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Desplugados e essenciais: Cinco álbuns acústicos para se ter em casa


[30 May 2009 | 24 comentários | Cler Oliveira]

defendi horrores  Zeca Camargo aqui, mas sou a primeira a admitir que, às vezes, ele entra numa vibe de  listas um pouco arrongantes como as que “você não ouviu”. Bom, fique tranquilo porque este top 5 passa longe disso. A minha lista é formada por bons acústicos que tenho em casa  (ou no PC, como no caso do não-oficial) e justamente por isso, recomendo.

Há quem diga que o primeiro acústico do mundo foi protagonizado pelo rei, Elvis Presley, em 1968. Se foi o primeiro ou não é inegável que, para o formato ter sua  popularidade garantida, mesmo em se tratando de Elvis, faltava a forcinha de uma marca que pudesse dar o marketing necessário para que esse tipo de show fosse comercializado à exaustão.

Quase 20 anos depois, isso aconteceu. A MTV, em 1989,  convida Jon Bon Jovi e Richie Sambora para dar uma palhinha no Video Music Award (VMA) daquele ano. No desespero, sem saber direito como entreter as estrelas na platéia, os músicos experimentaram dar uma cara nova a antigos sucessos. E não deu outra: foi o pontapé inicial para que a MTV se ligasse que, era no formato unplugged que habitava a galinha dos ovos de ouro da indústria fonográfica.

De lá pra cá, todo artista que se preza tem, ou terá, que ter em seu currículo um CD ao vivo, um DVD e um álbum acústico. Fato. Não interessa se é a galera do rock, do pagode ou  quem domina a nova dança do Estado do Pará.  E nesse meio, há alguns álbuns que, para mim, são um indispensáveis.

Chris Cornell Unplugged in Sweden (2006)

chris_cornell_unplugged_in_sweeden

Sem dúvida, o meu acústico favorito. Já ouvi mais de 100 vezes. É um bootleg, ou seja, um álbum não-oficial,  de um show que, pelo que percebi, foi super intimista, com meia-duzia de (sortudos) gatos pingados. Vale a pena procurar e ouvir até seus ouvidos não aguentarem mais. Cornell joga toda a força grunge que mora dentro dele na voz e no violão. Agrada os novos fãs e o pessoal da velha guarda com canções  como Doesn’t remind me, Wide Awake (que parece rasgar a garganta de Chris), Black hole sun, Fell on Black Days (que lembra demais os vocais de Kurt Cobain, só que melhorzinho) Call me a dog de suas ex-bandas Audioslave, Soundgarden e Temple of the Dog. Destaque para  as versões de Bob Marley (Redemption Song), Michael Jackson (Billie Jean) e a mais bela de todas, na minha humilde opinião, Thank You, do Led Zeppelin.

Dá até para esquecer que, três anos depois ele se juntou com Timbaland.

Thank you: If the sun refused to shine…

Nirvana – Unplugged New York (1994)

nirvana-unplugged-credit-mtv-networks

Na sequência, o segundo componente do Power Grunge, Kurt Cobain, que deixou, tirando a viúva, um legado que influenciaria centenas de bandas ao redor do mundo. Como uma das representantes da rebeldia do início dos anos 90, jamais alguém sonhou que Cobain iria topar, sem nenhuma resistência, fazer parte da série Unplugged MTV. E o cara, quando topou, colocou o álbum na galeria da História. Para conhecer a importância desse acústico, assista ao documentário feito sobre o especial (é curtinho: sete minutos cada um).

Assista a segunda parte clicando aqui.

Eric Clapton – Unplugged (1992)

Eric Clapton

Seria uma heresia fazer uma lista de álbuns unplugged sem incluí-lo. Se Bon Jovi foi o primeiro da série, Clapton foi o nome que fortificou e deu credibilidade a ela quando ganhou por esse trabalho seis dos 18  Grammy’s que está em sua estante. O ábum inteiro é algo para se lembrar, porém, destaco a versão de Layla que, de um rock roots se transformou em um blues largado de fazer New Orleans se render.

Tears in Heaven: música escrita por Eric Clapton e Will Jennings sobre a dor da perda do filho de Clapton que morreu ao cair, acidentalmente, de um prédio em março de 1991. Somente esta canção levou metada dos prêmios Grammy que o guitarrista ganhou naquele ano pelo álbum.

Kiss Unplugged (1995)

Kiss unplugged

O fã roots só de olhar a capa já sabe o motivo desse álbum ser o que é.

