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Um vinil na mão e uma (boa) idéia na cabeça: recicle os discos que você não ouve mais

29 December 2008 14 comentáriospor Cler Oliveira
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Sou fã de Vinil. Não pelos motivos que a maioria das pessoas que admiram o pretinho bolachudo são. Quem ama o velho preto Old School curte o chiado e toda a nostalgia de vê-lo rodando, pulando e engasgando em um risco intrometido. Confesso que essa parte eu dispenso. O que me atrai no vinil é a capa que serve como tela para uma belíssima obra e todos os seus detalhes.

Mesmo com toda tecnologia eu ainda compro vinis, embora não tenha onde tocá-los. Quero completar a minha coleçao de álbuns do U2 nesse formato (já que em CD tenho quase toda completa) pela arte da capa. Mas do meu tempo de adolescente eu ainda guardo álbuns como Slave to the grind[bb] (Skid Row), Keep The Faith [bb](Bon Jovi), uns cinco da Legião Urbana[bb], Ten [bb](Pearl Jam) e lógico, o tema do filme O Guarda-Costas [bb](sim, coisas de mulherzinha).

Mas e quem tem grandes coleções e quer se livrar deles de maneira que reconheça o seu valor afetivo? Muita gente encontrou saídas bem criativas para que o destino do seu vinil de estimação passe longe dos sebos e das latas de lixo. De bolsa à tigela, inspiração é o que não falta.

Bolsas e mochilas

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Adivinha qual é a minha cara? Uma dica: começa com U...

A artesã que faz essas preciosidades estuda na mesma universidade que eu e atende pelo sugestivo nome de Menina Vinil. Embora nunca a tenha encontrado pessoalmente, há anos fico namorando os diversos modelos que as minhas colegas fazem questão de desfilar. E não é pra menos: essas bolsas feitas com discos de vinil, além de serem lindas, um acessório super descolado, ainda são personalizadas. Sou fã dessa garota e por isso, recomendo. Quem quiser saber mais sobre o trabalho dela é só acessar o blog Menina Vinil.

Relógio de vinil

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Essa é uma opção bacana de reciclar o bolachão e de que quebra, o velho telefone de disco. Eu adoraria ter um deses em casa. O valor é meio salgado para um relógio de parede, U$ 188, mas se olhar pelo lado da obra de arte, o custo compensa. Adorei. Mais informações aqui.

Tigela porta-trecos

Tigela porta-trecos

A dica agora é para aqueles que têm vontade de testar o seu talento para trabalhos manuais. Para fazer esta tigela você não precisa ter prática nem habilidade, apenas um pouco de cuidado porque vai ser obrigado a mexer com o material ainda quente. No Wikihow você aprende o passo-a-passo, de maneira ilustrada, de como transformar o seu vinil em uma peça única. Vou testar e se der certo, mostro a foto do “comofas”.

Já dá pra aposentar o seu vinil sem peso na consciência?

Se conheces mais alguma utilidade bacana para o seu disco, manda ver nos comentários!

Falando nisso…

Viu a primeira foto do post? Pois ela foi tirada do Best Pictures Around. Por lá rola uma compilação de fotos chamada Vinyl Sleeve Heads, nas quais, pessoas com pouca coisa para fazer e muito criatividade inventam as mais variadas artes a partir de fotos de capas de vinil. Bem legal. But it’s not sane…

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PhotobucketCom a musica na cabeça

Update:

Recomendo: Pra quem adora artes das capas de CD assim como eu, a dica é um ótimo blog chamado Os Discos Pesados. Lá, você encontra centenas de capas dos principais nomes do rock pesado, óbvio. Adorei. Espalhem que é bom!

E, já que estamos falando disso... leia também:

14 comentários »

  • Cecilia Barroso disse:

    Eu já tinha visto uma bolsa com dois LP’s e achei o máximo. Esse relógio também é demais.

    Tenho uma coleção enorme de vinis em casa e um filho pequeno. Imagine a surpresa dele quando viu um bolachão pela primeira vez. “Mãe, mas isso toca onde?”

