Greatest Hits Bon Jovi – The Ultimate Collection: O indispensável “mais do mesmo”

Capa lindona para embalar mais do mesmo
Oficialmente a coletânea Greatest Hits Bon Jovi – The Ultimate Collection só estará disponível nas prateleiras das melhores e piores lojas do ramo do mundo inteiro a partir do dia 9 de novembro, embora já tenha sido lançada em alguns países como Alemanha e Japão. Mas, mesmo antes de vir ao Brasil, a banda já disponibilizava o material que seria encontrado nela. Com isso, já temos tudo o que precisamos saber sobre a coletânea: a capa é linda, o álbum é duplo (mas tem a versão simples) e repete a coletânea lançada há 16 anos exceto por algumas faixas inéditas.
A compilação faz uma viagem justa e impecável pelos 27 anos da banda. Com 30 canções, sendo quatro inéditas, eles revisitam os áureos tempos do bom e velho hard farofa com Born to be my baby até o tempo em que bateram de frente com o rock country e voltaram a ocupar os primeiros lugares das paradas de sucesso dos Estados Unidos com Who says you can’t go home.
O único problema, se é que pode ser considerado um, é que ela invariavelmente dá um repeteco da coletânea CrossRoad, lançada em 1994, erro que o U2, por exemplo, pela dinâmica de lançamentos de suas compilações, não comete. No caso U2, a banda lança um The Best of a cada 10 anos, isso desde 1998 o que, obviamente, faz com que o fã não tenha mais do mesmo em sua coleção.
CrossRoad – 1994
- “Livin’ on a Prayer”
- “Keep the Faith”
- “Someday I’ll Be Saturday Night”
- “Always”
- “Wanted Dead or Alive”
- “Lay Your Hands on Me”
- “You Give Love a Bad Name”
- “Bed of Roses”
- “Blaze of Glory”
- “Prayer ’94″
- “Bad Medicine”
- “I’ll Be There For You”
- “In and Out of Love”
- “Runaway “
O projeto foi megalomaníaco, como quase tudo que envolve a carreira da banda nos últimos anos: documentário, biografia mais bonita do que indispensável e grandes shows que os recoloca entre as bandas mais relevantes da atualidade. Poderia muito bem corrigir alguns lapsos da coletânea anterior e seguir em frente, sem a necessidade de um álbum duplo. Mas eles sabem que são os caras e já não é de hoje que lançam figurinha repetida. Ou alguém esqueceu do These Days (1995) e do These Days duplo (1996)?
Uma das novas: What do you got?
O mérito desta vez é que, além das faixas inéditas, acrescenta o óbvio: hits que entraram para a história da banda nos últimos 15 anos. Só isso já nos dá uma solução aleatória para o que chamei de problema no início do texto: lançar uma coletânea apenas com essas que ficaram de fora. Mas daí a banda encontraria uma pedra no caminho: os fãs roots dariam atenção para uma compilação sem os hits dos anos 80? A resposta seria uma grande incógnita. Melhor foi não arriscar.
Indiscutívelmente, esta é a melhor fase para uma coletânea, uma vez que a banda está sendo bem sucedida em seus projetos. Jon Bon Jovi, finalmente, se ligou que o lance dele é cantar e fazer o bem por meio da sua fundação e não dar uma de dublê de ator em filmes constrangedores. Richie Sambora, totalmente livre de grande parte dos problemas que quase afundaram sua carreira há cerca de dois anos, ocupa, merecidamente, um lugar de honra na galeria dos guitarrista virtuosos da história do rock.
As quatro canções inéditas já entram pra coleção com cara de super hits. Lógico que, de todas, a que, por tradição, mostra mais potencial para entrar para a história é a power ballad What do you got? que já deu o ar de sua graça até no promo canadense de Grey’s Anatomy.
De qualquer forma, é uma das maiores oportunidades de a banda mostrar à nova geração o que faz com que a velha guarda ainda os tenham como uma das maiores potências do hard. Além de mostrarem novos hits e mandarem o recado para o mundo de que ainda conseguem fazer novas e boas composições.

| CD1 – Faixa | ||||
|---|---|---|---|---|
| 1. | “Livin’ on a Prayer” | |||
| 2. | “You Give Love a Bad Name” | |||
| 3. | “It’s My Life” | |||
| 4. | “Have a Nice Day” | |||
| 5. | “Wanted Dead or Alive” | |||
| 6. | “Bad Medicine” | |||
| 7. | “We Weren’t Born to Follow” | |||
| 8. | “I’ll Be There for You” | |||
| 9. | “Born to Be My Baby” | |||
| 10. | “Bed of Roses” | |||
| 11. | “Who Says You Can’t Go Home” | |||
| 12. | “Lay Your Hands on Me (radio)“ | |||
| 13. | “Always” | |||
| 14. | “In These Arms” | |||
| 15. | “What Do You Got?” | |||
| 16. | “No Apologies” |
| CD 2 – Faixa | ||||
|---|---|---|---|---|
| 1. | “Runaway” | |||
| 2. | “Someday I’ll Be Saturday Night” | |||
| 3. | “Lost Highway” | |||
| 4. | “I’ll Sleep When I’m Dead” | |||
| 5. | “In and Out of Love” | |||
| 6. | “Keep the Faith” | |||
| 7. | “When We Were Beautiful” | |||
| 8. | “Blaze of Glory” | |||
| 9. | “This Ain’t a Love Song” | |||
| 10. | “These Days” | |||
| 11. | “(You Want To) Make a Memory” | |||
| 12. | “Blood on Blood” | |||
| 13. | “This Is Love, This Is Life” | |||
| 14. | “The More Things Change” |
tabela: Wikipedia
O que se espera é que essa coletânea, realmente faça jus ao nome e seja definitiva. Até porque a banda ainda nos deve um álbum Acoustico oficial e um bom álbum ao vivo (se for considerar o One Wild Night, definitivamente, ainda nos devem isso). Uma peça que todo o fã da banda deve ter em sua coleção, afinal, quem se incomoda de ouvir os hits 80′s da banda em mais de uma compilação? Sinceramente? Eu não.








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