Clássico. Preciso dizer mais alguma coisa? Pois bem, direi. Este é o único álbum que traz a formação original do Kiss de cara limpa. Lançado em agosto de 1995, em outubro já era disco de ouro com mais de 500 mil cópias vendidas. Se vendas não quer dizer muita coisa, deixe que a música fale mais alto:

Uma das minhas favoritas: Every time I look at you

Capital Inicial Acústico

Ah, vamos honrar nossos patrícios também que demoraram um pouquinho para entrar no rítmo de desplugar, mas quando fizeram, foi bonito. O Capital Inicial foi um dos grandes ícones do Rock BR na década de 80. Depois, por motivos que pouco me interessam, sumiram. Até que em 2000 retornaram com um álbum que fazia jus à carreira oitentista. Um registro redondinho, com diversas participações especiais com arranjo e repertório de primeira grandeza.

O resultado: a volta do Capital Inicial às bandas hit parede. Ouvir esse álbum é voltar ao tempo do bom e velho Capital, ou seja: antes de Dinho ser afetado por uma síndrome de banda juvenil. Espero que tenha cura.

Fogo

 

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  • Ivan

    Faltaram os dois unpluggeds do REM, os melhores já feitos pela MTV.

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  • Drika

    Concordo com o Theo Numa lista minha não faltaria Alice In Chains. Dos acústicos nacionais, meu preferido é o do João Bosco: é a cara dele e diferente de tudo q conheço de acústicos de brasileiros. Muito bom!

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  • theo

    Faltou o Alice in chains acustico nessa lista, simplesmente fantastico. Tem muita banda brasileira fazendo acusticos na web, essa é uma delas : http://www.youtube.com/watch?v=Wb-MA0LXNbU

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  • http://www.sodesafinado.blogspot.com Jean

    Oi Cler,

    conheço todos os acústicos que tu colocou ali. Dos cinco eu tenho um na minha coleção (Eric Clapton), os outros estão na fila. E dos citados acima como indispensáveis eu tb tenho o do Roberto Carlos, do Bob Dylan e do Paul. E eu ainda colocaria o do Engenheiros, que é baita disco, na lista. Parabéns pelo post!

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  • http://www.soldesafinado.blogspot.com Chico

    Cler, não sei se este é o melhor meio pra isso, mas dá uma olhada – e se gostar, divulgue – o novo blog que estou envolvido: http://www.soldesafinado.blogspot.com. É um projeto de amigos, um blog que fizemos pra nos divertirmos, sobre cultura pop em geral (música, cinema, literatura, futebol (?), etc.), sempre abordando os assuntos com humor (esse foi um dos pré-requisitos, por sinal). Dá uma olhada e vê o que tu acha, guria. E comenta lá, se achar que vale… hehehe

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Cara, uma propaganda como esta é muito bem vinda. Conferi o espaço e achei fabuloso. Recomendei a alguns amigos. Foi para as leituras recomendadas pelo blog.

    Responda este comentário

  • http://www.chriscornellbrasil.com Lady

    Desafio escolher um top 5 quando a gente gosta muito da coisa… rs mas você resumiu muito bem na minha opinião. Acho que formato acústico com esse tom mais intimista faz a gente prestar atenção no som até daquela banda ou músico que a gente não curte muito.

    Abraços!

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  • http://www.soldesafinado.blogspot.com Chico

    COMO
    ME
    ESQUECI
    DO

    PAUL?????

    Tá certo, havíamos discordado do U2, é verdade… mas o que tu acha do disco hoje em dia? Hã? Hã???

    Hehehehe…

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    Cler Oliveira Reply:

    Quer saber mesmo? Rá! heheh…

    Responda este comentário

  • http://piero.jor.br Piero

    Post excelente, Cler!

    E sim, Elvis fez o primeiro acústico de todos. Não me questione, huahuahauha!

    Da tua lista, eu só mantenho o acústico do Kiss. E incluiria no lugar dos demais:
    - Acústico do Elvis no show de 1968
    - Bob Dylan Unplugged
    - Paul McCartney Unplugged
    - Acústico Roberto Carlos

    (Me permite uma menção honrosa? Acústico Bruno e Marrone. Não me peça para explicar, eu tenho um lado “plantador de tomate goiano”)

    Abraços!

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Faltou “um tiquinho” assim para eu colocar o do Victor & Léo como bônus track, mas não é considerado acústico e sim ‘ao vivo’, hehe.

    Mas a tua lista também é porreta.

    (Nota mental: comprar o unplugged do Mccartney.

