Running to stand still

Não sei como cheguei a um video do Paulo Ricardo entoando Running to Stand Still, música do clássico The Joshua Tree do U2, no saudoso Programa Livre. O cantor-galã, tentava colocar na letra a emoção que ela naturalmente carrega mas era vísivel que a sua missão falhava vergonhosamente diante das palmas constrangidas e desinteressadas da platéia. Uma pena.
Mas de alguma forma serviu para eu lembrar o quanto gosto desta canção e o quanto ela consegue expressar o sentimento e a angústia humana de maneira suave, quase como um suicídio bem premeditado. A música fala de drogas. Uma mulher viciada em heroína em Dublin.
O que há de mais lírico nesta canção é que o sofrimento dessa mulher pode ser aplicado a qualquer sofrimento velado que quase todas, ou todas as pessoas têm dentro de si. Que o diga o blogueiro Frank Warren do PostSecret que recebe diariamente milhares de contatos entre postais, cartas e email, com segredos inconfessáveis de pessoas comuns.
“…You got to cry without weeping
Talk without speaking
Scream without raising your voice…”
Em diversas performances, o líder do U2 dava à música uma conotação mais agressiva. Com o passar do tempo, Bono foi reverenciando a própria canção e dando a ela a suavidade merecida, até chegar ao apíce que, pra mim, é o vídeo desta canção.
















“The Joshua Tree” é um clássico incontestável do U2 e me lembro do alvoroço entre os fãs quando o disco saiu em 1987. Eu fiquei ansioso prá comprar meu bolachão, mas até sair meu salário o estoque do danado aqui em Recife foi pro espaço.
Qual não foi minha surpresa ao ganhar o discaço de presente de aniversário dos amigos do trabalho!
O “disco americano” do U2 (como descreveu um crítico da revista ROLL) manteve a mágica da banda em criar “hinos” e o vinil quase fura na minha vitrola!
Prum amigo meu, esse foi o último grande disco do U2. Ele ainda gostou de Achtung Baby, mas detestou Zooropa e de lá prá cá desistiu da banda.
Essa obra-prima (quase um the best) fechou o ciclo com o filmaço RAttle and Run, que vi no cinema como se estivesse assistindo a banda ao vivo. As pessoas aplaudiam!!! Tinha gente chorando!
Esse disco, essas músicas, superam qualquer besteira que a banda tenha feito nestes últimos anos.
Vixe! Quase que isso vira um post!
Beijão!
Responda este comentário
Bruno Alves Reply:
May 12th, 2009 at 11:46
ih, é “Rattle and Hum”! FAIL english!
Responda este comentário
Cler Oliveira Reply:
May 12th, 2009 at 14:06
É, sem dúvida, o melhor disco do U2 e um dos 5 melhores que qualquer artista poderia lançar… ele é muito passional, viceral… já vi sites e blogs comparando o último da banda a esse. Heresia. Outro que eu gosto bastante é o de 2000, All tha you can’t…
O U2 fez um grande álbum e agora, como você mesmo falou, pode fazer qualquer coisa que quiser. Vai ser bom? Vai.. às vezes não.. mas a gente sabe o que eeles sabem fazer e isso já uma vantagem!
PS: eu também sempre erro o nome do Rattle e do Acthung Baby
Responda este comentário
Comente