Ritual de passagens, no sentido de transportar-se de um sentimento a outro em frações de segundos, cada um mais extasiante que o outro. Ir do choro ao riso facilmente.
Os espanhóis diriam “flipamos com El concierto”, flipamos nós portoalegrenses com o show do Esteban.
Rituais não têm barreiras de idade, de gosto. Ninguém tem vergonha de emocionar-se em um ritual, por isso ele é maior que outros eventos. Os presentes, regalaram plenamente seus aplausos, gritos e ovacionaram cada música, cada acorde de maneira impecável. Nosso anfitrião, Esteban, não deixou por menos e fez jus a um John Bull de ingressos esgotados onde não se via nem sinal de um meio-fã. Lá todos eram assíduos.
E a galera estava toda trabalhada no visual para prestigiar o College Rock.
Alguns looks.




Fotos: Cler Oliveira



O CD e o DVD foram lançados em 2009 porém, por ocasião do meu aniversario, o combo Pouca Vogal (Som livre) caiu em minhas mãos recentemente por conta das amigas old school e minha irmã. É surpreendente que tenha sido tão tardio porque quando falo em Pouca Vogal me refiro a um projeto do qual integram o vocalista da minha banda favorita, Duca Leindecker, da Cidadão Quem e um dos caras que presto reverência quando o assunto é rock gaúcho: Humberto Gessinger. Projeto que ainda não tive o prazer de ver ao vivo. Me consolo com esse registro fabuloso.
Comecemos do princípio: O projeto é inovador, não por juntar duas forças genuínas do rock grande do Sul, mas por sua concepção. Quando Duca e Humberto se uniram em 2008, logo após a parada de suas bandas de origens, a parceria rendeu oito composições que viraram um álbum cuja idéia foi oferece-lo for free na internet:
“Pô, a gente não teria cara de chegar na gravadora e pedir para gravar. Até porque a gravadora poderia contaminar o trabalho e assim, como foi o processo, a gente teve tempo e liberdade para fazer o PoucaVogal.” (Humberto Gessinger)
Duca e Humberto sacaram antes de qualquer coisa, a forma como as pessoas lidam com a música no século XXI. O que começou despretensiosamente atraiu os fãs da Cidadão Quem, dos Engenheiros do Hawaii e um terceiro público que curtiu o resultado desse hibridismo. Logo, o que estava na internet, começou a lotar teatros pelo Rio Grande do Sul e o que era um simples projeto desprovido de ambição virou um sucesso estrondoso no país inteiro.
Primeiro: porque o show que deu origem ao CD e DVD Pouca Vogal ao vivo em Porto Alegre conta com um material lapidado e adaptado à nova realidade do duo diante da experiência com o publico. Além disso, como durante a turnê, reúne sucessos das duas bandas em releituras que nos dá a sensação de que foram feitas especialmente para a nova fase de Leindecker e Gessinger. Desta forma, oito músicas se transformaram em 20.

Segundo: porque conta com participações especiais que tornam o CD e DVD material obrigatório: Luciano Leindecker, baixista da Cidadão Quem e irmão de Duca, participa de três canções e mostra o potencial do Quince, instrumento criado por ele para presentear Duca no Natal. Para quem é gaucho e conhece a história de luta e perseverança desses dois irmãos, o momento emociona. Para quem mora do Paraná pra cima, diverte.
O palco ainda contou com a participação da Orquestra POApops com um arranjos de tirar o fôlego sobretudo na faixa O Amanhã colorido, música da Cidadão Quem e Tententender.
Tententender: Gessinger + Leindecker + POAPops
Os hits, velhos conhecidos dos fãs de ambas as bandas, ganham nos shows uma nova roupagem e, o mais importante, um novo significado. Na canção Ao fim de tudo, por exemplo, feita por Duca Leindecker para Cau Hafner, baterista da Cidadão Quem, morto em 99, o piano de Humberto parece libertar todos os demônios guardados por todos esses anos. Assim como Toda forma de poder, numa batida reggaeira, embalada com Banco, ganha um ar menos guerrilheiro do que o que a tornou famosa na década de 80.
O trabalho é fruto da maturidade musical desses dois artista e, mais do que isso: da tranqüilidade quem já não precisa provar mais nada a ninguém. O resultado é algo leve, não comercial, mas que vende pra caramba.
O DVD conta com um making of curto, porém certeiro que narra a concepção do projeto com cenas de ensaios, sessão de fotos o que mostra o entrosamento da dupla que atualmente, enquanto escrevo esse texto, está em algum canto do pais esperando para tocar para mais um teatro lotado que os reverenciam e reconhecem que por trás do Pouca Vogal tem muito talento.


E o produtor do U2, Steve Lillywhite continua em busca do posto de jurado da edição americana do American Idol. Para quem não sabe, o cara, em fevereiro, mandou um vídeo para a produção do programa no qual, sem nenhuma modéstia, enumerou todas as razões pelas quais merecia substituir Simon Cowell após essa temporada, já que o lendário jurado irá se afastar do cargo. Porém a falta de modéstia passou a ser falta de noção ao afirmar a revista Billboard que diversos vocalistas consagrados não são cantores de rock.
“Rob Thomas, Jason Mraz, Chris Cornell, Amy Lee, Morrissey – nenhum desses são cantores rock”, diz Lillywhite. E segue comparando com a sua galinha dos ovos de ouro, o vocalista do U2: “Bono é um crooner … Frank Sinatra com guitarras elétricas”.
Em sua empreitada para conseguir a tão almejada vaga, Lillywhite prepara mais um vídeo para ser lançado na internet em breve. Para isso contratou um agente e um publicitário. Na entrevista á publicação americana, o produtor, faz qualquer ser humano sentir vergonha alheia diante de tanta segurança. “Quero ajudar a encontrar o próximo Elvis Presley”, afirma. Segundo ele, a vaga teria que ser sua por direito.
E ai, você contraria? Eu não. Ah, muito convencido, não?
O vídeo que deu início à saga…
