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Uma pessoa pode ser avaliada, valorizada ou simplesmente amada apenas por sua aparência?


[7 Jul 2011 | 34 comentários | Cler Oliveira]

Mais do que um corpo: Ashley Fink, Sinead O’ Connor e Adele

“Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é…”
(Caetano Veloso)

Por mais politicamente correto que o mundo aparenta ser por conta da ética e, em alguns casos por força da lei, é sabido, desde os tempos de Adão e Eva, que as pessoas – com raríssimas exceções, são julgadas pela sua aparência. E, nessa palavra, pode considerar pessoas consideradas feias, gordas, com problemas físicos, etnicamente diferentes e fora dos padrões de beleza impostos pela mídia, pela moda e pelo subconsciente da sociedade.

Quando se é criança e adolescente e se está na escola, a forma repetitivamente cruel com que as pessoas são lembradas de que não fazem parte da maioria é chamada de bullying. Mas… e quando um dos mais respeitados veículos de comunicação, em sua manchete, trata de ridicularizar uma  cantora por conta de sua aparência, é o quê? Pra mim, o reflexo de uma sociedade que discrimina, ridiculariza, humilha e se diverte com o que classificam ser mais importante que o talento: a maldita aparência.

Estava lá… na Folha de São Paulo online:

 

Sinead O’ Connor, nem quando magra, era modelo de beleza embora fosse, naturalmente, uma mulher muito bonita. Tanto que tinha seus cabelos raspados e por muitos anos se dedicou à religião provando ao mundo que não era uma artista apegada a sua aparência.

Por muitos anos não se ouviu falar dela. E agora ela “reaparece gorducha e cabeluda”. Não faço idéia quem foi o jornalista que escreveu essa matéria mas tenho certeza que, com o mínimo de esforço, ele teria encontrado palavras mais adequadas para se referir à cantora. Nem mesmo o Ego que bate recordes interplanetários de manchetes sem noção foi capaz de cometer tamanha grosseria ao falar da volta da cantora. O Mirror.Uk – famoso tablóide – limitou seu comentário ao fato de ela parecer mais velha sobretudo de cabelos longos.

A Folha se limitou a manchetá-la apenas pela sua forma física e não disse sequer como foi o show de retorno de O’Connor. Ela continua cantando como antes? O que tem em seu repertório atual? Alguma declaração polêmica ou relevante? Não sei… infelizmente não sei pelo simples fato de que o respeitado veículo de comunicação sobrepôs a palavra “gorducha” sobre toda e qualquer informação.

 Eu já fiz essa pergunta antes e volto a fazer novamente: uma pessoa pode apenas ser avaliada, valorizada ou simplesmente amada por sua aparência? Em um mundo perfeito, poder, não poderia e nem deveria…mas infelizmente, é assim que a banda toca.

“Gordas namoram?”

Antes de eu realmente chegar onde eu quero, mais um exemplo do preconceito que dita quem deve ou não ser feliz. No Papel Pop a notícia de que a linda e talentosa Adele estava sendo extorquida pelo seu ex-namorado revelou, nos comentários, mais uma faceta de um povo que adora no Twitter ser politicamente correto e esconde seu preconceito atras do anonimato.

Pois…

Esta semana retornei à Universidade na qual me formei para falar com duas pessoas. Depois de ter me encontrado com as duas, aproveitei o tempo que ainda tinha e fui até uma cafeteria linda, dentro do campus,  que fica próximo a uma paisagem encantadora. Lá três universitárias conversavam descontraidamente em uma mesa ao lado da minha. Não faço idéia de quem estavam falando mas isso é o que menos importa. Aqui, parte do diálogo:

- … Mas pelo menos não sou gorda…
- Ela é gorda, mas é muito inteligente…
- Que adianta, se é gorda? Ninguém escolhe alguém por ser inteligente, mas por ser bonita ou feia e ela é feia porque é gorda.

Não tinha como ouvir aquele fiapo de conversa fiada sem me sentir um lixo. Ironicamente eu estava dentro de uma universidade, lugar onde passei sete longos anos da minha vida buscando conhecimento para ter um diploma de jornalista mas.. wait! Eu sou gorda! Onde está o lixo para que eu coloque o meu diploma e, de preferência um bem grande para caber todas as expectativas que coloquei nele?

