Olha o Rock n’ roll ai, geeeeente!

Carnaval 2006 – Unidos da Tijuca
“Sei que o rock não morreu
Mas ‘tá meio assim-assim”
Carnaval? Eu pulo fora. Sempre. Nunca fui a um baile de carnaval e, pra mim, só está valendo porque é feriadão. Admito que curto ver um pouquinho, mas bem pouquinho mesmo, do carnaval do Rio de Janeiro que só falta descobrir a cura do câncer em plena Sapucai de tanta tecnologia dispensada na festa de Momo.
Como meu negócio é rock, lembrei, hoje pela manhã, de um samba enredo feito pelo Casseta & Planeta nos idos dos anos 90: Apogeu e glória do Rock n’ roll.
“Teve um tal de Woodstock
A maior festa do rock
Ficou todo mundo nu
Cabeludo teve vez
O John Lennon e aqueles três
E a galera dos The Who”
E é com eles que eu vou (eu vou, vou…).
Falando nisso…
Cara, gringo roqueiro adora, quando vem ao Brasil em fevereiro, dar banda pelo Rio de Janeiro. Bebem caipirinha, jogam futvôlei com o Romário e claro, dão o ar da graça em rodas de carnaval. Quando o rock cai no samba é notícia na certa!
Janis Joplin – 1970

A riponga mais famosa do mundo fez uma das coisas que todos deveriam de fazer antes de morrer: conhecer o carnaval no Rio. Segundo a reportagem da revista Trip, Janis comeu bolacha Maria com marmelada, fumou, cheirou, pagou topless… ou seja: elevou a palavra Carnaval à décima potencia.
“…[Janis]Fez um obscuro show num inferninho de Copacabana, foi expulsa de um hotel e quase foi presa na praia, incidentes que a levaram a declarar à revista Rolling Stone, depois da viagem: “Se você tem cabelo comprido, te expulsam de um lugar e nunca deixam entrar. Os tiras estupram as pessoas, colocam cães no saco dos caras. O melhor mesmo foram umas noites em que cantei com uns amigos num puteiro”.(Revista Trip)
Fotos: Ricky Ferreira
Bono – 1998 /2006
O Bono é o gringo mais gringo que eu tenho notícia no rock n’ roll tudo porque insiste se integrar de todos os aspectos que formam um país. E ele dá sorte. As únicas vezes que fez show no brasil (show grande) foi pertinho do carnaval. E o resultado foi irlandês caindo no samba.
“…”Ele não tem ritmo para tocar aqui”, reprovaria depois o Mestre Louro. De casaco preto, com capuz e tudo, o cantor enfrentou o caldeirão do diabo – 43 graus – do ambiente bebendo Brahma. Lá pelas tantas, já de camisa, largou o tamborim e, repetindo a famosa cena do Live Aid, saltou do curral da bateria para io meio da quadra, onde dançou com a porta-bandeira Ana Paula Macedo, 21 anos. “Ele é um gato! Meio desajeitado sambando, mas pelo menos tentou. Me pegou pelo braço! Minha amiga falou para eu nem tomar banho mais…” (Revista Showbizz – Ed. 151 Fevereiro 1998)
Em 2006, Bono dá mais um show extra, desta vez, em Salvador. O cara sobe no trio de Gilberto Gil e faz um dueto com Ivete Sangalo num clássico do cancioneiro duplo sentido, Chupa toda. Pelo menos rendeu boas fotos e tirou muito fotográfo ds miséria.












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