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Diversão e arte: Por que a junção Calypso e Paralamas incomoda tanta gente?


[7 Sep 2008 | 67 comentários | Cler Oliveira]

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A tradicional musiquinha infantil já dizia que um elefante incomoda muita gente e dois elefantes incomodam, incomodam muito mais… Dando meia volta na internet é possível ver diversas opniões sobre um dos mais polêmicos Estúdio Coca-cola Zerode todos os tempo: a união entre Paralamas do sucesso e Calypso, cada um a seu estilo, dois gigantes da música. Esta semana, um comentário (muito bem escrito, por sinal) neste post me chamou atenção :

“É verdadeiramente lamentável que Os Paralamas, banda que revolucionou os anos oitenta junto com outras preciosidades, se preste a este comercialismo vulgar. A Coca, que é uma droga, cumpre o seu papel: transforma tudo em mercadoria, desconstrói valores e aliena os pobres diabos. A banda CALIXO nada tem a perder visto que não passa de um subproduto de terceira ordem, porém o trio de Brasília quando gastar o gordo cachêt, de certo que verá a idiotia que realizou, ficará marcada como uma chaga cancerosa tal qual o diabólico projeto. Como dizia Paulo, citado pelo meu amigo Gordo,“não vi e não gostei.” Nota ZERO.”

Depois de rir (uma risada nervosa, confesso) sobre as análises apocalípticas e ferrenhas sobre o evento, fiquei pensando… a proposta do Estúdio Coca-cola Zero é justamente essa: unir mundos diferente, povos diferente, numa mesma freqüência. Eu mesma disse que queria ver o MC Céu no mesmo palco que o Marylin Manson.

Agora, a junção do Estúdio Coca-cola Zerocom Paralamas do sucesso é sensacional. Antes dessa fusão, confesso que não conhecia nada sobre o Calypso, muito embora já tivesse ouvido alguma coisa na TV, no ônibus, metrô ou supermercado. Mas foi graças a um post sobre a banda no blog português Remixture que ao escrever o post anterior descobri que Calypso é um fênomeno não apenas de popularidade, mas de marketing de vendas não-associado a grandes gravadoras.

“Até hoje e seguindo o modelo de negócios abertos do TecnoBrega local, a Banda Calypso nunca assinou um contrato discográfico. Graças a essa independência em relação à tradicional economia de mercado, o grupo consegue vender milhões de discos a um preço extremamente baixo, recorrendo apenas aos vendedores ambulantes, os “camelôs” encarregados da distribuição dos CDs e DVDs nas ruas.”

Não vou entrar no mérito de qualidade das duas bandas. Não sou fã de Calypso e, obviamente, por esse motivo, terei a tendência de achar um “lixo” (é isso que dizemos quando não gostamos de algo, não?), mas sim na generosidade de grandes artistas como Herbert Viana que é infinita e se reflete no projeto.

Imaginem um cara que perdeu a mulher em um acidente áereo e quase foi também para o outro lado. Entrou em coma, se recuperou e voltou a fazer parte do lugar que é seu de direito: o rock brasileiro. Por que, diante de um convite (sim, porque, duvido que ele tenha se oferecido) para fazer um duo com Calypso, iria negar? Depois do momento de risadas, acredito que um “podemos encarar” surgiu no meio de um sorriso e o projeto seguiu em frente.

E qual é o problema disso?

No orkut, diversas comunidades falam dessa mistura como algo depreciativo ao Paralamas e, para ser sincera, acho justamente o contrário. Herbert prova que não precisa provar mais nada para ninguém e pode fazer o que quiser, como quiser, COM QUEM QUISER, sob qualquer pretexto que o fato dele ser um ícone do Rock BR não muda.

O estudio Coca-cola Zero que uniu Fresno e Chitãozinho e Xororó teve também os seus protestos. Se você ler o post da conversa que tive com o Tavares até o final (passa a história do Renato Russo Emo que é mais embaixo…) verá que ele fala da humildade da dupla ao topar tocar com eles e que, a partir deste experimento bem sucedido fruto de uma união tão diferenciada (e muito bem descrita no texto do André “Geraldo” Solomon ), pensam em novos projetos. O Miranda, em seu blog, resumiu a parada em apenas algumas palavras:

“Do Fresno, disposição, coragem, ousadia são os que mais se fazem notar.
De Chitãozinho & Xororó, um show de humildade e profissionalismo.”

