Planeta Atlântida 2010: pequenos detalhes que fazem do Planeta um grande festival

Foto Cristiano Sant' Anna / Indicefoto.com
O maior festival de música do Sul do país – Planeta Atlântida – cumpriu a sua missão e teve como testemunha mais de 100 mil pessoas que dançaram, agitaram e – este ano – giraram ao som de rock, pagode, tecno, pop, reggae e sertanejo. Eu estive por lá apenas no segundo dia, mas já deu pra ter uma idéia do poder de fogo do festival. Uma rápida análise de quem viu (quase tudo) de pertinho.
Sobre o palco giratório:
Não sei quanto aos artistas que se apresentaram por lá, acredito que deve ter sido o maior barato, porém para alguns planetários o giro era discreto e alguns dizem que não perceberam girar. Claro que não era nenhum pirocóptero, mas muitos saíram de lá com a dúvida se o palco se movia ou não. Eu vi girar, principalmente no show do Skank – aliás, um espetáááááculo. Era estranho e ao mesmo tempo divertido ver, principalmente músicos que necessariamente não se movimentam no palco como o baterista ou um tecladista, em lugares diferentes durante a apresentação. Acredito que a idéia só irá se aperfeiçoar e nas próximas edição, surpreender ainda mais.
O túnel transparente que ligava o camarim ao palco frustou as expectivas, uma vez que era transparente porém nem tanto ao ponto de ver quem trafegava por ele. Mas era bacana e funcional. Quem é filho dos anos 80, certamente, lembrou do Cassino do Chacrinha. Embora a passagem dos artistas não tenha sido nítida, o túnel deu uma vibe futurísta ao festival, o que, claro, fez a alegria dos fotógrafos e cinegrafistas presentes que usaram e abusaram do recurso.
O ponto alto do espetáculo: a estrutura


Fotos: Cristiano Sant?Anna/indicefoto.com
A belíssima estrutura de palco é algo fantástico. Independente da velocidade em que o chão girava, as luzes eram sem dúvida, um show a parte, aliado a telões interativos que eram uma verdadeira loucura. Ponto pra eles.
Ponto baixo: Embora o Planeta disponha de uma infraestrutura monstruosa e bastante eficiente, sente-se falta de espaços para que cadeirantes possam ver o show com conforto e o que seria melhor: sem perder nenhum detalhe. Na área VIP vi no mínimo dois cadeirantes disputando um olhadinha no palco com os demais planetários, isso sem um lugar apropriado para curtir os shows numa boa. Que em 2011 o festival seja o Planeta da Acessibilidade.
Algumas figuras que giraram por lá:



Palco voador – os voôs do Novo Rock Br
Um espaço onde novas bandas e músicos veteranos levantaram vôo diante de uma platéia de quase três mil pessoas. “Viu o tamanho desse ‘Palco B’?” Perguntou retoricamente Lucas Silveira, em entrevista exclusiva para o Hit na Rede, um pouco antes de botar o seu projeto – Beeshop – no palco voador. “A capacidade é maior que o Pepsi On Stage. São quase dois Opinião cheios! De ‘Palco B’ isso aqui não tem nada”. E, Lucas estava co-ber-to de razão. A energia que emanava do espaço Novo Rock surpreendeu e emocionou mesmo veteranos de Planeta Atlântida como o Detonautas que, entre hits e músicas novas, fizeram uma pequena homenagem ao Rio Grande do Sul entoando sob um sotaque carioca o Canto Alegretense.
Girando duas vezes no mesmo Planeta: Beeshop e Esteban
O Planeta Atlântida 2010 foi testemunha de algo inédito na história do festival: pela primeira vez dois músicos tocaram nos dois dias de espetáculo. O feito foi alcançado por dois dos quatro integrantes da Fresno, Lucas Silveira e Rodrigo Tavares, que na sexta feira, dia 5, giraram no Palco Principal e no dia seguinte alçaram vôos solos no Palco Voador com os projetos Beeshop e Esteban.

