Início » Curiosidades, Rock in Rio

Histórias do Rock in Rio: Carlinhos Brown e o Dedinho no Traseiro…

29 June 20082:57 am 3 comentáriospor Cler Oliveira

Depois de Lisboa chegou a vez de Madrid se tornar na Cidade do Rock e mostrar a força de um dos maiores festivais de rock da terra: o Rock in Rio (que desde 2001 acontece em qualquer lugar do mundo menos no Rio de janeiro). As primeiras apresentações em solo espanhol ocorrem nos dias 27 e 28 de junho a continuam entre os dias 4 e 6 de julho em Arganda del Rey, na Espanha. O clássico representado por Bob Dylan e New Young dá o contraponto ao novos ícones como Alanis Morrissette, Lenny Kravitz, Jack Johnson e os brazucas Ivete Sangalo e Carlinhos Brown.

Carlinhos Brown

Aliás, ver o nome de Carlinhos Brown no casting do festival, inevitavelmente, nos leva de volta à terceira (e última) edição do Rock In Rio no Brasil, em janeiro de 2001. O baiano protagonizou cenas de manifestação bizarra por parte do público contra a sua música: recebeu uma chuva de garrafas e copos plásticos vindas de um público que, definitivamente, não era o seu e, por esse motivo, não tinha nenhuma paciência com a sua MPB.

Para entender o babado eis alguns erros detectados na época e que quase causaram uma tragédia (anunciada) naquele 14 de janeiro de 2001

  • Num evento que contou com Sandy & Júnior, Britney Spears e até N’Sync, ter Carlinhos Brown não seria nada inusitado, como realmente não foi. O problema foi o dia. Um público de quase 200 mil pessoas aguardavam Pato Fu, Oasis, Papa Roach, Ira! e Ultraje à Rigor, DVD[bb] - Guns" href="http://compare.buscape.com.br/categoria?id=2922&lkout=1&kw=Guns+n%27+Roses&site_origem=4889927" target="_blank">Guns n’ Roses e… Carlinhos Brown (?). Nada contra o percursionista, mas é visivel que estamos falando de um público que não tinha nada a favor da brasilidade nativa de Brown.
  • No dia e hora - erroneamente - marcados para a apresentação de Carlinhos Brown, o cara sobe ao palco e, algum tempo depois, sente a hostilidade da platéia que, pior do que não estar nem aí, começa a demonstrar irritação. Brown resolve vestir “as roupas e as armas de Jorge” e começa a caminhar por um pequeno corredor que divide parte da platéia raivosa e armada de garrafas plásticas.
  • Depois de receber todo o protesto engarrafado, ao som de A Namorada, Brown volta para o palco e começa o primeiro dos muitos discursos:

“Eu sou da paz. Eu só jogo amor. Não jogo nada em ninguém. Só jogo amor. Eles querem rock…”

E debochadamente cantarola um “la, lá, lá, lá”, em ritmo de Hino Nacional, fazendo uma referência à preferência gringa da maioria da gurizada lá presente. numa tentativa de abafar o caso, a banda começa uma nova canção. Brown é enfático e pede pra banda parar para assim, mandar um recadinho para os roqueiros mau-educados:

“Pode jogar o que você quiser que nada me atinge. Nada me atinge! Eu sou da paz! Olha, não adianta gostar de nada quando não se tem juízo. Quando não se pensa. Quando não raciocina. Não adianta gostar de nada. Tem que ser pelo amor. Você que gostam de rock tem muito que aprender na vida. Aprender a respeitar o ser humano, dizer não à violência e dizer sim ao amor. Acredite na vida, gente. Agora, o dedinho pode enfiar no traseiro…”

E sai.

Mas não sem antes voltar com a banda toda para agradecer a “receptividade”. Desta vez, em silêncio. Para surpresa geral, a maioria da platéia aplaudiu… acho que seguiram o conselho do dedinho e acalmaram seus corações…

Confira o vídeo da festa bizarra.

3 comentários »

Comente

Adicione um comentário, ou, se gostou, linke este post.

.

Você pode usar as tags:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Compatível com Gravatar . Para ter o seu, registre-se agora no Gravatar.