Naquele momento tudo começou a fazer sentido e – sem ironia, volto a repetir – me senti um lixo. Uma completa imbecil.  E lembrei de todos os meninos / homens pelos quais me apaixonei perdidamente pela sua inteligência, capacidade de me fazer rir, de fazer com que eu me sentisse segura e por uma questão estética alguns nem chegaram a saber o quão eu os quis por perto.

 ”‘Minha mulher não engordaria porque é uma pessoa inteligente.”
(Brito Jr em entrevista ao CQC. Veja o vídeo no  blog da Renata Vaz)

Nada parece ser mais importante no mundo atual do que ser magra. Sabemos que tem alguma coisa errada com tudo isso, mas sempre que paramos para pensar, quem se sente culpado são justamente as pessoas que sofrem o preconceito.

“Gordos nojentos”

No ano passado a revista Marie Claire se viu em uma saia justa colocada pela jornalista free lancer Maura Kelly que, sem meias palavras, criticava os protogonistas da série Mike & Molly. Nunca assisti porque já estava assistindo a muitas séries e essa sempre foi colocada em segundo plano.  Disse a sincera jornalista:

“Sim, me sinto enjoada de ter que assistir um casal gordo se beijando, acharia nojento ter de assisto-los fazendo qualquer coisa”. (Leia mais sobre essa bagunça toda aqui)

Sincera porque ela externou um sentimento que estava dentro dela que eu, mesmo que não fosse gorda, jamais concordaria por achar que TODAS AS PESSOAS têm o direito de serem felizes. Não preciso de uma lei e nem consultar o bom senso para chegar a essa conclusão.

“Ellen Fante”

Dona de curvas invejáveis, a modelo e atriz Ellen Roche recebeu um apelido no mínimo curioso: Ellen Fante. Tudo porque apresentou no quadro “Dança dos Famosos”  contornos mais acentuados, o que não justifica o nickname. Veja com seus próprios olhos:

Glee: onde os fisicamente opostos se atraem

 

Na segunda temporada de Glee, Puck (Mark Salling), personagem bonitão e bad boy, é apaixonado por uma menina que é obesa em função da tireóide, Lauren (Ashley Fink). Por ela ele faz as coisas mais improvaveis e sem medo do que os outros vão pensar inclusive uma declaração de amor a ela e a seus quilos a mais interpretando Fat Bottomed Girl, clássico do Queen.

E pra terceira temporada outro romance engatando a fofíssima Mercedes com um galãzinho está sendo preparado. Não vou dar spoiler. Quem quiser saber que clique no Blog da Mari.

Há nas entrelinhas do mundo em que vivemos as seguintes condições:

Você pode cantar bem, mas é gorda.

Pode ser uma das melhores atrizes do mundo, mas é gorda.

Pode ser rica, mas é gorda.

Inteligente… gorda.

Simpática? Mas é gorda.

E por mais que as pessoas dizem que você é legal, você sempre será gorda e isso basta. Será?

Pode parecer bobagem mas realmente me incomoda ser obrigada a conviver em mundo – na falta de outro melhor – no qual as pessoas são valorizadas pela sua aparência e, na maioria dos casos, apenas por ela. É possivel mudar isso? Acredito que isso jamais irá mudar. Embora haja mais espaço para que pessoas diferentes sejam toleradas, infelizmente, elas nunca serão de fato e verdadeiramente aceitas. E isso é uma pena…

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  • Fabiano – Fabiz

    Fala Cler, na boa?!!
    Legal o post, mas sabe que até ri do comentário da menina que tu ouviu na Uni:

    “Ninguém escolhe alguém por ser inteligente, mas por ser bonita ou feia…”

    Na real isso existe para balancear os dois mundos, se não, iria virar uma baderna!

    Explico: Se @ pesso@ está escolhendo pela aparência, seja pela feiura ou a “falta” de gordura é sinal que inteligente também não é, ou seja, se merecem!
    E assim, quando de um dos lados existe um pouco de intelegência, esse tipo de escolha também não costuma segurar relacionamento para sempre, mesmo li no comentário da Tania que já presenciou isso e pelo visto não curtiu nem um pouco…

    Sabe que vira e mexe me deparo com antigos coleg@s de escola que na época me chamavam de gordo/baleia/orca e hoje muitos estão mais gordos e mais feios que eu, parecem até que estão uns 10 anos mais velho, essa parte é muito foda, me deparo sempre com o sorriso nos lábios!

