Quando o baterista é o cara!

Vista de Carlos Maltz nos áureos tempos do Engenheiros do Hawaii
Pare pra pensar: se existe um cara que, numa banda sempre – ou quase sempre – é injustiçado é o batera. É ele que ninguém lembra o nome, principalmente por estar lá no fundão e não puder levantar, se exibir para o público ao lado do vocalista como fazem o baixista e o guitarrista.
Poucas são as bandas que contam com bateristas que se superam esse karma e se tornam pop ao ponto de serem lembrados como “o cara”. Nessa lógica, selecionei alguns que, para mim (que fique bem claro isso), são (ou foram) fenomenais na arte de não passar batido.
Só pra constar: esse post surgiu depois de eu ouvir por milhares de vezes seguidas uma das músicas mais sensacionais de Chris Cornell, o hit Can’t Change Me, (veja o clipe horroso dessa canção) na qual o batera simplesmente arrasa. Quem é ele? Não faço a mínima idéia…
Carlos Maltz: personalidade na cozinha dos Engenheiros
Era engraçado ver o Carlos tocando. Enquanto Humberto Gessinger ficava na frente do palco, não raras as vezes de bombacha e All Star e Augusto Licks pagava de mauricio talentoso, Maltz ficava enlouquecido na bateria. Parecia falar, gritar sozinho algumas coisas que não podíamos compreender. Atualmente, é astrólogo e psicólogo. Poderia ser apresentador de TV também pela desenvoltura com a qual apresenta seu site. Também achei uma mudança radical, mas se ele esta feliz, e aparentemente está, é o que importa. Maltz e e as suas baquetas fazem muita falta, ah,se fazem… Maltz, o cara!
Prestenção no cara lá traz…
Rick Allen: o baterista sem um braço
A banda é das antigas, do final da década de 70, mas até hoje está na ativa. Talvez muita gente não tenha ouvido falar, o que eu duvido, já que, basta alguém lembrar “da banda cujo baterista não tem um braço” para imediatamente ser remetido a Def Leppard. O baterista Rick Allen sofreu um grave acidente em 31 de dezembro de 1984 no qual perdeu um braço. Claro que, os compromissos agendados para os meses seguintes foram cancelados. Porém, como dizem aqui no Sul, o batera é galo véio: continuou sua promissora carreira em uma bateria adaptada a qual toca com os pés. Hoje é o único membro remanescente na banda. Ou seja, o cara!
Entenda como funciona:
Serginho Herval: o grande nome do Roupa Nova
Confesso que não conhecia seu sobrenome porque, todos os chamam apenas de Serginho, o baterista cantor do Roupa Nova. Os demais membros, não sei o nome, mas o de Serginho… até porque, pela complexidade e o esforço físico que faz um baterista é dificil que muitos se aventurem, simultaneamente, a cantar. Principalmente de um jeito tao suave como ele faz. Além de um dos principais vocalista, Serginho é um grande compositor. Ou seja, o cara!
Dona
Phil Colins: da bateria para os vocais
Assim como Serginho, Phil chama a atenção porque, além do dom de batucar, canta. Mas ao contrário do batera do Roupa Nova, ele assumiu os vocais principais quando o então vocalista do Genesis, Peter Gabriel, caiu fora, em 1975. Na real, Phil foi responsável pela época de maior sucesso da banda. Vez que outra. dá show na cozinha, mas agora seu negócio é outro. Mesmo assim, o cara!
John Bonham – A lenda do Led Zeppelin
Eu seria linchada caso não incluísse na lista um dos maiores e mais reconhecidos bateristas de todos os tempos. Autodidata, passou por várias bandas até, finalmente, encontrar o Led Zeppelin. Morreu em 24 de setembro de 1980, aos 32 anos. A morte de Bonham deu fim a uma das maiores bandas do mundo. Declarou Plant: “Era secundária e de mau gosto a idéia de continuar sem ele”. Sim, porque ele era o cara.
E pra você, quem são os caras da bateria?









