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Renato Russo – A Peça, Chega A Porto Alegre

18 July 2008 1 comentáriopor Cler Oliveira
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“Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
Pra ser honesto, sou um pouquinho infeliz.. mas tudo bem!”
(Giz)

A verdade é que: quem gosta de Legião Urbana / Renato Russo, ama. Quem não gosta, odeia. Não tem meio termo. Eu faço parte do time da “religião urbana”. Dos que acham que, nunca houve na história desse país, um cara tão genial quanto Renato Russo e a sua banda.

Pois bem. A cada dia, vejo que as possibilidades de manter viva a memória de Renato são infinitas. Uma delas é o lançamento do álbum O Trovador Solitário, que reúne gravações de 1982 apenas de voz e violão. Entre as 11 faixas do álbum há coisas surreais como, por exemplo, uma faixa com letra modificada de Eduardo e Mônica e a demo de Que País É Esse?, de 1978, possivelmente a primeira gravação de Renato.

Para aqueles que gostariam de reviver toda a energia de Renato e não tem a sorte de Marty Mcfly de poder viajar no tempo, a opção é Renato Russo, a Peça. O ator Bruce Gomlevsky (o mesmo cara que encarnou o líder da Legião Urbana no especial Por Toda Minha Vida), leva aos palcos 22 músicas da Legião e, por meio delas, conta a história de Renato dos 15 anos até… bem, até o recomeço de nossas vidas sem ele.

E é justamente esse espetáculo que estará no Theatro São Pedro (Porto Alegre) de 1º a 3 de Agosto. Os ingressos estão de barbada: R$ 15 e, se você for funcionário ou correntista do banco do Brasil, professor da rede pública ou tiver mais de 60 anos ganha 50% de desconto. Se não se encaixar em nenhuma das categorias acima mas for estudante, leva 10%. O negócio é que, com desconto ou sem, vale a pena assistir. Renato Russo sempre será um ícone. Mais informações no site do teatro.

E Falando Nisso…O que foi aquilo?

Esta semana escrevi sobre o Nx Zero e a versão de Porks and Beans em português. No post, listei cinco canções que, traduzidas para o português, ficaram no mínimo, “estranhas”, no máximo, como no caso do MC Jean Paul, bizarra, de correr três dias sem parar.

Mas as vezes não é necessário recorrer a outro idioma para tornar uma boa música em algo duvidoso. Exemplos? Será, da Legião Urbana. Não bastou Simone fazer do clássico uma história para chorar batendo com o cabeção na parede até cair do pescoço, o grupo de Pagode Raça Negra terminou de fazer o serviço. O resultado é no mínimo uma mancha (engraçada, admito) na recente história dos covers dos anos 90.

Somente o áudio (graças a Deus…)

Pensa que isso é o pior que poderia acontecer com uma canção de Renato? Aha! A teoria de que nada, mas nada é tão “estranho” que não possa ficar mais “estranho” é ratificada pela versão feita por Ricky Martin, o famoso portorricaço que, por mais que tente, não consegue se livrar de ver seu nome e a palavra “gay” na mesma frase (pra mim, é indiferente).

O portoricaço canta uma versão alegrinha de uma das músicas mais introspectivas de Renato: A Via Lactea.

Fim de papo.

Um comentário »

  • Lu Monte disse:

    Não é à toa que o Renato Russo detestava ver suas músicas gravadas por outros artistas, hehehe… A única que o agradava era a Cássia Eller.

    A peça é bacana, vale a pena assistir.

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