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O tempo não pára: Cazuza, 19 anos de silêncio…


[6 Jul 2009 | 16 comentários | Cler Oliveira]

“A poesia do Cazuza não é só dos anos 80. É pra sempre”
(Renato Russo)

cazuza

Um gênio que cantava a vida, o suícidio, a política, o amor e  feridas abertas da sociedade. Pra nossa honra, em português.  Sete de julho de 1990 marca o desaparecimento de um dos compositores mais sensacionais que já passaram por essa terra: Cazuza. Um cara filhinho-de-papai que tinha a seu favor a inspiração, o talento e dom de dizer coisas dificeis de serem ditas.

Uma das vítimas mais célebres que, infelizmente, a  AIDS ceifou, isso num tempo em que se pensava que a doença era transmitida por mosquito ou beijo na boca. Lembro de imagens muito marcantes de um homem, outrora lindo e cheio de vida, lutando, de maneira corajosa e ao mesmo tempo deprimente, atrelado a uma cadeira de rodas, para manter a sua sobrevivência por aproximadamente cinco anos. De qualquer forma, quero lembrar dele assim, cheio de vida:

Cazuza morreu aos 32, um pouco menos de idade do que eu tenho agora. E só agora percebo o que isso significa quase duas décadas depois. A morte de qualquer pessoa nunca deixa com que sua existência passe em vão. Deixa pequenas marcas. A de um gênio deixa, além de lembranças, ações. A partir do desaparecimento de Cazuza nasceu a Sociedade Viva Cazuza, idealizada por sua mãe, Lucinha Araújo, e que, com o apoio de diversas empresas e organizações não-governamentais, procura dar a crianças soro-positivas, uma vida melhor.

Ouvindo suas músicas é possivel afirmar que, verdadeiramente, o tempo não pára. Qualquer uma de suas letras ainda nos são atuais, nos são familiares como se tivessem sido escritas há dois minutos antes de qualquer acontecimento. A esse tipo de cara, chamo de gênio.

A esse cara, minha sincera homenagem.

 

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Cler Oliveira

Cler Oliveira, jornalista, gaúcha, apaixonada por música, sobretudo U2, Bon Jovi e Coldplay. Estudiosa constante de Kurt Cobain. Curte pop rock internacional dos anos 80, 90 e tudo o que agrade os ouvidos depois dos anos 2000. Também redatora no www.mudarock.com.br.

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  • Giuliana

    19 anos de silencio? ele odiaria que se referissem dele dessa maneira!! odiaria esse titulo! ele pode ter morrido, mas não está em silencio

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    Cler Oliveira Reply:

    Cazuza teria lido o post. Cazuza saberia interpretar o sentido do título.

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  • http://jackcazuza jaque

    Linda homenagem! mas acho que pessoas não ignorantes nunca se referem ao cazuza pela vida que ele levou e sim pelo artista que ele foi pois é o normal né? é claro que ninguém aprova o que ele fez, mas e daí quem somos nós pra ficar julgando os outros? ao não ser que esse artista tenha sido um assassino como o tal “Guilherme de pádua!”
    o cazuza foi e sempre será um poeta!!!!!!!!! e………
    VIVA CAZUZA, VIVAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

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  • Vanesa

    A unica explicação para uma reação negativa ao Filme do nosso idilo é puramente preconceito…….

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    Cler Oliveira Reply:

    Pior que não foi preconceito. Sou fã do trabalho do Cazuza tanto que, se tivesse algum preconceito, jamais escreveria esse post.

    O filme me pareceu estranho e talvez * exagerado *.. Teria que assistir de novo para saber o que me incomodou tanto da primeira e unica vez. Mas certamente, nao foi preconceito. :)

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    Aline Reply:

    Eu senti um exagero em palvrões no filme,achei isso um pouco desnecessário,mas no geral achei o filme bem condizente com a vida de Cazuza.A interpretação da Marieta Severo no papel da Lucinha Araújo foi emocionate e perfeita!

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  • Pingback: RockWalk Brasil: É a Calçada da Fama do Rock Brasileiro em Exposição | Hit Na Rede

  • http://srtabia.com Srta. Bia

    Oi Cler, adorei o post. Nunca prestei atenção na data da morte do cantor, mas até hoje escuto muito suas músicas. Mamãe conta que sempre fui apaixonada pelo Cazuza, desde pequena. Daí ela me perguntava: Bia, quem é a Bete Balanço? E eu respondia sorridente: É a filha do Barão Vermelho, Mamãe.

    Junto com o Barão ou na carreira solo, Cazuza foi com certeza um dos maiores cantores desse país. E quanto ao filme, que você e o Pablo citaram, o filme tem cenas fortes e mostra ele como um porra-lôca, não é uma pessoa de fácil aceitação, mas ele tem um brilho, uma luz, o talento. E isso sempre será admirável.

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  • Pingback: Meu Google Reader | 30 & Alguns

  • http://Araraquara Aline

    Cler,eu sou bem eclética pra música.Mas o CAZUZA e o RENATO RUSSO são meus maiores idolos brasileiros,são as minhas referências maiores quando o assunto é música e poesia.È pena que os bons morrem cedo,como o próprio Renato disse em uma de suas músicas…

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  • http://www.allooc.blogspot.com Nathan

    Meu maior ídolo… Quanta nostalgia, ótimo post.

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  • Aline

    Parabéns Cler!Adorei o post,simples,compacto e tudo a ver com CAZUZA.
    Gênio é a palavra que melhor o define,um gênio que não se prendia ao rótulo rock,que inovou,que precisou fazer sua poesia sozinho,que ousou cantar Cartola e deu um tom de extrema beleza á músicas como: As rosas não falam e O Mundo é um Moinho.
    Talvez o que define um gênio de um artista comum seja a sua obra.
    Mesmo depois de tantotempo de sua morte,as suas músicas são atuais e o seu legado será eterno.Gênios simplesmente não passam pela vida,gênios deixam a sua marca para a posteridade.E CAZUZA é uma marca presente em mim e em milhares de pessoas,e assim será sempre.

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    Cler Oliveira Reply:

    Seu comentário ja é uma homenagem a ele. Lindo.

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  • http://www.universomix.info Pablo

    Ele pode ter sido um grande cantor e compositor, mas quando assisti o filme dele, tive um nó no estômago. Me senti péssimo. Não sei, ao certo por que isso aconteceu, mas detestei o filme…

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    Cler Oliveira Reply:

    Também não curti… e assim como você, não sei explicar o motivo.

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    Sibele Reply:

    Acho que o nó no seu estômago foi uma emoção causada pelo impacto atitudinal do Cazuza. Eu também não tiro o mérito da competência poética dele e de suas composições,mas em relação ao filme, fiquei chocada, pela luxúria e, principalmente, pela relação dele com a mãe……Devido à minha educação familiar, tomei impacto com uma relação excessivamente liberal.
    Pode me chamar de antiquada, mas…..foi o q senti durante a exibição do filme.
    Parabéns pela coragem em admitir que algo não o fazia ser 100% adorado como a midia quis fazer….

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