Hollywood Hits: o bem que o cigarro nos fez!
Nos últimos dias venho acompanhando a comovente luta do Sampson contra a vontade de fumar os mais de 150 cigarros que não fumou nos últimos sete dias. Comovente mesmo porque, o desabafo sincero e angustiante a respeito da sua primeira, e (certamente) última, tentativa pública de parar de fumar mostra que não é nada fácil esta empreitada (Go, Sampson, Go! ). Na outra ponta, o Becher, um fumante de “duas carteiras de Carlton diárias” que não demonstra ares de incomodado por isso, conta como seu amigo Richard, com um pouco de observação e força de vontade, conseguiu largar o vício e desfilar pela cidade sem cheiro de nenhuma das mais de quatro mil substâncias do palitinho acesso.
Independente da óbvia questão de saúde (a qual eu não vou entrar no mérito), os fumantes são alvos fáceis de uma caça às bruxas desenfreada capitaneada pelo Ministério da Saúde com o apoio do sarcasmo publicitário. Agências colocam suas melhores cabeças para pensar em uma forma inusitada (e cada vez mais nonsense) de aterrorizar o pobre fumante na tentativa, muitas vezes desastrosa, de provar que o cigarro é um bicho papão muito, mas muito mau. A inquisição inveja algumas dessas táticas.
Se voltarmos uns 20 anos na História da propaganda poderemos constatar que: a publicidade que hoje bombardeia o fumante condenando-o em todos os aspectos sociais por fumar, é a mesma que faturava milhões de dólares colcando uma banda legal de trilha sonora enquanto um alpinista saradão subia uma montanha em alguma parte do mundo. Tudo para dizer FUME!
Tirando a responsabilidade moral de anúncios e anunciantes, uma coisa é incontestável: essas propagandas eram legais pra caramba. Hoje, comparado com o que se fazia naquela época, percebo que as agências de publicidade não fazem algo parecido nem para vender produtos na MTV.
Uma das maiores e melhores heranças dessa tempo que era um sucesso, mas não fazia questão do bom senso, são os chamados HollyWood Hits, uma seleção de quase 80 sucessos de bandas de hard rock farofa (ah, dá um tempo que isso é elogio!) que conseguiam notoriedade no mundo inteiro por apenas 30 segundos de fama.
“… E não nos deixeis cair em tentaçao, mas livrai-nos do mal (?)”
E nessa onda, bandas lendárias faziam parte desse cast como Bon Jovi, Tears For Fears e Van Halen. Uma das últimas que me lembro era a one-hit-wonder Live e a sua Pain Lies On The Riverside, no começo dos anos 90.
Aqui, a banda Live no Hollywood Rock ’94 (“Hollywood“… “Rock“… sacô?) Uma das músicas mais famosas dessa safra foi Miles Away de uma banda chamada Winger. Dela pouca gente sabe que fim levou…
Winger – Miles Away por jpdc11
A música.. bem… será a eterna “aquela da propaganda dos cigarros Hollywood… aquela assim ó : mailsoeei…”
Falando Nisso…
Em 2004, Bono (U2) estava em luxuoso hotel na Irlanda na companhia do pessoal do Red Hot Chilli Peppers. Lá pelas tantas, o fumante irlandês acendeu um cigarro, só pra descontrair. Os funcionários do Hotel pediram educadamente que o roqueiro apagasse seu cigarrinho porque, de acordo com as leis irlandesas, é proibido fumar em bares e restaurantes. Bono apagou seu pito e pediu desculpas púlicas. Nada de mais se, o funcionário do hotel em questão não fosse do Clarence do qual Bono é proprietário. (deu aqui)
















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