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When we were beautiful – a autobiografia da Bon Jovi: fraca, bonitinha e dispensável.


[17 Jan 2010 | 20 comentários | Cler Oliveira]

Conheço a Bon Jovi – e gosto – há exatos 23 anos. Acompanhei de perto o sucesso do álbum New Jersey, a pausa da banda por quase cinco anos, o despertar para os projetos solos de Jon e Richie Sambora, o retorno triunfal, a obscura saída do baixista Alec Such e as transformações pessoais dos membros da banda que se refletiram no estilo musical. Por estar tão perto por tanto tempo, posso dizer que tenho uma boa e uma má notícia: a boa é que, Bon Jovi ganhou um livro. A má é que qualquer coisa que eu ou qualquer pessoa ouse escrever é infinitamente melhor do que a autobiografia When we were beautiful: Conversations with Phil Griffin.

O livro, que é a versão imprensa do documentário de mesmo nome, teria a função de coroar os 25 anos da banda (que, pelas minhas contas se deu em 1º de julho de 2008 e não em 2009), porém falha vergonhasamente na missão. Editado pela HarperCollins, a mesma que colocou no mundo a ótima e também autobiografia U2 by U2 em 2008, a obra se torna em uma trip megalomaníaca do fotográfo Phil Griffin que, durante dois anos, acompanhou a banda por onde quer que ela fosse. Dessa aventura sairam o documentário e o livro. Por enquanto não há previsão de chegada ao Brasil, porém a edição importada pode ser encontrada nas melhores livrarias do país.

O que talvez funcione no documentário, mata o livro. Os textos são fracos e as declarações, em raras as vezes, trazem algo de interessante, mesmo para quem conhece a banda há pouco tempo. Em grande parte, os integrantes se preocupam em expressar o amor que sentem um pelo outro, o respeito, o companheirismo e como é a vida de uma banda de rock de 25 anos de estrada. Não há registros históricos relevantes. Eles se esforçaram tanto em expressar emoção que acabaram com ela já nas dez primeiras páginas.

Como fã fico ressentida que Alec Such, o primeiro e único baixista da Bon Jovi, tenha sido mencionado uma única vez e apenas para introduzir o nome do seu substituto, Hugh McDonald, membro que nunca foi reconhecido oficialmente pelo bando.

A Bon Jovi perdeu a oportunidade de contar a sua história. De dar importância ao seu lugar no hard rock. De preencher as lacunas contando sua passagem como uma das mais relevantes bandas dos últimos 25 anos e não transformar a obra em um diário adolescente.

A diagramação não surpreende. Embora o acabamento seja impecável, o que vemos é um apanhado de fotos (a maioria tiradas entre 2007 e 2009) que, partindo da Bon Jovi não é de esperar muita coisa: Jon fazendo caras e boca e Richie o reverenciando.

Se você tiver um pouco mais de 14 anos e só quiser o livro pelas belíssimas fotos, tá valendo. Caso queira conteúdo, meu conselho é orar para que alguém, algum dia, organize uma autobiografia a altura da banda e que ainda estejamos vivos para lê-la.

Um tour pelo livro…

 

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Cler Oliveira

Cler Oliveira, jornalista, gaúcha, apaixonada por música, sobretudo U2, Bon Jovi e Coldplay. Estudiosa constante de Kurt Cobain. Curte pop rock internacional dos anos 80, 90 e tudo o que agrade os ouvidos depois dos anos 2000. Também redatora no www.mudarock.com.br.

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  • Rakel06

    Ainda estou lendo o livro, mas tenho algo a dizer. É sim, um pouco cliche pra quem já acompanha a banda há um bom tempo. É como ler um livro que você já sabe como vai terminar. Mas não chega a ser algo massante ou desinteressante. Só foi mal trabalhado, poderia ter oferecido MUITO mais. Realmente, para colecionadores e até mesmo curiosos, é bom. Ainda prefiro o documentário, mas o livro tem lá seus encantos além das fotos. Recomendo. 