Unir coisas parecidas? Para isso temos o Last FM e o Twitter. Quem deveria tocar com Paralamas para que a banda não corresse o risco de ser taxado de vendida? Ultraje a Rigor? Capital Inicial? Nesse caso estariamos diante de um Estúdio água mineral com bolinha. Duas coisas que se completam, que se assemelham. Embora de marcas diferentes, farinhas de um mesmo saco, o Rock Brasil. Não, não é isso que eu quero… não nesse projeto.

Humildade e generosidade. Essas são as palavras que norteam o Estúdio Coca-cola Zero. Muito se fala da Era da Pós-Modernidade, mas poucos a vivem de fato. Muito antes de qualquer Estúdio Coca-cola, Pavarotti exercitava essas qualaidades ao convidar para um mesmo palco estrelas de primeira à quinta grandeza. De Bon Jovi a Ricky Martin, tudo era diversão e arte.

O gênio Serginho Groismann, um cara que eu admiro pra caramba, já propõe isso há tempos no seu Altas Horas.

No vídeo, Armandinho (ex- A Cor do Som) com Yamandu Costa e Andreas Kisser.

Frank Sinatra flertou com o rock pop

E agora, pergunto: que problema há nisso? Que venha mais Estúdios coca-cola Zero. Lógica Zero. preconceito Zero e diversão a mil.

Falando nisso…

O ápice dessas briguinhas bestas é hoje um clássico do Youtube: o dia em que Dado Dolabella seria entrevistado por João Gordo no Gordo à Go-go, da MTV. Só por isso, já teríamos motivos para assistir o programa. Dado, com aquela cara de moço tranqüilo e pacato do interior vai até os estúdios da MTV e, bem-intensionado, abre uma maleta com alguns acessórios que jurava ser necessário para a ocasião: uma machadinha, uma corrente (daquelas que você só vê em filmes do Van Damme) e um porrete. Oportunamente, Dado, o menino pacato, sai com um protesto fora de contexto:

Pô, velho, eu era teu fã pra caralho, mas você traiu o movimento…

O suficiente para que o Gordo perguntasse quem aquele “playboyzinho de merda” (sic) pensava que era. e, neste instante, começa a confusão…Até agora não sei de que movimento dado dolabella participava ao ponto de lamentar a saída de João Gordo. Assim como, até hoje não entendo o que o Gordo fez que o deixou tão irritado… coisas da intolerância musical…

 

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  • André

    É isso mesmo Felipe, gostei da sua idéia, imagina Mc Serginho e lacraia & Kid Abelha
    E olha que eu nem gosto de funk, mas acho que seria uma proposta legal, poxa se fresno e CH&X deu certo, se Nx zero e Armandinho foi tranquilo, e mandaram um som bem legal.
    Ah e aproveitando o momento, só queria dizer a essa mina que analfabeta é a senhora sua genitora, tenta fazer melhor para poder expressar alguma opnião, falar é fácil vai fazer?
    E aí vai um pedido de fã, pq num faz um estúdio coca-cola, com cidade negra e Zeca pagodinho, ia se 10!!!

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  • Felipe

    Rpaz, se o nome fala zero lógica da música, uqal o problema de unir calypso e os paralamas do sucesso, seria como unir marcelo D2 e zezé de camargo e luciano, ou mais Bruno e Marrone com Racionais Mc’s, ou ainda mais que tal unir O Rappa com Ivete Sangalo, poxa se é zero lógica da música, que viva a diversidade, é pq os dois já morreram, mas já pensou Mamonas assassinas e Cássia Elér, ou até Elvis presley e Tom Jombim, poxa viva a diversidade na Música!!!

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  • Carlos

    Nossa! Como é bom ver a Banda Calypso com esse ibope todo!
    Joelma e Chimbinha, estão fazendo história e isso é fato incontestável. E nem venham me dizer que não são bons profissionais e que suas músicas são de baixa categoria. Quem se atentar para músicas com Anjo, Pra te esquecer, Estrela Dourada, A Chave perdida e tantas outras verá que são músicas que falam do amor, da paixão, músicas de qualidade!
    Também não venham me dizer que quem gosta de calypso é semi-analfabeto. Eu não sou, aprecio músicas que tenham algo a dizer e as músicas dessa Banda têm letras belíssimas.
    A Banda sabe lidar com os elogios e com a inveja.
    Calypso, o rítmo que invadiu o Brasil pra sempre!

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  • JESSICA PINK

    PARA Q ISSO
    VAMOS PREOCUPAR COM OUTRAS COISAS
    DEIXA O SUCESSO DELES
    ELES SÃO OTIMOS
    COMO DOMINIKE DISSE MISTURA MAIS Q PERFEITA DOIS SUCESSOS
    PARALAMAS E CALYPSO

    PARABENS

    TIRO MEU CHAPEU PARA VCS

    ESTUDIO COCA COLA 10000000000000000000000000000000000000000000

    VAI FICAR NA HISTORIA………….

