[Entrevista] Pouca Vogal: reinventando a cena musical
Por Ricardo Machado – Especial para o Hit na Rede
Fotos: Ricardo Machado
Sem nada igual, como na música que dá nome ao disco. Assim é a Pouca Vogal, menor banda do Rock gaúcho, formada pelo gremista Humberto Gessinger, da Engenheiros do Hawaii, e o colorado da Cidadão Quem, Duca Leindecker. Mas não pensem que a rivalidade grenal atrapalha o entrosamento: a dupla está afinadíssima e nesta entrevista eles contam como tudo começou.
Com shows realizados em várias capitais do país, entre elas Manaus e Curitiba, a dupla tem feito apresentações pelo Rio Grande do Sul e em abril, vão a São Paulo para uma série de shows.
Numa vibe Pouca Vogal, a dupla Gessinger e Leindecker concedeu entrevista ao Hit na Rede pouco antes do pocket show realizado em janeiro, na Fnac do Barra Shopping Sul, em Porto Alegre. Confira a entrevista na íntegra!

Hit na Rede – Porquê vocês disponiblizaram gratuitamente as músicas do PoucaVogal na internet?
Duca – Primeiro porque isso tem bem a ver com o trabalho, com o DVD e com o show. E outra né, eu fiquei encabulado de cobrar por esse trabalho.
Humberto – Pô, a gente não teria cara de chegar na gravadora e pedir para gravar. Até porque a gravadora poderia contaminar o trabalho e assim, como foi o processo, a gente teve tempo e liberdade para fazer o PoucaVogal.
Quanto tempo vocês se preparam para o PoucaVogal?
Humberto – Eu me preparei 45 anos e duas semanas para o show [risos].
Duca – Cara, a gente ensaiou mais ou menos um mês na casa do Gessinger, umas quatro ou cinco horas por dia.
E como é a PoucaVogal? O que tem de diferente da Cidadão e do Engenheiros?
Humberto – Bah cara, é diferente. Quando eu estava na Engenheiros e comecei a carreira, nós tínhamos a cena pronta. Aqui a gente está inventando a cena. Fizemos um show há pouco tempo em Manaus, era um festival livre, num lugar enorme e o retorno foi muito bacana. Nesse festival a gente percebeu a força da parada, que o negócio é sério mesmo.
E suas bandas de origem como estão?
Humberto – O Engenheiros está ibernando, talvez eu volte para fazer uns shows, mas agora o PoucaVogal tem mais a ver comigo.
Como vocês se encontraram?
Duca – Eu e o Humberto nos encontramos pela primeira vez em 1985, mas depois disso foram encontros esporádicos, só que no acústico da Cidadão Quem, em 2004, ele fez uma participação especial. Aí, os encontros passaram a ser mais freqüentes.
E essa parceria, como amadureceu até chegar o PoucaVogal?
Duca – Estávamos em turnê separadas, mas criando letras e se comunicando pela internet. Na real, a vontade de fazer o projeto nasceu junto.
Humberto – Eu acho difícil escrever letras juntos, mas aí tem algumas músicas que eu fiz a letra e o Duca a música e outras o contrário, assim foi nascendo o PoucaVogal.
E os shows para 2010 a quantas andam?
Humberto – É provável que a gente faças uns shows em Torres, Capão da Canoa, essas praias…
Duca – E depois de abril, é possível que a gente vá para São Paulo fazer alguns shows.











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