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  • Pingback: Greatest Hits Bon Jovi – The Ultimate Collection: O indispensável “mais do mesmo” | Hit Na Rede

  • Cíntia

    “Acompanhei de perto o sucesso do álbum New Jersey…”
    Que inveja!

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    Cler Oliveira Reply:

    As vantagens de ter nascido em 1976… (a unica até o momento, hehe)

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  • Pingback: Livros & Rock n’ Roll – Lançamentos: The Doors, Bon Jovi e… Justin Bieber | Hit Na Rede

  • Comprei o CD + DVD na semana passada e confesso que esperava mais, bem mais deste novo trabalho – não bateu identificação com nenhuma música de cara (idem pro disco anterior!). Saudosos Slippery, New Jersey e These Days!

    Já o documentário, gostei da nova possibilidade de proximidade, e de poder ver de forma mais clara a seriedade de estrutura organizacional da banda (Jon como CEO, a entrega dos colares aos colaboradores ao término da turnê…), afinal eles são uma grande e lucrativa empresa (mais lucrativa do que grande, diga-se de passagem!)mas pra biografia, ficou devenndo muitooo!

    Também estou me planejando pra deixar a família em casa e zarpar pra Sampa em Novembro (pra nossa sorte, até o momento os set’s lists desta turnê estão contemplando muita coisa da antiga!)

    Bjo linda!

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  • Carol

    É isso aí, Bon Jovi é a melhor banda dos últimos tempos.

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  • Vi Oliveira

    Fiquei decepcionada ao ler a matéria, mas é claro que críticas existem e estão aí pra serem ouvidas e respeitadas, e apesar disso continuo ansiosa pra comprar o livro.Acompanho a banda desde seu início, sou fã de carteirinha, se o livro for ruim, vou admirá-los da mesma maneira.Não é atoa que eles são sucesso a tanto tempo, costumo dizer que só os bons permanecem, e eles são os melhores.

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    Cler Oliveira Reply:

    Vi, a minha admiração pela banda também não mudou em devido ao fato do livro ser fraco. Tanto que, ja guardo uma grana para caso eles venham ao Brasil poder ver o show, como fiz em duas ocasiões :)

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  • Marcus Vinicius

    Bon Jovi foi uma boa banda, fez muito sucesso, tinha boas músicas e que marcaram época. O lado negativo é que faziam uso de drogas e ingeriam bebidas alcoolicas, influenciando de maneira negativa os jovens da época. Como músicos foram excelentes. Outra coisa negativa é que ainda estão insistindo em fazer dinheiro, será que estão precisando tanto assim??? Nesses anos todos de sucesso com o nome e com as músicas antigas será que não conseguiram garantir uma estabilidade financeira??? Fala sério né!!!

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    Pedro Paulo Reply:

    Bom se olharmos por esse lado é logico que existiam Drogas,Bebidas alcoolicas e etc… mas se agora hoje em dia você olhar para os funks de nosso pais é ate pior.Os funks estão literalmente “Ferrando” com a nossa juventude.Alêm de usarem drogas e bebidas alcoolicas fazem apologia aotrafico de drogas,Trafico de armas, facções criminosas e sexo entre jovens como se fosse um tipo de brincadeira e alêm que é uma sacanagem dizer que funk é arte,cultura ou musica ( BOM ESSA È MINHA OPINIÂO).E é isso ai.

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  • http://bonjoviarchives.blogspot.com/ mel

    fiquei decepcionada ao ler a matéria,porque estava numa louca ansiedade para comprar o livro mas rolavam mesmo dúvidas se o conteúdo era rico em informações relevantes,fotos é legal e tudo mas quando se é fã desde 1988,fotos se vê aos montes…não gostei do documentário,achei tosco e frio,alguma coisa ficou perdida em meio as carrancas de jon…bem,pensando bem…nem o album The Circle foi tão bom quanto eu esperava,Richie disse que seria uma volta as raízes,eu não queria que eles fizessem outra you give love a bad name,mas queria energia,sinceridade e qualidade…infelizmente faltou.
    Eu pretendo ir ao show apesar de tudo,mais pelas músicas antigas que amo e sempre me contaram algo.
    Eu sou fã,sou louca por eles,mas verdade é pra ser dita…
    Parabéns pela matéria,ultimamente tenho encontrado fãs que preferem tapar o sol com a peneira…
    tudo de bom!