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  • VITOR

    ôôôHH GALERA QUE ISSO? PRA QUE FICAREM SE MARTIRIZANDO ÀTOA? EXISTEM TANTAS COISAS ABSURDAS ACONTECENDO EM NOSSO PAÍS COMO A, FOME, MISÉRIA, VIOLÊNCIA E POR AÍ VAI…..
    PRA QUE DISCUTIR SOBRE UM ENCONTRO DE DUAS BANDAS QUE SE APRESENTARAM EM FUNÇÃO DE TRAZER ALEGRIA, DESCONTRAÇÃO E ALTO ASTRAL?
    NÃO SOU FÃ DA BANDA CALYPSO NEM DOS PARALAMAS, MAS CADA ARTISTA TEM O SEU VALOR, O HEBERT É PRIVILEGIADO POR TER UMA VOZ BONITA E INTERPRETAR MUITO BEM SUAS CANÇÕES, JA A BANDA CALYPSO TEM COMO SEU FORTE O ESPETÁCULO “SHOW” RITMO CONTAGIANTE QUE CHAMA PRA DANÇAR!!!!!!!!!!
    O IMPORTANTE ACIMA DE TUDO É O RESPEITO, QUE DEVEMOS TER PARA COM TODOS, ISSO COM CERTEZA NOS FARÁ PESSOAS AGRÁDAVEIS E DE BOA CONVIVÊNCIA….

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  • Dominike

    O que será que Gisele entende por “Lógica Zero”? Absolutamente nada. Mas é fato que alguams pessoas se sentem incomodadas com o sucesso dos outros.

    Mistura perfeita ! Hebert,juntamente com Chimbinha e Joelma, proporcionou aos seus fãs uma momento de muita emoção! Ficará para sempre na memória!

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  • Pingback: Nadave Links 19 | Nadave.net

  • Daniel Reynaldo

    Pois é, unir coisas diferentes às vezes dá certo: quando as coisas diferentes são o Andreas, o Armandinho e o Yamandu, por exemplo, é como juntar vinho do porto, bacalhau norueguês e azeite espanhol.

    Já juntar Calypso à qualquer coisa é como preparar um prato qualquer e temperar com uma boa porção de vômito.

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  • Romulo

    Acho uma idiotisse as críticas, afinal, a idéia é essa: Unir coisas diferentes! Assim feito.
    A Banda Calypso sempre foi uma banda, desde o início de sua trajetória artística em nível nacional, muito elogiada por Herbert e seu irmão Hermano Viana.
    A verdade é que td q se vende incomoda no Brasil, pq tem-se uma mente fechada, como se não houvesse espaço para todos, inclusive para o lixo cultural, que nesse caso a Calypso não se enquadra. A Calypso tem um dos melhores guitarristas do país, reconhecido por muitos artistas, e uma cantora que dar conta do recado.
    Então o que acontece?
    O que acontece é q a Banda Calypso é uma banda do norte do país, por ai começou o preconceito de muitos. Tocam uma levada diferente que chegou e fez sucesso, um rítmo próprio da região norte e que hj bandas de outros locais já acompanham.
    Quer dizer então que se Calypso cantasse pop rock seria uma banda com imensa qualidade artística, como aqui foi citado?
    Sim, como ficou provado no ECCZ.

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  • http://blognatv.com/blog Gisele

    Tá bom, admito: morro de inveja da Joelma. Tudo que eu quero na vida é usar um figurino tão elegante, cantar músicas tão refinadas e acordar todo dia ao lado do belíssimo Chimbinha, músico genial. É tudo recalque, gente. Daqui a pouco passa, e vou reconhecer a imensa qualidade artística do Calypso. Porque tudo que vende muito no Brasil é ótimo, taí o funk, pagode e tchans da vida que não me deixam mentir!

    (os fãs do Calypso não são semi-analfabetos, só musicalmente)

    E quer saber? Vão lavar um tanque de roupa suja, bando de desocupado!

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  • http://piero.jor.br Piero

    Não é por nada, mas eu vi os vídeos do ECCZ… E tá uma coisa triste… Triste mesmo…

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  • Marcos Henrique Lins de Miranda

    Gisele, é uma pena que você seja tão tosca e ignorante a ponto de achar a Joelma desafinada e que o Herbert se decepcionou…

    ai q é cada comentárioq dá vontade de rir.. kkkkk

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