Ponto para a Rede Globo pela transmissão (na íntegra) do Especial Michael Jackson, This is it

Tenho que confessar que os especiais que lembraram o aniversario de um ano da morte de Michael Jackson não me atraíram. Primeiro porque parecia que não havia se passado um ano de fato. Tudo porque, depois do desaparecimento do Rei do Pop, a imprensa levou alguns meses para deixar que, finalmente, o corpo de Michael descansasse em paz.
Segundo porque me perguntava: o que de novo podem me apresentar?
Os mesmos vídeos, as mesmas lamentações, os mesmos especiais que, por mais que tentem, não conseguem expressar a grandeza de talento que esse homem representou para, no mínimo, quatro gerações.
Mas eis que a fonte não seca e, numa jogada de três pontos, a Rede Globo adquire os direitos de transmissão do documentário This is it e resolve passá-lo em um dos piores horários para os devotos de São Pega, trabalhadores de segunda-feira: domingo, 23h. Ao invés de ir para cama, resolvi assistir.
Ponto pra mim.
Para o mercado This is it não é nenhuma novidade, uma vez que foi lançado em outubro do ano passado. Para a TV aberta, o maior achado do ano que a Rede Globo conseguiu, mesmo com o horário ruim, honrar o direito de transmissão.
Méritos porque o especial foi passado na íntegra. E legendado. Da pra imaginar isso? Quando falo na integra é na integra mesmo. Os créditos foram exibidos até a chancela da produtora aparecer, exatamente como no DVD. O telespectador, fã de Michael ou não, foi respeitado até o último minuto, sem ter sido interrompido por uma vinheta tosca de um comercial qualquer.
Ponto para a globo
Sobre o documentário

This is it realmente me surpreendeu. Descobrimos que, além da questão óbvia, com a morte de Michael Jackson, o mundo perdeu um dos maiores shows que poderia ter passado sobre a Terra. Dado o grau elevado de nostalgia e emoção, colocaria, sem sombra de dúvidas, a turnê 360º do U2, considerada a maior do Planeta, no chinelo (e quem fala isso é uma fã de U2 há mais de duas décadas).
Tudo porque, cada número musical seria um show a parte. Uma super produção que recriaria as referências encontradas nos clipes que fizeram a história e a carreira de Michael. Muito dinheiro, muito trabalho e muito talento investido.
Embora o aparato tecnológico impressionasse, assim como a equipe que faria parte do show (destaque à guitarrista de Michael), o documentário nos ganha pela simplicidade do Rei do Pop. Um menino educado, que exalava gratidão e retribuía com um carinhoso sorriso o bom trabalho daqueles que tornavam o dele possível.
Lógico que, dada as circunstancias, a edição teve uma participação muito grande em reafirmar o espaço de Michael no mundo da música, mas quem se importa? Eu mesma me emocionei ao ver como o corpo de Michael respondia com dignidade ao seu talento incomparável de dançarino. Como sua voz, suave e ao mesmo tempo potente, mesmo depois de todas as dificuldades, conseguia nos levar a dias felizes de nossa infância e adolescência.
Por tudo isso, tenho que admitir que a transmissão de This is It foi um grande acerto da Rede Globo. Talvez do ano. Acho que chegou a hora de o pessoal que adora criticar a emissora reconhecer a excelência que foi essa transmissão: FANTASTICA.












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