O tempo não pára: Cazuza, 19 anos de silêncio…
“A poesia do Cazuza não é só dos anos 80. É pra sempre”
(Renato Russo)

Um gênio que cantava a vida, o suícidio, a política, o amor e feridas abertas da sociedade. Pra nossa honra, em português. Sete de julho de 1990 marca o desaparecimento de um dos compositores mais sensacionais que já passaram por essa terra: Cazuza. Um cara filhinho-de-papai que tinha a seu favor a inspiração, o talento e dom de dizer coisas dificeis de serem ditas.
Uma das vítimas mais célebres que, infelizmente, a AIDS ceifou, isso num tempo em que se pensava que a doença era transmitida por mosquito ou beijo na boca. Lembro de imagens muito marcantes de um homem, outrora lindo e cheio de vida, lutando, de maneira corajosa e ao mesmo tempo deprimente, atrelado a uma cadeira de rodas, para manter a sua sobrevivência por aproximadamente cinco anos. De qualquer forma, quero lembrar dele assim, cheio de vida:
Cazuza morreu aos 32, um pouco menos de idade do que eu tenho agora. E só agora percebo o que isso significa quase duas décadas depois. A morte de qualquer pessoa nunca deixa com que sua existência passe em vão. Deixa pequenas marcas. A de um gênio deixa, além de lembranças, ações. A partir do desaparecimento de Cazuza nasceu a Sociedade Viva Cazuza, idealizada por sua mãe, Lucinha Araújo, e que, com o apoio de diversas empresas e organizações não-governamentais, procura dar a crianças soro-positivas, uma vida melhor.
Ouvindo suas músicas é possivel afirmar que, verdadeiramente, o tempo não pára. Qualquer uma de suas letras ainda nos são atuais, nos são familiares como se tivessem sido escritas há dois minutos antes de qualquer acontecimento. A esse tipo de cara, chamo de gênio.
A esse cara, minha sincera homenagem.












Pingback: RockWalk Brasil: É a Calçada da Fama do Rock Brasileiro em Exposição | Hit Na Rede
Pingback: Meu Google Reader | 30 & Alguns