Brasileiro Que Não Desiste Nunca: A (Re) Volta do RPM…
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O plano de previdência deve ser mesmo uma das piores coisas dessa vida. Se não fosse isso, o que justificaria tantas voltas, algumas absurdamente dispensáveis, para esse ano de 2008? Já tivemos por ai, New Kids On The Block, B-52, Indiana Jones (esse foi bacana!), Léo Jaime e agora, RPM.
Mesmo que você não fosse nem um espermatozóide nos anos 80, certamente, já ouviu falar em RPM. A sombra do sucesso de Paulo Ricardo, o cara que hoje faz caras e bocas cantando o tema do Reality Show mais surreal da TV brasileira, o Big Brother Brasil (Se você soubesse quem você é / Até onde vai a sua fééééé…).
Eu, quando o RPM surgiu com a mesma força de Harley, o cometa que cruzou os céus em 1986, já sabia fazer contas com quatro digitos. No auge dos meus 10 anos, RPM era uma das minhas bandas favoritas. E isso não quer dizer que seja coisa de criança, embora fizesse parte da infância de muita gente. Os caras eram muito bons. Com boas músicas, ótimas letras e um vocalista tão quente quanto o inferno, eles curmpriam sua missão.
Sente o clima. Sim, assim como a senhora sua mãe, eu adorava esses caras!
Mas, diferente dos citados anteriormente, o RPM tem um histórico de “voltas” interessantes. Em 1987 surprerenderam a todos quando anunciaram a separação (primeira de uma sequência de várias). Um ano depois, estávam todos juntos para lançar o álbum RPM (também conhecido como “Quatro Coiotes”). Vende bem, mas nem tanto. Nova separação.
Em 1993 quando os ouvidos brazucas estavam envolvidos com o som roots da Bahia (os Axés da vida) e de Goiânia (as duplas plantadoras de tomate), eles resolvem voltar,mas com dois integrantes a menos. O bando vira Paulo Ricardo e RPM numa forma de explorar o nome que realmente significava alguma coisa quando o assunto era RPM. Depois da turnê, nova separação.

By julianfoto
Nesse meio tempo lembro de ouvir Paulo Ricardo muitas vezes, até em tema de novelas do SBT. Quando todos pensavam que ele já tinha esquecido do RPM, eles voltam sob a chancela da MTV, em 2002. Um ano depois, nova separação.
RPM MTV 2002: Invocaram até Renato Russo, mas não deu…
Em 2007 eles se reúnem e começam a tocar em uma casa de shows em São Paulo. Isso bastou para reacender a velha chama e ter novas idéias para ganhar alguns zeros à direita na conta bancária: a partir desta decisão resolvem lançar um box com os três primeiros únicos discos de estúdio da banda, mais um cd especial com remixes, covers, inéditas e o escambau e mais um DVD com um show de 1986.
A (re) volta oficial do RPM acontece hoje, dia 13, não por coincidência no Dia Internacional do Rock, no Domingão do Faustão (!!!!!! Aliás, mesmo programa no qual o tecladista Luiz Schiavon trabalha ao lado do Caçulinha na banda do Domigão…).
Paulo Ricardo fala sobre a volta do RPM
Ontem foi o dia de saber o que se passa na cabeça de um dos maiores ícones do Rock BR. Sim, porque, você pode odiar RPM, pode não gostar de Paulo Ricardo mas não teria coragem de negar que, a atuação deles faz parte da história do Rock Brasileiro (o qual eu tive a honra de acompanhar!).
Paulo Ricardo escreveu, em seu blog, sobre esta volta e sua expectativa em relação a nova fase e a retomada de velhos planos:
“…Os ensaios foram ótimos e amanhã se Deus quiser vamos arrasar! Mas volto a dizer, shows ainda não estão programados, a nossa química continua lá, é maravilhoso tocar com com esses grandes músicos, os melhores do Brasil nos seus instrumentos, em minha opinião, mas,apesar da nossa vontade, colocar uma banda como o RPM na estrada leva tempo e muito trabalho. Agora é curtir o Faustão e comemorar o lançamento do tão aguardado box, que ficou excelente, parabéns a todos!”
É Paulo, essa filha do Rock BR torce por vocês, de verdade! Ah, vai ser legal ver o teu estilo meio Jon Bon Jovi brazuca. É único. Vende bem e, mesmo depois de tanto tempo, tem seus méritos. E, se caso vocês tiverem algum problema de relacionamento daqui pra frente, lembrem-se do Pai Arnápio. Keep the Faith, boys!













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