Vivi cada segundo…Tudo sobre o show da Cidadão Quem em Porto Alegre
Para quem curte boa música, a gaúcha Cidadão Quem dispensa apresentações. Reconhecida como uma das melhores e mais respeitadas bandas do Sul do país, a CQ tem em seu currículo além de 18 anos de estrada, sete álbuns, milhares de fãs e um número ainda maior de histórias pra contar. Pois, nesta quarta-feira, dia 23, a banda escreveu mais um belo capítulo na sua biografia: o show do álbum 7, em um Teatro Bourbon Country lotado (os ingressos já haviam esgotado muito antes da apresentação), coroou o trabalho dos irmãos-fundadores Duca e Luciano Leindecker.
O show, do qual sairá um DVD, com lançamento previsto para 2009, agradou tanto aos novos fãs quanto ao pessoal da “Velha Guarda”, galera que acompanha cada passo da Cidadão Quem há milhares de anos, dentre as quais eu me incluo. Hits como Boa Noite, Cinderela dividiam espaço com clássicos como Dia Especial, Carona, Um Dia e Os Segundos.
(clique nas imagens para ampliá-las)
Humberto Gessinger marcou presença fazendo uma participação especial no espetáculo. Força do Silêncio (fruto de uma parceria entre Gessinger e Leindecker) e Até o Fim deram o pontapé inicial na parceria firmada entre os vocalistas da Cidadão e dos Engenheiros que pretendem, ainda este ano, lançar um álbum comum.
Confesso que me surpreendeu o resultado desse casamento em um show eletríco (a primeira foi no Acústico Cidadão Quem, no Theatro São Pedro ). Faço parte do time que, embora reconheça Humberto como um dos ícones do Rock BR, deixou a nau á deriva quando o líder dos Engenheiros foi traçando novos rumos em sua carreira. Mas a participação foi tão delicada e singela que posso dizer que fiz ás pazes com o eterno Herdeiro da Pampa Pobre. A participação dele foi tão rápida que tive a impressão de ele ter deixado um taxi esperando na frente do teatro. Mas tudo bem. Fez o que tinha que fazer e deixou a noite para quem a ela realmente pertencia.
Mesmo em uma apresentação de aproximadamente 1h30min muita gente era da turma que fazia coro á frase “faltou música”. Também, quem mandou a banda ter tantos hits por aqui? De qualquer forma, Duca compensou tocando uma versão deliciosa de Vício. Não faltou quem o acompanhasse.
“Não quero abrir os olhos e te ver / vagando atrás de alguém que ainda é você”
Duca é um frontman enigmático. Visivelmente tímido e de movimentos discretos, ele consegue ter, o tempo todo, o controle total de sua platéia. No alcance de sua visão ele flerta com o público de maneira carinhosa e com ares de gratidão. Sorri. Conversa com quem ele quiser apenas com o olhar que sempre tem um alvo certo (se você achou que ele bateu o olho em ti em determinada parte do show, saiba que aquele sorriso era para você mesmo). Com um olhar forte, coberto por uma inocência quase infantil, ele conquista a criança no canto do palco e o cara de meia-idade que foi apenas para acompanhar a esposa. A menina de 15 anos, a mulher de 35. Duca é um apaixonado por pessoas. Nada mais natural que as pessoas se apaixonem pela sua arte. Uma paixão retribuída pelas vozes que lotaram o lugar, que emocionaram os integrantes daquela banda que passou por muitas e – algumas - nada boas .
Nem o frio impediu Camila de mostrar o seu amor pela banda tatuado nas costas
“…Pra lembrar quem eu sou Pra salvar o que ainda restou, do nosso tempo. Eu sei, que assim vou vivendo, vou vivendo…”
Na platéia, entre famosos e anônimos, todos, de alguma forma, faziam questão de mostrar o quanto a banda fez parte de suas vidas. Tavares, amigo da galera de longa data, baixista da conterrânea Fresno, é um dos maiores fãs da banda que conheço. Qualquer coisa que se possa imaginar sobre o grupo, ele tem ou sabe quem deva ter.Foi emocionante ver a jaqueta da CQ que lembrava tantos shows nos quais uma galera (na qual me incluo) foi, independente do tempo, da distância e de alguns atos inconseqüentes que cometíamos para assistir, pela já incontável vez, Cidadão Quem ( certo que falo sobre isso em uma outra ocasião. Reencontrar essa galera unida pela banda que nem o tempo, a distância e as mais diferentes profissões, puderam separar, foi tão bom quanto o show e, me arrisco a dizer que, pelos abraços, até melhor ) .
“E eu volto pra lembrar / Que a gente cresceu…”
Cidadão Quem 2.0 – As 1001 utilidades de uma câmera digital, que tanto incomoda alguns artistas, para a Cidadão Quem foi grande aliada. Numa atitude exemplar, em tempos de convergência, Duca, ao ver que a maioria, a seu modo, registrava o show pediu, com humildade, para que as pessoas enviassem para a produção a sua relíquia (aquelkes que queriam, logico). A justificativa? O material, se for bom, pode ir para o DVD.
O que eles acharam…*
Rodrigo Tavares – Fresno
Duca Leindecker
Fotos de bastidores by Débora Zimmer (valeu!)
Fotos / Vídeos: Cler Oliveira (exceto as creditadas e dos amigos)
*áudio desincronizado. As pilhas da máquina não quiseram fazer hora-extra…
UPDATE – Carol avisa nos comentários: Conforme pedido do Duca, favor enviar vídeos e fotos (para integrar um possível DVD da banda) para o endereço cidadaoquem@gmail.com.
Veja post sobre a reunião dos amigos unidos pela Cidadão Quem no Stand By.






















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