O RPM Voltou. Mas, Afinal, Pra Quê?
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Essa pergunta foi levantada no Twitter pela Daniela do Trecos e Trapos logo após a apresentação do RPM no Domingão do Faustão. No Dia do Rock, esta é a pergunta que não quer calar. A apresentação da banda, capitaneada por Paulo Ricardo, foi um espectro assombrado de uma era de ouro do Rock Brasil. Tudo porque eles se levaram á sério. Decidiram comemorar 25 anos de alguma coisa e, na era dos downloads, lançar um box com quatro CDs e um DVD para um público que já não encontra motivos para tanto investimento.
Deja vú
Ano passado, eles chamaram essa volta de reunião, no mesmo Domingão do Faustão. Este ano, a reunião virou “volta oficial”. Da forma como foi conduzida foi o fim da várzea mais cinqüenta metros.
Para tornar a situação mais decadente, estranha, bizarra, nada-rock-n-roll, a produção (ou sei lá quem foi) teve uma idéia de “gênio”: colocar a atração principal na lateral do palco e, no centro dele, um grupo de dançarinas no estilo pirigueti, coreografando cada verso (cuja letra passava na tela: fundo azul, letra branca). O resultado pode ser conferido no vídeo abaixo.
“RPM com a participação de Aline, Thais, Ivonete, Fernanda, Sabrine e Priscila”. Se durasse mais cinco minutos era caso para o Pai Arnápio
Mesmo sendo fraco, confesso que gosto de ver Paulo Ricardo fazendo o que realmente sabe fazer (o que passa longe daquele dublê de Ronnie Von no qual se tornou nos anos 90 colocando sua voz a serviço de novelas do SBT). A banda perdeu a força e mesmo com a clássica formação, perdeu sua autenticidade ao pisar naquele palco. RPM é um ícone e ícones não deveriam estar rodeados de dançarinas, luzes de neon de programa de domingo em TV aberta tentando justificar sua importância, tentando dizer que alguma coisa eles fizeram…
Não! Ícones não precisam disso. Lançam um Box, fazem apresentações sem dar explicações. Nenhuma. Para ninguém. Paulo Ricardo é um ícone do Rock BR, assim como o RPM.
De mérito na apresentação Paulo Ricardo carrega a transgressão oitentista. Não quis nem saber se era ao vivo ou se não era: meteu quantas “porra!” achou necessário. Isto é rock n’ roll.
Paulo Ricardo merece nosso respeito pelo que ele foi, pelo que contribuiu. Por ser parte do que construiu o rock brasileiro e não por ser aquele cara que vi no Faustão: um mensageiro de um suposto marketing que tenta dar a essa geração o que de direito pertence à outra.
Falando nisso….O Que Foi Aquilo?
Repararam no tênis que Paulo Ricardo calçava? Posso interpretar aquilo como uma homenagem subliminar aos clássicos dos anos 80? Afinal, essa é a única explicação para o Mr. PR estar usando um tenis igualzinho ao que Marty McFly, de De Volta Para o Futuro, calçou ou calçará em 2015. É esquisto-fashion-totalmente-fora-de-contexto, mas deve ser, no mínimo, confortável. Faria Lourdes Maria morrer de inveja… invejinha boa, claro!
Qualquer semelhança não é mera coincidência…











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