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  • http://www.rosebudeotreno.com Anderson

    Tirando o do Capital q não gosto e do Kiss q não conheço, amo os outros 3. O do Eric Clapton mudou minha vida, eu tinha uns 11 anos qdo vi (em VHS!)

    Hj comprei o do The Corrs, q sempre alugava na locadora mas hj resolvi ter. É linda akela mistura de música folk irlandesa com pop. E a versão de Dreams do Fleetwood Mac acústica é de cair duro de tão perfeita.

    Abs!

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Já é o segundo que cita o acústico do Corrs. Isso é um sinal de que tenho que ir atrás desse. Ouvi faixas aleatórias, mas pelo jeito o álbum todo vale muito a pena.

    Responda este comentário

  • http://www.soldesafinado.blogspot.com Chico

    Cler, vou discordar de ti pela primeira vez aqui no blog. Hehehe…

    Capital Inicial: acho esse disco um horror. Arranjos pífios do Marcelo Sussekind, tudo soa “fraco” pra mim nesse disco. E o Capital, convenhamos, é uma banda das mais medíocres…

    Clapton: PRIMOROSO

    Nirvana: apesar de eu achar o Nirvana a banda mais superestimada da história, este é um disco bom.

    Chris Cornell: Tenho uma birra com o Cornell ao vivo, acho ele péssimo em shows… mas nessa performance ele parece ter se saído melhor – o formato ajuda.

    Kiss: bem divertido, como todos os discos deles (fora alguns dos anos 80 que são INSUPORTÁVEIS de tão chatos).

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Cara, eu lembro que tinha um vale-presente da Renner no qual eu torrei no acústico do Capital Inicial. Na época achei divino porque nos anos 80 eu era meio “assim” com eles. Não esperava muito e me surpreendeu. Até hoje, em se tratando de Capital ainda me causa espanto. Mas acho justa a tua crítica na linha do “odeio e justifico”, heheh.

    E não é a primeira vez que tu discorda de mim. Lembra do álbum do U2, ãh? Eu achei fraa aaaaco, fracoe tu, a oitava maravilha. :)

    O Cornell só se escorrega ao cantar Wide Awake que ficou tenebrosa. De resto, simply the best. Sem aquelas parafernálias de milhares de instrumentos e velas e abajures… só banquinho e violão. O mais parecido com o de Elvis em 68. Dá uma procurada e me diz.

    Mas gostei muito das observações. A nossa convergência é mais no Hard Rock mesmo, não adianta, hahaha.

    Responda este comentário

  • http://planetadamusica.com Paulo

    Cler, e nosso sonho ainda permanece de ver o U2 realizando um acústico…rs

    Bom, eu incluiria mais 2, se me permite….REM e Corrs….excelentes acústicos também.

    E para finalizar, não poderia deixar de parafrasear a famosa pichação de 1965: “Clapton is God”. Sucinta e verdadeira.

    Simplesmente o melhor acústico!!!

    Grande beijo pra ti.

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Aham… eu até agora não entendo como o U2 ainda não nos abençou com um unplugged oficial. Ao invés disso, criam lançamentos de necessidades duvidosas ao longo do ano porque têm a certeza de que iremos comprar.

    O do REM eu ainda não tenho. Realmente é um para se ter em casa!

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  • http://trecosetrapos.org/weblog Daniela

    Fiquei meio assim com os dois últimos… Kiss? Capital Inicial?

    Prefiro o da Björk e Shakira!

    Mas no geral gostei da lista.

    Beijos

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Esse da Shakira eu não conheço… mas o Kiss entra pelo conjunto da obra. Foi fabuloso ver uma das bandas mais barulhentas do planeta de cara limpa, com a formação original e desplugados :)

    E dos brazucas, o Capital Inicial é um dos melhores. Destacaria também o da Cássia Eller, Legião e mesmo não curtindo muito a banda, o Ira!

    Sauade…

    Responda este comentário

  • http://criticaconstrutiva.wordpress.com Wallace Souza

    Concordo com as 4 últimas, mas não conheço o do Chris Cornell! Fiquei curioso agora!!!
    bjs

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Inclusive mandei um recado a ele no Twitter que, obviamente, ele nunca vai ler, mas quem sabe…

    “Dear @ChrisCornell sorry for downloading Unplugged in Sweden. I’ve looking for the legal but there is no one. Release it! Thanks”

    Até onde eu sei só existe na web mesmo. Mas vale a pena ouvir. Já ouvi mais de 100 vezes e nunca me canso. Meu companheiro de TCC.

    Responda este comentário