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O desafio de substituir um fora de série I: Cliff Burton x Jason Newsted x Robert Trujillo


[3 Nov 2009 | 4 comentários | Cler Oliveira]


Por Wallace Souza

jason03roberto

Hello people! Em primeiro lugar, permitam que eu me apresente. Sou um homem de posses e bom gosto. Desculpem, não resisiti (E se você não pegou o trocadilho, não sou eu que vou explicar)! Meu chamo Wallace Souza, sou carioca, blogueiro, músico e fã do Hit na Rede. Estou tendo a honra de postar alguns textos meus aqui no pedaço, com as bênçãos da guria que amo, Cler Oliveira.

Nesta série de artigos, irei abordar os principais desafios que músicos famosos enfrentaram ao tomar o lugar de um músico excepcional. Aquele gênio que marcou seu nome na história da música, criou um laço com fãs, e de repente não está mais lá. Aí entra um indivíduo talentoso, criativo, mas que tem nos ombros a árdua tarefa de igualar (ou superar) seu antecessor.

Como Jason Newsted, um garoto de Milwalkee, fã do Metallica, que tocava numa banda chamada “Flotsam and Jetsan”. Quando soube da morte do midiático baixista Cliff Burton, se candidatou ao posto com baixas expectativas, mas com muita vontade de fazer metal. E foi essa vontade que o fez vencer centenas de candidatos. A estréia foi num EP de covers. O álbum Garage Days Revisited fez sucesso entre o público, trouxe músicas que estão nos shows até hoje, e Jason mostrava grande presença de palco, mas ainda era um álbum de covers.

O público e a crítica ainda esperavam para saber como seria o som criado pelo Metallica com o novo baixista. E o lançamento do álbum …And Justice for All,  apesar der ser um grande álbum, não poderia ser mais decepcionante para Jason. Com linhas de baixo quase imperceptíveis, em muitos momentos parecia que a banda simplesmente não tinha um baixista. Ao aproximar o baixo das guitarras, a banda sabotou a oportunidade de Jason se consolidar (é necessário ressaltar que desse álbum saiu aquela que é considerada por muito a melhor canção do grupo: One), produzindo um álbum pesado, mas inconsistente e repetitivo.

Só no álbum seguinte Jason pode mostrar seu valor. Primeiro, através de linhas mais independentes, fraseados elaborados e não tão “retos” como antes, e menos distorção. A participação de Jason em músicas como Enter Sandma, Nothing Else Matters, My Friend of Misery e Don’t Tread on Me, o consolidou no posto de baixista do Metallica, e garantiu a ele o entrosamento com o público. Depois, em alguns show da turnê do álbum Metallica (o famoso Black Álbum) Jason assumia os vocais, mostrando que mesmo sem a menor afinação para cantar, era um verdadeiro trash man.

Quando Roberto Agustín Miguel Santiago Samuel Trujillo Veracruz (adorei!) fez a audição para entrar no desestabilizado Metallica em 2003, estava assumindo um fardo muito pesado: dar continuidade ao bom desempenho no posto de baixista da banda. Jason Newsted penou para provar seu valor, e o fez não por virtuosismo, mas por carisma e presença de palco. Ao contrário do novato promissor Jason, Roberto Trujillo veio com um estilo diferente, e muito mais bagagem.

Como já havia tocado com Black Label Society, Suicidal Tendencies, Infectious Grooves, Jerry Cantrell e Ozzy Osbourne, a cobrança era bem maior. E Robert aguentou o tranco. Fez o básico no confuso álbum St. Anger (blá blá blá ponto baixo da banda blá blá blá), mas contribuiu para fazer de Death Magnetic um dos melhores álbuns de metal da década (que anda bem pobre de metal de qualidade, é verdade).

A audição que o fez entrar para a banda pode ser vista no DVD  Some Kind of Monster, um DVD que só é bom pra quem é MUITO fã da banda.

 

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  • Fernanda Feerfs

    Acho essa questão de “novos integrantes numa banda” bem complicada, porque a banda nunca mais será a mesma, mesmo que o substituto seja um expert no instrumento ou super carismático. Vejo essas mudanças de formação como uma “nova banda”, que às vezes dá certo e às vezes não… seja pela qualidade técnica do novo integrante ou a relação dele com o público. =]
    -
    Adorei o post! Seus amigos são muito bons, Cler! Mesmo você tendo abandonado um pouco o blog, ele continua ótimo! =D Beijos.

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  • http://twitter.com/hisham_hm Hisham

    Com todo respeito ao Jason, o baixista “fora de série” da história do Metallica foi o Cliff Burton. E acho que o Jason seria o primeiro a concordar comigo. :)

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    Wallace Souza Reply:

    Exatamente. Nem consigo imaginar o que ele estaria fazendo hoje se estivesse vivo. Provavelmente iria dar uma zoada no G3 do Satriani e lançar um B3, ao lado de Steve Harris e Flea. :P

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