Bombar no Posto ALE: Com uma banda em um posto de gasolina e uma sensacional idéia na cabeça…
Sei que, como blogueira de um espaço musical, eu deveria estar ligada em absolutamente tudo o que rola no mundo da música nacional e internacional. Infelizmente, quando vejo algo muito, mas muito bacana, o fator tempo é o que impede disso virar um post por aqui. É o que aconteceu com o Bombar no Posto, ação sensacional da qual falo depois de quase um mês de sucesso nas ruas. De qualquer forma, tá valendo porque a idéia é boa e, com certeza, até agosto vai mexer com os hormônios das teens que moram em diversas capitais, sobretudo São Paulo.
O negócio funciona da seguinte forma:

O lugar : Postos de combustíveis ALE em SP, RJ, BH e outra cidade surpresa
A banda: Fresno.
A História: 24 pop-shows acústicos nos Postos do Ale. Três por dia de apresentação. Os guris vão lá, fazem um show em dos postos e rumam para o próximo. O mais interessante é a duração de cada aparição: o tempo de abastecer um veículo!
A estrutura: A banda circula pelas cidades em uma van que, pelos apetrechos merecia ser chamada de Batmóvel: nela tem uma mesa de som amplificada com oito canais, duas caixas de som, três microfones, três pedestais para microfones e mais um técnico de som. Quando o veículo der sua parada básica para abastecer, os caras descem, fazem o show e depois rumam para outro local.
E, quer saber? Bomba, meeesmo!
O objetivo desse auê todo é, segundo Jucelino Souza, vice-presidente dos Postos ALE é fazer uma aproximação com o público jovem, clientes em potencial. “Convidamos a banda Fresno para participar deste projeto porque queremos justamente associar a nossa marca com o que há de novo no mercado da música, das artes”.
O vídeo que rola da campanha em alguns webplaces é do tipo que abre um sorrido na mente. O frentista dando a letra no “silêncio que ficou entre nós dois” merecia um Grammy!
Certamente, a idéia conseguiu muito mais do que “aproximar o público jovem”, levando em consideração que, até o meu avô iria dar uma passadinha por lá pra ver como funciona essa simpática ação de marketing. Parabéns à galera da Espalhe que, consegue levar o ‘morro e não vejo’ aos mais altos patamares. Taí. Gostei.
Quem quiser saber onde a banda vai abastecer, basta grudar aqui, ó: Blog da ALE
Falando nisso…
Shows surpresas e em lugares inusitados, sempre foram o fator cool do rock n’ roll. Que o diga os Beatles que, há 40 anos, encerraram suas atividades no alto de um prédio sem aviso. Recentemente foi a vez de Macca aparecer de repente para uma platéia novaiorquina. Em 2008, o Killers deu o ar de sua graça para alguns fãs, assim, de vereda, e de quebra, apresentaram cinco músicas inéditas.
Mas uma das apresentações surpresas mais bacanas que tenho notícia aconteceu no dia 27 de março de 1987, no topo de um prédio na East 7th street, em Los Angeles, local onde um cabeludo chamado Bono e seus colegas de banda, começaram a tocar Where Streets have no name. Assim, sem avisar nem a polícia, tanto que as autoridades locais quiseram impedir o show do U2 e a gravação do vídeo, no meio.
Todas as cenas são reais. O video-clipe documentário faturou no ano seguinte um Grammy de Melhor performance de vídeo. Nada mal para uma das melhores improvisações do pop. E bombou!












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