Backspacer: Uma boa festa pop rock dada pelo Pearl Jam


Sou fã do Pearl Jam desde que os caras resolveram colocar Ten pra girar nas vitrolas da gurizada lá pelos idos de 1991. Em 2005 pude – finalmente – ver um show dos caras ao vivo e digo que a espera foi digna. Portanto, a obra do Pearl Jam não me causa estranhamento e como todo artista que se mantém por tanto tempo, passa por diversas fases. Backspacer marca a fase pop. E isso não é uma crítica.
A banda está na confortável categoria dos que não precisam provar absoulutamente nada para ninguém, afinal, com Backspacer, já serão nove álbuns de estúdio e mais centenas de ao vivo e bootlegs. Depois de anos de contrato, o grupo resolveu se jogar no lance independente e, ao que tudo indica, estão fazendo o tema de casa direitinho com uma boa divulgação de Backspacer via internet.
Podem se dar ao luxo de passar uma imaturidade roqueira já na primeira faixa do álbum, Gonna see my friend, e mesmo assim soar muito bom. Podem não lançar o melhor trabalho da carreira e mesmo assim serem aplaudidos de pé. Sabem onde pisam e não ousam abusar da paciência dos fãs como fez Chris Cornell em Scream. Vão na manha, agradam a todos e garantem o leitinho das crianças por muito tempo.
O álbum tem 11 faixas e dá pra sentir pela música de trabalho, The Fixer que é uma festa muito diferente das festas que Eddie Vedder costumava dar durante muitos anos. O clipe, se você ouvir no mute e não conhecer a lata de Vedder, passa tranquilamente pelo clima de uma banda adolescente.
Isso é ruim? Não. Apenas diferente. Positiva. Pra cima. Há quem diga que este clima renovado é um reflexo dos novos tempos trazidos com a chegada de Obama à presidência do mundo. Imagino que este seja um dos pontos altos da turnê que inicia esta semana. Sabe aquele momento que todo mundo que comprou ingresso está esperando? Depois dos clássicos Jeremy, Alive, Black, Last Kiss, Given to Fly, agora acrescente The Fixer na listinha.
Speed of Sound – melhor a demo ou a versão finalizada?
Esta é uma pergunta que eu sempre que escuto essa faixa me faço. No mês passado o Pearl Jam fez uma caça ao tesouro virtual e o prêmio era o download gratuito de Speed Of Sound. Linda canção, alias.Com o CD prestes a sair do forno, a surpresa: a canção, que antes era tão parecida ao trabalho solo de Vedder, melancólico e sutil, quando encontra a banda ganha umas batidinhas discretas e uma levada meio country. Não há do que reclamar. Uma bela melodia feita para entrar na festa.
Boas surpresas
The End e Just Breathe são baladas sem muitas pretensões mas que arrebatam pela smplicidade. Parecem terem sido tiradas do álbum Into The Wild. Got Some, apresentado em junho em um programa de TV, me devolve o Eddie Vedder raivoso dos anos 90. Embora não tenha surpreendido é um álbum bom e honesto. Vedder, amigão, bom te ver entre nós novamente. Welcome back!
















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