Merecia ser DVD virgem: Last Days, filme inspirado na morte de Kurt Cobain, é uma bomba de 1h32min…

O filme não é novo. É de 2005. No Brasil, a premiere em DVD foi em 2007 e, ainda no ano de lançamento, fez parte da mostra Panorama do Cinema Mundial, no Rio de Janeiro. Ou seja, lá se vai um tempinho. Apesar de há tempos ouvir falar dessa pérola de Gus Van Sant, assisti somente neste final de semana e constatei que – literalmente – poderia ter dormido sem essa.
Sou fã de Nirvana e acho que Kurt Cobain foi um dos grandes gênios do nosso tempo. Admiro-o por diversas razões e uma delas foi ter optado queimar a se apagar aos poucos. Alias, esse era o fator que me incentivou colocar na “lista dos filmes para assistir antes de morrer:” um filme inspirado na vida de Kurt. Porém a obra é tão ruim, mas tão ruim que, sinceramente, não entendo como não morri assistindo.
É independente e, como tal, a produção não dispunha de grana para firulas como direitos autorais, então, numa manobra muito falcutrua, Kurt passa a se chamar Blake (??) um cantor de rock de Seatle que, alguns dias antes de sua morte se recolhe num lugar distante para, num belo dia, dar fim a sua vida.
A produção consegue, com pouco esforço, resolver diversos problemas. Um deles foi o de fazer com que o inexpressivo Michael Pitt virasse Kurt “Blake’ Cobain. A direção de fotografia capricha nos enquadramentos de forma que você tem o líder do Nirvana na sua tela.
O trailer é divino. O filme? Um saco.
Pitt também é cantor e compositor, o que facilita, e muito, o trabalho em algumas cenas. Tanto que arrisca a imitar o vocal de Kurt ao cantar uma música de sua autoria, Death Birth. Um momento reverente, quase que sublime, mas que não consegue se livrar da chatice que é praticamente o filme inteiro.
O filme abusa do silêncio, das sequências longas, dos planos muito abertos, da licença poética para criar um emaranhado de cenas que saem do nada para lugar nenhum. Van Sant esquece que Kurt , além de emblemático e problemático era também carismático. Mesmo há algumas horas de cometer o suicídio ele merecia algo mais impactante. É no mínimo constrangedor dizer que eu estava esperando pela morte do cara achando que esta seria a melhor cena do filme. Não foi.

Mesmo assim, conseguiu ter quatro indicações em premiações mainstrean e independente e levar uma. Embora tenha sido agoniante, considero a experiência de ter visto Last Days válida. Se esquecer um pouco as expectativas que eu nutri pela obra, consigo ter potencializado o meu respeito por Cobain e mais ainda por sua morte. Unindo o filme à diversas biografias e à entrevista da Revista Rolling Stone, (a qual me emocionei ao devorar a edição especial) Last Days torna-se argumento a favor contra àqueles que julgam o seu suícidio.
Coisas para fazer antes de morrer:
assistir Last Days. Checked.









Oi Cler
Não vi o filme ainda, mas deixo aqui uma pergunta: sendo um filme sobre os últimos dias do melancólico Kurt Cobain dirigido por Gus Van Sant, o que esperavas? Um musical colorido? Uma edição dinâmica? Um filmão hollywoodiano?
Beijo!
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Cler Oliveira Reply:
June 21st, 2009 at 19:32
Quando ver o filme, apesar de tooooodo o contexto, vai concordar que ele poderia ter sido resumido em 8 minutos no máximo
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[...] O filme abusa do silêncio, das sequências longas, dos planos muito abertos, da licença poética para criar um emaranhado de cenas que saem do nada para lugar nenhum. Van Sant esquece que Kurt , além de emblemático e problemático era também carismático. Mesmo há algumas horas de cometer o suicídio ele merecia algo mais impactante. É no mínimo constrangedor dizer que eu estava esperando pela morte do cara achando que esta seria a melhor cena do filme. Não foi. Texto completo no Hit Na Rede. [...]
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