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  • Renato

    É uma pena caso seja verdade, pois, uma banda que está no topo a tamto tempo teria material para uma exelente biografia, diria que seria uma referência. Afinal “100 milhoôes não podem estar errados”.

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  • Mateus

    Adorei o post, principalmente sobre a mensagem acima desta!

    Desculpe minha cara Ivone, mas se informe antes de tecer um comentário… os fatos que Cler citou foi muito batido no texto.

    Quanto ao livro, ainda não vi, mas verei em breve. Espero que a Sra Cler tenha exagerado rsrs. Seria uma put… sacanagem fazer isso com a banda.

    Beijos e novamente, belo post!

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Independente de ser bom ou ruim, asseguro que é um ótimo item para colecionador, hehe. Quanto a isso, pode comprar sem medo :)

    No Brasil, o preço médio é de R$70 (nisso me surpreendi pois é bastante em conta).

    Responda este comentário

  • http://www.modusweb.blogspot.com David Giassi

    Pois é… Enquanto tem gente que perde tempo com Bon Jovi (que deixou de ser interessante desde o início dos anos 90) prefiro ouvir Hard Rock de qualidade, feito por bandas sinceras e autênticas! Ouçam THE CULT pro exemplo!!

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    Nuno Reply:

    Devias repensar no que disseste! Desinteressante a partir de 90!?
    Desde os anos 80 que os Bon Jovi são uma banda de nome internacional. Livin’ on a prayer é considerada a maior musica dos anos 80. Passando para os anos 90, Dry County não só tem o melhor solo do ano, como é reconhecida como uma das maiores musicas da banda. Entre diversos outros prémios, chega Its My Life para ganhar a melhor musica de rock de 2000. A musica mostra o verdadeiro poder do hard rock. Provavelmente será a maior musica de rock de sempre, quem sabe. Dizer que perderam valor a partir de 90 é triste e simplesmente mentira. O álbum Circle prova isso mesmo, mais de 35 milhões de fans em concertos, o lançamento de 3 novos singles mostra que a banda é a maior dos anos 80 que hoje prevalece. Superman Tonight é top 5 no VH1, We weren’t born to Follow é n.º1 em varios paises e When we Weere Beautiful é nomeado para melhor actuação ao vivo.
    Quem mais? Há mais. Lançaram agora o no album “Greatest Hits” com 30 das melhores musicas da banda e já vão em mais de 130 milhões de discos vendidos. Comparando com U2, Guns ou AC/DC são muito mais bem sucedidos sem duvida.
    Mais? São os primeiros a ganhar o prémio de Icon Mundial. é sem duvida a banda mais influente no mundo neste momento. Estão em todo o lado. TV, Radio, Internet, etc. São mais de 30 singles de grande exito. Todos os 4 principais membros são de grande valor.
    Sem duvida a melhor banda actualmente.

    Responda este comentário

  • Ivone Barbosa

    Eu adoro Bon Jovi, e tem muita gente que também gosta, então pare de ficar detomando. OK

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Olha, Ivone, meu conselho: leia o texto antes de comentar. A primeira coisa que digo é que sou fã da banda há mais de 20 anos. Outra coisa que fica muito evidente no texto é que, ninguém está detonando A BANDA, mas sim O LIVRO.

    Nenhum trabalho de nenhum artista está acima do bem e do mal. Cabe aos fãs coerencia para avaliar o seu trabalho. Fora isso é alienação.

    Responda este comentário

    mel Reply:

    isso não é detonar,nem de longe!
    Cada um tem sua opinião,se respeitarmos a opinião de cada um,não vejo mal em dizer o que se pensa,a matéria foi escrita por uma pessoa que é fã das antigas,não por um crítico imbecil.
    Vale a pena refletir!

    Responda este comentário

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