Shiny Happy People: Michael Stipe sai do armário e faz disso um p… marketing viral para o R.E.M

No começo da década de 80 ter um amigo gay, deixaria qualquer arcaíco, com o perdão do trocadilho, puto da vida. Alguns, transcenderam o preconceito e fizeram desse limão um pomar, colhendo os louros da fama e a grana das intrigas. Bons exemplos disso foram astistas como Ney Matogrosso (que tirou uma onda com a música Tell me once again fazendo uma versão chamada “Calúnias“, a.k.a, Telma, eu não sou gay), Ângela Ro-ro, Cazuza e Renato Russo
. Pois, quase 30 anos depois ainda é comum ver uma certa vígula quando o assunto é a sexualidade de astros e estrelas. O que deveria ser tratado como normal vira facilmente manchete nas principais publicações físicas e eletrônicas do mundo inteiro.
Tanto é que, há jornalistas que andam na cola de diversos cantores a fim de conseguir qualquer coisa que possa catapultá-los dos padrões heteros e assim obter a próxima capa de jornal. Que o diga Ricky Martin! O latino mais sexy do mundo já perdeu as contas de quantas vezes disse não ser gay. Foram tantas vezes que suas delarações já viraram piada na internet,muito embora, ultimamente, ele esteja aparentando pouca preocupação com o que possam falar sobre sua sexualidade.

O que para alguns poderia representar a ruína da carreira (em pleno século XXI), para outros pode ser o começo de um bom trabalho de divulgação. A famosa história do copo meio cheio, meio vazio.
A grande vedete da Semana Santa foi a incrível afirmação de que Michael Stipe, vocalista do R.E.M. é gay, feita pelo próprio cantor. Particularmente, gosto muito de R.E.M. A melancolia de Michael me fascina e, por esta razão é uma das minhas bandas favoritas. Portanto, para mim, tanto faz se Stipe é gay ou hetero. Agora, sou a primeira a admitir que, o fato dessa revelação ter sido feita há alguns dias do lançamento do mais recente álbum de inéditas da banda é uma das maiores jogadas de marketing da história da música. E isso não é ruim.
Para entender a história:
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Segundo o blog Remixture, em fevereiro de 2008, a banda lançou onze versões do vídeo Supernatural Superserious que concedia aos fãs o direito de reinventar um novo material a partir dos vídeos disponibilizados.
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Entre os dias 24 e 26 de março, a R.E.M. se prepara para disponibilizar antecipadamente, via iLike, as faixas do álbum Accelerate que será lançado, oficialmente, no dia 1º de abril.
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A Revista Spin abre um espaço invejável na sua edição do mês de abril ( “coincidentemente”, mês de lançamento do álbum) para o R.E.M. e Michael Stipe a utiliza para sair do armário, aos 41 anos de idade, para ajudar jovens homossexuais?? Cantem outra canção.
A maior prova de que quase tudo pode não passar de um bom e orquestrado marketing viral é o vídeo feito com exclusividade para a Revista People, gravado logo após o buzuzu gerado pela entrevista à Spin. Nele, Stipe faz um “comunicado à imprensa” livrando a cara de seus colegas de banda afirmando que eles são heteros. O vídeo, que tem cerca de um minuto, não passa de uma grande piada sobre o acontecido. O bom humor do cara parece que está valendo a pena: em apenas 24 horas a obra-viral já foi vista 43 mil vezes por meio do perfil oficial da banda no Youtube, levando, com isso, três menções honrosas youtubianas. A produção é bem humorada e, dá o seu recado: não levem a vida tão à sério, gente…













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