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    Cler Oliveira Reply:

    Em 2006 fizemos aqui na minha cidade uma expo de disco de vinil, em homenagem ao Dia do Rock. Um piá de uns 8 anos olhou e disse: “Que legal esses quadros. Tudo do mesmo tamanho…”. O pai: “não são quadros, são discos”. “tipo… pra brinca na praia????!” :)

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  • Vinícius disse:

    Meu primeiro vinil foi o Nevermind, e a experiência que me colocou definitivamente no mundo do Rock&Roll foi quando, aos nove anos, entrei no quarto de um primo enquanto ele ouvia o Dark Side of The Moon à toda. Pirei, hehe.

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    Cler Oliveira Reply:

    Meu sonho foi sempre ter o Nevermind em Vinil. Nunca encontrei nem em sebo. ML e importado eu não quis. Mas tenho que admitir que foi uma otima introdução ao mundo do rock!

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  • Piero disse:

    Um vinil de alguém que não conheço hoje estampa a parede do meu quarto como um relógio do Elvis Presley (uma hora eu posto uma foto dele).

    (e o melhor vinil que já ouvi na minha vida foi o do Topo Giggio cantando Ó Sole Mio).

    Bjão!

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    Cler Oliveira Reply:

    O do Elvis, tá tudo certo…
    Mas o do Topo Giggio deve ser lendário!! Fiquei curiosa. Muito! Algo espetaculoso!!!! :)

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  • Alexandre disse:

    Acho que só quem viveu a época do vinil sabe o quanto era bom. Um disco não era comprado, era conquistado. Por impulso vendi uma grande coleção. Grande besteira. Hoje tento recuperar alguma coisa. As capas realmente são a parte mais legal dessa forma de transportar música.

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  • Alexandre disse:

    Valeu a referência Cler! Muito massa seu blog! Meu primeiro vinil foi “Bark At The Moon” do Ozzy. Assustador! E o Nevermind foi um dos que despachei na pior venda da minha vida… Se eu soubesse guardaria para te presentear.
    :-)

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    Cler Oliveira Reply:

    Só a intenção já me deixa honrada. Achei muito criativo o seu espaço, principalmente porque amo as artes das capas de álbum. Qualquer um. Encontrar um blog como o seu foi um tesouro!

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  • braun1928 disse:

    Caaaaara…. Não faz uma coisa dessas! Não pode estragar vinil assim!! Principalmente com U2, Franz Ferdinand…

    Troco por uns que eu me recuso a colocar no meu prato aqui ;)

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  • alvaro disse:

    concordo com o comentario acima do Alexandre quanto a serem conquistados os vinis,realmente quando se conseguia um vinil vc escutava trocentas vzs e se familiarizava com a musica e com o disco ao olhar os detalhes em suas capas(cito as do Iron Maiden ou pink floyd como ótimo exemplo)Coisa dificil nos tempos de mp3 em que carregamos 200 músicas num trocinho deste tamanhinho e sem nenhuma capa,não é ruim mas não sei,falta acho que esse contato mais tactil.Os cds ficaram no meio do caminho,já afastaram do toca disco ao não precisar trocar de lado e para economizar foram deixando os encartes tão pobres que alguns que tenho são apenas uma fotinho em uma folha impressa com as musicas no verso,tudo bem tudo bem tem a net pra ver mais sobre o cantor ou o album!mas não deixa de afastar do fã àquela magia quase religiosa de ouvir um disco.

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    Alexandre Reply:

    Encartes pobres, realmente. Está aí uma coisa que é dos CDs desde sempre… Míseras pagininhas. Pior é que até hoje fazem algumas de uma folha só! E olha que não é pirata, não.
    :-)

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  • Bruno Alves disse:

    O primeiro vinil que comprei com meu primeiro salário de bancário, no longínquo ano de 1984, foi o Equinoxe, do Jean Michel Jarre. Tenho ele até hoje – aliás, tenho todos os meus vinis até hoje, mesmo sem ter onde tocar.
    Já tinha visto relógio, mas bolsa e tigela foi a primeira vez. confesso que deu uma dor no coração!
    Meu maior orgulho é a coleção quase-completa dos discos de estúdio do Pink Floyd! ainda completo ela um dia!
    Grande abraço!

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    Cler Oliveira Reply:

    Todos meus vinis estão guardados. Não eram muitos, mas me lembra uma época bacana…Também tenho um objetivo que são os todos vinis do U2. Esses não viram bolsas de jeito nenhum :)

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