Beirut em Capitu e Júnior Lima mostrando com quantos anjos se faz uma banda: a semana na TV aberta
Não assito TV. Ou melhor, assisto raramente. E, com as férias na faculdade, vejo que isso nada tem a ver com a falta de tempo, mas sim com o meu desinteresse clássico pela chamada TV aberta . Mas, quem tem um perfil no Twitter, ter TV é apenas mais uma maneira de gastar luz. Diversas pessoas narram os acontecimentos com uma precisão incrível – e se especializam em uma categoria. O Johnny Ken, por exemplo, adora twittar sobre futebol e a Flávia Durante fez uma narração de um capítulo inteiro de A Favorita. Mas o que pegou geral nessa semana foi a super badalada (e curta) Capitu, micro série global que antes de sua estréia já dava o que falar – literalmente – na internet com o site Mil Casmurros e, no sábado, um pequeno buzz sobre a banda de Júnior Lima, Nove Mil Anjos.
Capitu e a Indie Beirut

Me chamem do que quiser, mas não tenho muits paciência para mini (ou micros) séries teatralizadas. Não assisti Hoje é Dia de Maria embora reconheça que, quem assistiu, estava diante de uma obra ímpar. O mesmo posso afirmar de Capitu. Pelo pouco que vi na internet, sei que se trata de uma produção na qual a palavra arte é elevada à potencia máxima, mas não encontrei muitos motivos para assistí-la. Exceto, a trilha sonora. Uma produção global que traz Pink Floyd e Black Sabbath, merece as minhas considerações.
Porém nada foi mais surpreendente do que saber que a produção foi buscar sua trilha principal no antes quase obscuro mundo indie. De lá, trouxe à tona a belíssima Elephant Gun, da americana Beirut, pop nos circuitos impopulares, para embalar os sonhos de Capitu.
A reação na blogosfera foi imediata:
- Música de abertura da minissérie Capitu - Cauda Longa
- Capitu e Beirut – CrisDias Weblog
- Capitu com ar de ópera-rock - Menina Mãe
- A trilha sonora da minissérie Capitu: “Elephant Gun”, do Beirut – Virundus
- Capitu is Pop – Factóide
- ‘Capitu’ estréia na Globo com trilha sonora muito, muito boa - Olhômetro
- Elephant Gun (Beirut) – Sou uma menina boazinha, mas faço arte
E por ai vai até o infinito…. Com méritos.
Se o objetivo era aproximar a obra de Machado de Assis do público jovem, conseguiu. Twice!
Nove Mil Anjos no weekend

Embora Júnior Lima ocupe um “cargo” discreto em sua banda, a Nove Mil Anjos, como bem lembrou o Pedro Victor no Twitter: Sempre será a banda do Junior. Sim. Afinal é o que justifica tamanho buzz no trabalho da banda – que, a primeira ouvida, me parece pouco comercial.
Assim como a maioria dos mortais, acompanhei pela imprensa cada novo fio de cabelo cortado da cabeça de júnior até que, de Sandy-e-Júnior, o garoto conseguiu uma identidade e se transformou no “Incrivel Júnior e sua própria banda de rock manera”, Nove mil anjos. Porém, assim como o caso Capitu, não tive curiosidade de ver e ouvir o que eles faziam.
Até que, na tarde de sábado, eis que o inevitável aconteceu; assistindo o Caldeirão do Huck surge a tal Nove Mil Anjos. Na primeira ouvida, é difícil classificá-la. Para mim pareceu aquelas bandas pop-alternativas dos confins do Universo que encerravam o Jornal Hoje misturando Metal Progressivo com Acarejé do mangue. Júnior realmente arrasa na cozinha mas o resto me parece meio confuso. É dificil dizer se é promissor.
Para uma banda uncategorized até que eles aparecem bastante na grande mídia. E, obvio que isso não tem nada a ver com a questão de serem bons ou ruins, ma sim por ser a banda do Júnior. Sábado no Huck. Domingo na Sangalo. É cedo pra qualquer adjetivo. Apenas acho que, muito antes de decidir se são uma boa banda ou não, todos já deverão ter enchido o saco.









