Recomendo: Nirvana – Talk to me 1989-1993, o DVD mais barato que já comprei

Nem sempre o barato sai caro. Quando se gosta de uma banda, assim como gosto de U2, Nirvana, R.E.M., Radiohead, qualquer boa promoção é motivo para trazer para casa mais um item de coleção. Dia desses, dando umas bandas pelas Americanas, vi um DVD do Nirvana, Talk to Me 1989 – 1993 no qual, mais atrativo que a capa era o preço: inacreditáveis R$ 4,90.
Quando se vê um DVD por esse valor, imediatamente se pensa: ‘é Nirvana. De alguma coisa eu vou gostar’. Ou ‘se for absurdamente ruim não tem problema porque foi absurdamente barato’.
A obra é de 2007 e traz alguns momentos da primeira turnê do Nirvana, Bleach. O DVD abre com um clássico, In Bloom, numa versão diferente daquela que vemos na MTV, ou seja, a Sub pop version:
Em seguida, Big cheese num ensaio caótico, num raro momento sem Dave Grohl.
Na realidade, o que temos depois disso é o que costumamos ver frequentemente no Youtube em grandes shows: um cara, com uma câmera, gravando, como pode, a apresentação. Neste ponto, destaque para Smell like teen Spirit, numa versão ainda não pasteurizada e Pennyroyal tea, que é o trecho mais melancólico de todos os 42 minutos.
O grande destaque fica por conta de Seasons in the sun, um cover de Terry Jacks, o qual a banda gravou nos estúdios da BMG no Rio de Janeiro em 1993 quando a banda passou pelo Brasil para duas apresentações (uma desastrosa e outra para se lembrar). Um Kurt sereno e preguiçoso troca de lugar com o Dave Grohl e assume a bateria.
Alias Terry Jacks foi o primeiro álbum que Cobain comprou, isso quando tinha oito anos de idade.
Ou seja: se você é um Nirvana fã roots, te joga. Se é um fã, mais ou menos, uni a esses R$ 4,90 mais uns 40 pilas e compra o Nirvana unplugged in New York que é, sem dúvida, imperdível.
Falando nisso…
Depois de oito anos, finalmente comprei Mais pesado que o céu, a biografia best seller de Kurt Cobain escrita por Charles Cross, o mesmo que vai ganhar mais alguns zeros em sua conta bancária com outra biografia de Kurt, Cobain Unseen.
Obviamente, já conhecia e já tinha lido diversos trechos e inclusive já dei de presente, mas ter a obra na estante, não tem preço. Mesmo quem não odeia Kurt, irá apreciar a leitura pois Cross tem o dom da literatura e o usa de forma a tornar a mais profunda escuridão de Cobain em um clássico. Vale a pena, recomendo ler e reler quantas vezes der vontade.








Pingback: Fica a Dica – baú de raridades: Nirvana Bootlegs Brasil | Hit Na Rede