Desplugados e essenciais: Cinco álbuns acústicos para se ter em casa
Já defendi horrores Zeca Camargo aqui, mas sou a primeira a admitir que, às vezes, ele entra numa vibe de listas um pouco arrongantes como as que “você não ouviu”. Bom, fique tranquilo porque este top 5 passa longe disso. A minha lista é formada por bons acústicos que tenho em casa (ou no PC, como no caso do não-oficial) e justamente por isso, recomendo.
Há quem diga que o primeiro acústico do mundo foi protagonizado pelo rei, Elvis Presley, em 1968. Se foi o primeiro ou não é inegável que, para o formato ter sua popularidade garantida, mesmo em se tratando de Elvis, faltava a forcinha de uma marca que pudesse dar o marketing necessário para que esse tipo de show fosse comercializado à exaustão.
Quase 20 anos depois, isso aconteceu. A MTV, em 1989, convida Jon Bon Jovi e Richie Sambora para dar uma palhinha no Video Music Award (VMA) daquele ano. No desespero, sem saber direito como entreter as estrelas na platéia, os músicos experimentaram dar uma cara nova a antigos sucessos. E não deu outra: foi o pontapé inicial para que a MTV se ligasse que, era no formato unplugged que habitava a galinha dos ovos de ouro da indústria fonográfica.
De lá pra cá, todo artista que se preza tem, ou terá, que ter em seu currículo um CD ao vivo, um DVD e um álbum acústico. Fato. Não interessa se é a galera do rock, do pagode ou quem domina a nova dança do Estado do Pará. E nesse meio, há alguns álbuns que, para mim, são um indispensáveis.
Chris Cornell Unplugged in Sweden (2006)

Sem dúvida, o meu acústico favorito. Já ouvi mais de 100 vezes. É um bootleg, ou seja, um álbum não-oficial, de um show que, pelo que percebi, foi super intimista, com meia-duzia de (sortudos) gatos pingados. Vale a pena procurar e ouvir até seus ouvidos não aguentarem mais. Cornell joga toda a força grunge que mora dentro dele na voz e no violão. Agrada os novos fãs e o pessoal da velha guarda com canções como Doesn’t remind me, Wide Awake (que parece rasgar a garganta de Chris), Black hole sun, Fell on Black Days (que lembra demais os vocais de Kurt Cobain, só que melhorzinho) Call me a dog de suas ex-bandas Audioslave, Soundgarden e Temple of the Dog. Destaque para as versões de Bob Marley (Redemption Song), Michael Jackson (Billie Jean) e a mais bela de todas, na minha humilde opinião, Thank You, do Led Zeppelin.
Dá até para esquecer que, três anos depois ele se juntou com Timbaland.
Thank you: If the sun refused to shine…
Nirvana – Unplugged New York (1994)

Na sequência, o segundo componente do Power Grunge, Kurt Cobain, que deixou, tirando a viúva, um legado que influenciaria centenas de bandas ao redor do mundo. Como uma das representantes da rebeldia do início dos anos 90, jamais alguém sonhou que Cobain iria topar, sem nenhuma resistência, fazer parte da série Unplugged MTV. E o cara, quando topou, colocou o álbum na galeria da História. Para conhecer a importância desse acústico, assista ao documentário feito sobre o especial (é curtinho: sete minutos cada um).
Assista a segunda parte clicando aqui.
Eric Clapton – Unplugged (1992)
Seria uma heresia fazer uma lista de álbuns unplugged sem incluí-lo. Se Bon Jovi foi o primeiro da série, Clapton foi o nome que fortificou e deu credibilidade a ela quando ganhou por esse trabalho seis dos 18 Grammy’s que está em sua estante. O ábum inteiro é algo para se lembrar, porém, destaco a versão de Layla que, de um rock roots se transformou em um blues largado de fazer New Orleans se render.
Tears in Heaven: música escrita por Eric Clapton e Will Jennings sobre a dor da perda do filho de Clapton que morreu ao cair, acidentalmente, de um prédio em março de 1991. Somente esta canção levou metada dos prêmios Grammy que o guitarrista ganhou naquele ano pelo álbum.
Kiss Unplugged (1995)
O fã roots só de olhar a capa já sabe o motivo desse álbum ser o que é.
Clássico. Preciso dizer mais alguma coisa? Pois bem, direi. Este é o único álbum que traz a formação original do Kiss de cara limpa. Lançado em agosto de 1995, em outubro já era disco de ouro com mais de 500 mil cópias vendidas. Se vendas não quer dizer muita coisa, deixe que a música fale mais alto:
Uma das minhas favoritas: Every time I look at you
Capital Inicial Acústico
Ah, vamos honrar nossos patrícios também que demoraram um pouquinho para entrar no rítmo de desplugar, mas quando fizeram, foi bonito. O Capital Inicial foi um dos grandes ícones do Rock BR na década de 80. Depois, por motivos que pouco me interessam, sumiram. Até que em 2000 retornaram com um álbum que fazia jus à carreira oitentista. Um registro redondinho, com diversas participações especiais com arranjo e repertório de primeira grandeza.
O resultado: a volta do Capital Inicial às bandas hit parede. Ouvir esse álbum é voltar ao tempo do bom e velho Capital, ou seja: antes de Dinho ser afetado por uma síndrome de banda juvenil. Espero que tenha cura.
Fogo














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