O Desafio de Substituir um fora de série – parte II: A maldição da guitarra do Guns and Roses
Por Wallace Souza
Leia também: O desafio de substituir um fora de série I: Cliff Burton x Jason Newsted x Robert Trujillo

Em 1994 Axl Rose resolve demitir Gilby Clark do Guns n’ Roses sem consultar ninguém. Slash, que havia convidado Clark para a banda, fica ressentido e acaba não se entrosando com o novo guitarrista-base Paul Tobias. Dois anos depois Slash junta seus trapos e abandona o Guns para tocar seu projeto “Slash’s Snake Pit” (se você não conhece, deveria. Muito bom!).
Pronto. Começava aí o maior problema de Axl: conseguir um guitarrista que ao menos tivesse as mesmas qualidades de Slash. Desde então ocorreu meio às escuras o maior troca-troca de guitarristas dos últimos anos em uma grande banda de rock. Enquanto gravava o-álbum-que-sai-ano-que-vem-sem-falta, a banda ia penando pra achar uma fórmula que desse certo. E esse grande problema se deve a vários fatores, mas podemos destacar dois:
1 – A banda já possuia um público em escala mundial, e uma carreira consolidada. Mexer numa fórmula certeira que, por consequência, agradava a milhões de fãs mundo afora era um risco muito grande. Os guitarristas substitutos teriam que se limitar a criar músicas que respeitassem o estilo já existente. E achar um guitarrista bom o bastante para aguentar o fardo mas que aceite compor dentro de um território muito bem delimitado é muito difícil.
2 – o fato de Slash ser… Slash. Isso é tão óbvio que chega a ser difícil de explicar. Quem estudou um mínimo de teoria musical sabe que Slash, ao contrário de grandes guitarristas, não era um erudito. Suas bases e solos eram formados por notas quase tão simples quanto a música punk. Ao contrário de grandes virtuosos, Slash era um grande improvisador, mas que tinha sobrando algo que já foi falado aqui: ele tinha a fúria. Aquela chama que difere um craque de um gênio (e concorde ou não, Slash foi um gênio).
Mas enfim, continuemos.
A primeira grande mudança na banda foi a abolição do conceito de guitarrista-base e guitarrista-solo. Todos os guitarristas que passaram tiveram suas chances de brilhar e ter atenção. Primeiro, o esquisitão recém-saído do Nine Inch Nails, Robin Finck, tenta dar uma cara mais moderna à banda.
Depois, o mais esquisitão ainda Buckethead adiciona todo o seu confuso virtuosismo ao som do grupo. O Guns and Roses com os dois guitarristas se apresentou no Brasil no Rock in Rio III, e chegou a empolgar o público, apresentando 5 músicas novas.
Lembra daquela apresentação solo de Finck em que ele canta “Sossego”, de Tim Maia? Pois é, apesar do sucesso que fez por aqui, o guitarrista não agradou muito ao público ao redor do mundo, e muito provavelmente por isso passou a usar um visual menos extravagante/andrógino e adotou um visual bem parecido com o de Slash. Um belo de um tiro no pé, claro! Em 2002 Paul Tobias deixa a banda e dá lugar à Richard Fortus, e um ano depois Buckethead também abandona o barco, alegando falta de interesse do Axl em lançamento de material e shows.
Atualmente a banda conta com Ron “Bumblefoot” Thal, Richard Fortus, e acaba de anunciar a entrada de DJ Ashba, que entrou no lugar de Robin Finck, que, vejam vocês, voltou ao Nine Inch Nails.
Dessa verdadeira novela vocês acham que ainda sai algo bom? Façam suas apostas, de preferência nos comentários









Tem um amigo meu que diz que quando a coisa não tá dando certo, não tá fluindo bem, é melhor parar e deixar uma história foda do que tentar continuar e fazer merda a todo o momento. Acho que parar com o GUNS seria uma boa, porque ficar trocando de formação toda hora não deve ser legal, deve ser desgastante e todo o prazer que ter uma banda deve proporcionar deve estar ficando pra trás. Os caras podiam fazer uma outra banda, sei lá. O Guns nunca mais vai ser como fora outrora, não adianta. =/
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Trocar o Slash pelo cabeça-de-balde é ridículo.
Na verdade, se o Axl tivesse o mínimo bom-senso ele NUNCA teria feito o Slash sair do Guns. Tudo bem que a formação original já estava destroçada quando o Slash saiu, mas a saída do Hudson foi péssima de verdade para a banda.
E o pior: O Axl não dá o braço a torcer.
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[...] colocou nada menos que o sonho infantil na tela ao som de Sweet Child o’ mine, clássico do Guns n’ roses, numa versão da indie Taken by tree (que, lembra a vibe de Mallu Magalhães). O resultado? Ficou [...]
[...] O Desafio de Substituir um fora de série – parte II: A maldição da guitarra do Guns and Ros… [...]
Óbvio qe Buckethead eh um ótimo guitarrista, um dos melhores, mas ele não se encaixa no perfil do Guns n´ Roses, asho qe basicamente todos os guitarristas qe passaram pelo guns se espelhavam em Slash. Slash era a alma do gnr,axl e slash davam realmente um SHOW no palco, após a saída de Duff e Slash axl ficou decadente e deprimido no shows.! Talvez se tudo tivesse continuado hj o guns seria ainda a ‘banda mais perigosa do planeta”
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Meeo aquele bucktead , como o ashba disse , e uma aberração da natureza , carinha sem estilo da porra ,ele tem um balde na cabeça , isso e ridiculo.
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[...] aleatória, desse espaço. O blog contou esse ano com os escritos do Piero Barcellos, Rodrigo Dias, Wallace Souza, Daniel Becher e da Caroline Sgar; A Dani Almeida resolveu abraçar a bronca e ficar com uma coluna [...]
Os guns não deviam parar. Ao contrário do que muitos pensam, essa formação é boa, não como a original, mas toca um som legal que ainda agita a galera. O DJ Ashba toca muito e as novas musicas são boas. Os fãns deveriam parar de raclamar e criticar e apoiar os Guns, parar de chorar porque o Slash e os outros sairam pois quem ta lá é quem é Guns n Roses hoje e são eles que devemos apoiar.
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