Foto: Gustavo Vara
O primeiro a experimentar a graça do feito foi Lucas que fez um show intimista. Embora no palco fosse, na maior parte do tempo, o único responsável pelos sons que saiam do teclado e do violão, o vocalista do ano de 2009 estava acompanhado de um coral de quase três mil pessoas que seguraram o show do início ao fim.
Ouça a entrevista rápida e exclusiva realizada minutos antes de Lucas subir no palco do Planeta Atlântida:
Entre os webhits Mr. Confusion e Seis, estes acompanhados pelo colega Rodrigo Tavares ao violão, o set list contou com covers de Queen e Fresno.
Em seguida, mas bem em seguida mesmo, sem pausa para troca de palco, foi a vez de Rodrigo “Esteban” Tavares encarar o maior público, até o momento, do seu projeto solo.
Ouça a entrevista exclusiva e super rápida com Esteban, minutos antes do show.
A responsabilidade de subir em um palco enorme, sozinho, diante de quase três mil pessoas não tirou a paz de Rodrigo que negou estar nervoso minutos antes de apresentar seu trabalho. Conhecedor de todas as músicas, o público cantou em uma só voz as canções que se tornaram conhecidas na internet e, que em breve farão parte do primeiro CD desta nova etapa. Muda, Pianinho e Sophia, essa com a participação de Lucas e Cassique (Abril), além de cover dos Engenheiros e Abril, garantiram um show curto, porém emocionante. Eu curti.
E uma entrevistinha rápida e exclusiva com Tavares minutos DEPOIS de ele ter feito o show. Notem a felicidade do rapaz:
PARTE 1
PARTE 2
O lance foi algo super informal. Não é “A” entrevista, mas dá pra sentir o clima.
Um destaque do palco voador – Novo Rock: Doyoulike?
Este foi um show que infelizmente não vi, mas queria muito ter assistido. Porém fazendo um tour no Youtube atrás de shows que não assisti, curti muito, pelo menos esse trecho, da apresentação da Doyoulike? que demonstram muita energia para um estreante no Planeta Atlântida.
Os “geeks” do Skank
Na minha opinião, um dos melhores momentos do festival, ao lado da simplicidade de Mr. Confusion no Palco Voador, foi sem dúvida o Skank entoando Sutilmente. Momento inesquecível e que, verdadeiramente quase me fez chorar num cantinho. Mas o mais bacana da apresentação do Skank foi ver – publicamente – que o bando de Samuel Rosa é nerd até quando estão tocando para 50 mil pessoas. Durante a apresentação era comum ver algum integrante do grupo com um celular ou aparelho que produz pequenos vídeos. A surpresa foi quando o próprio Samuel começou a filmar a platéia enlouquecida anunciando que o vídeo estaria no twitter oficial da banda e – muito provavelmente – no site do festival. É, nós nerds ganhamos a noite!
O resultado você confere aqui:
Balonê: Conga Conga Conga

Foto: Flávia de Quadros/indicefoto
Enquanto Pitty se apresentava no Palco principal e Detonautas quebrava tudo no Palco Voador, no espaço Balonê, localizado na área VIP, Gretchen, a eterna rainhan do rebolado, fazia a alegria de seus súditos. Segundo alguns planetários, a rebolativa cantora, mesmo no auge dos seus 50 anos, causou mais que a presença galante de Thiago Lacerda que circulava pelos espaços. Bom, não é pra menos. Gretchen é a DeLoren que leva qualquer pessoa de volta para o futuro, na melhor vibe “Eu era feliz e não sabia…”. Ótima sacada.
Figuraça do Planeta – O Garoto “RBS”
Pra quem não conhece o Planeta Atlântida, fica a dica de que a diversão não está por conta apenas das atrações musicais. Muitas figuras marcam presença no local e fazem do evento algo unico. Um deles, é o Garoto RBS. O dono da idéia pediu para não ser identificado já que, embora de folga, é Policial Militar, mas esse, do lado de fora, já entrava no clima de curtição do festival. Se de um lado o moço mostrava uma camiseta com o logo da RBSTV, o que, sem dúvida, chamava a atenção dos desavidos…

Do outro, a revelação da sigla particular: Rico, Bonito e Solteiro. “Hoje eu estou aqui me divertindo, já que o lance aqui é curtição e azaração. Amanhã estarei na segurança de um jogo de futebol”, disse com cara de quem da vida só quer diversão e arte. A cada menina que passava, o xaveco rolava solto. Claro que pinta a curiosidade de quantas cairam na lábia do Garoto RBS. Mesmo sem revelar números exatos, o jovem de olhos azuis estampava um sorriso de vencedor ao dizer que a camiseta funcionou com “algumas”… E, só pra lembrar: a noite nem tinha começado ainda..

Fotos: Cler Oliveira










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