Novas mídias x Direitos Autorais: Prodigy faz um guia on line para fãs no Youtube

Não consigo esconder o quanto toda essa caça às bruxas em prol dos direitos autorais tem me incomodado. Antes que pensem o contrário, não sou a favor da pirataria. Acho que todo o artista pode e deve receber pela sua obra, tudo o que lhe é devido. Porém, as novas mídias e a legislação definitivamente não são compatíveis e essa divergência promove situações antipáticas com fãs, sites e blogs.
Mas o ícone da música eletrônica, The Prodigy, resolveu dar o exemplo e, em parceria com a Web Sheriff, empresa especializada em “policiamento” via internet de obras que tenham direitos autorais, explica o “isso pode, aquilo não” para usuários do Youtube, em relação ao novo trabalho, Invaders must die, com lançamento previsto para o dia 23 de fevereiro.
O que pode:
- Postar vídeos e áudios do novo single OMEN
- Postar videos e audios do single Invaders must die, mas não o álbum completo com o mesmo nome.
- Materiais ao vivo gravados de shows com faixa do novo álbum
- Todos os posts devem conter o seguinte texto na descrição do vídeo:
Copyrights recording, music and lyrics reproduced by kind permission of Take me to the hospital / Cooking vinyl for original performances by The Prodigy, check out the official channel at www.youtube.com/prodigychannel
“Os direitos autorais da gravação, música e letras reproduzidas por um tipo de permissão de Take me to the hospital / Cooking vinyl de perfomances originais tThe Prodigy. Confira o canal oficial em www.youtube.com/prodigychannel”
O que não pode:
- Postar qualquer outro material do novo álbum além dos permitidos acima
- Lançar qualquer remix não oficial das faixas permitidas, pelo menos até o dia 23 de fevereiro, quando o álbum for lançado oficialmente.
O prodigy tem uma relação tranqüila com a internet. Invaders Must Diefoi ifoi foi disponibilizado em 26 de Novembro de forma gratuita durante sete dias no site oficial da banda. O vídeo, também no sítio oficial, no dia 28 de Novembro.
Já a união com a web sheriff não poderia ser melhor: a empresa conseguiu detectar e encontrar o responsável pelo vazamento do novo álbum on line. Além disso, a WS fez fama na internet fechando sites que infranjam as leis do direito autoral não apenas nos Estados Unidos, mas também em países como Web China, Rússia, Ucrânia e, claro, no Brasil.
Entre os clientes da empresa estão gravadoras, editoras de música,filme, celebridades, personalidades esportivas, teatro, produtores,empresas vídeo, jogos, jornais nacionais e os meios de comunicação em geral. É.. pelo visto, trabalho é o que não falta pro Xerife.









Inteligentes os rapazes do grupo, pois o WebSheriff demonstra total incompetência para saber diferenciar músicas legais ou ilegais e isso já foi observado ao apagar conteúdos de blogs de língua inglesa hospedados no serviço Blogger, ao fazer uma lambança com posts juntamente com o Google. Isto foi inclusive colocado em pauta no jornal LAWeekly e em diversos blogs musicais, infelizmente não houve repercussão alguma aqui no Brasil além de um artigo no blog do qual participo.
O The Prodigy faz muito bem em deixar claro o que os usuários podem ou não fazer, e vai além dizendo o que o WebSheriff deve também fazer! A censura autoritária do xerife já custou o trabalho de muitas pessoas honestas na internet.
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Cler Oliveira Reply:
February 21st, 2009 at 21:48
Ótimo comentário. Confesso que desconhecia as consequências do trabalho da WS para alguns sites legais. Quero muito me aprofundar nessa questão de Direitos Autorais e as ações que gravadoras e artistas estão encontrando para se proteger sem se tornarem uns débil mentais na Era 2.0. Na verdade, trazer à luz diversos assuntos nessa área já que já fui muito prejudicada por conta de ações insanas nesse sentido.
Essa jogada do Prodigy é um ótimo exemplo a ser seguido por artistas que respeitam seus fãs, sites e blogs de música.
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Essa do The Prodigy (que não conheço e é a primeira vez que leio o nome deles) é muito boa, mas não deixa de ser um Creative Commons em associação com os xerifes. A diferença é que com o CC tu não consegue rastrear quem faz coisas boas e coisas más, só que, acredito, é menos autoritário que esse acordo: sempre vai ter um pra descumprir.
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Cler Oliveira Reply:
February 22nd, 2009 at 15:03
É bem essa: um Creative Commons traduzido para leigos…
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[...] Interessante: Banda Prodigy faz Guia de como usar o Youtube evitando problemas de direitos autorais [...]
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