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    Cler Oliveira Reply:

    E mesmo se não forem pegos pela gordura, o tempo é implacável e não perdoa. Adoraria encontrar essas meninas do comentário num futuro distante, nesse mesmo local… :)

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  • Gabriel

    Bom dia
    Peço desculpas pelo comentário, afinal, concordo que todos tem o direito de ser felizes e não se deve ser impedido de buscar a felicidade pela aparência.
    Entretanto (por isso o pedido de desculpas), já pararam para pensar que talvez o tipo de comentário “simpática? Mas é gorda” não signifique que nada conta ser simpática se a pessoa é gorda e sim signifique que não levará a vida que uma pessoa com tal simpatia merece por ser gorda?
    Quero dizer que os gordos se sentem incomodados com esse preconceito (senão não teria lido esse texto) e não são completamente felizes. Então, por mais injusto que seja, não é mais interessante tentar emagrecer do que lutar contra conceitos já enraizados em nossa sociedade?
    Ao contrário do colocado em cima, de que é apenas uma característica como preto, branco, hetero ou homo, muitas vezes (claro, com exceções) pode-se emagrecer. Talvez eu esteja enganado, mas não compensa? É tão ruim assim se render ao tirano conceito estético social? Ou será que muitas pessoas fazem uma troca, não estão dispostas a sacrificar alguns prazeres para se colocar no padrão de beleza?
    Conheci gente que fez cirurgia para redução de estômago e ficou muito mais feliz. Eu não sou gordo e odeio academia, mas controlo minha alimentação e faço exercícios todos os dias, por mais chato que seja, simplesmente por achar que vale o sacrifício. Além da saúde, claro.
    Coloca-se na balança. É muito difícil mudar o padrão de beleza, então pode-se fazer o sacrifício de tentar emagrecer ou aprender a conviver com críticas.
    Sabem, penso que não adianta a pessoa (desculpem a analogia) que ama a cor verde pintar o cabelo de verde e lutar contra todos que a criticarem por isso, por mais que esteja certa. Ou ela faz o sacrifício de não ter o cabelo da cor que deseja ou ela aceita que o mundo não concorda com sua visão.
    Essa opinião é apenas para pessoas que não tentam mudar a aparência, nunca colocaria algo assim sobre pessoas doentes.
    Por favor alguém critique minha resposta.

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    Stella Reply:

    Gabriel:

    Antes de mais nada, me desculpe (de coração) se meu comentário parecer meio estranho, mas é que que seu texto não ficou 100% claro para mim… Mas, dentro de meu entendimento limitado, penso o seguinte:

    Concordo que, salvo raras exceções, o emagrecimento é algo que pode ser atingido se a pessoa quiser. Entretanto, acho que a grande questão não é o fato da gordura, mas sim, o fato da submissão cega ao que as pessoas acham que é bonito ou certo – e as represálias do mal que advém caso você não se enquadre ao que, no momento, é considerado “o ideal”.

    Quer dizer, você fica menos ***** (complete com o adjetivo que quiser) se for preto? gordo? baixo? mulher? judeu?… Isso é uma coisa irrelevante! São apenas algumas das características que compõem um ser humano – que é maior que tudo isso.

    Para dar um exemplo mais específico: a matéria que gerou essa polêmica; a Sinéad tá gorda? E o “quico”? O que me interessa saber é: as músicas novas são boas? A voz dela ainda está bonita? O que ela ainda tem a dizer é relevante? – nada disso importa, a única coisa que interessou, para esses “jornalistas”, foi o quanto a moça engordou. PQP!

    Acredito que devamos sim nos manifestar contra esse tipo de coisa – afinal, se ninguém atentar para a falta de bom senso desse tipo de atitude, daqui a pouco teremos pessoas criando padrões inalcançáveis de beleza, e uma legião de pessoas alienadas seguindo atrás, que nem gado, por medo de serem excluídas (e eu não digo isso por ser exagerada – é só jogar no Google e ver a legião de coisas doidas que as pessoas estão fazendo para serem aceitas: anorexia, bulemia, auto-mutilação, comportamentos de risco, etc.).

    Aliás, se o ser humano fosse mesmo o animal evoluído e inteligente que tanto se arroga ser, não deveria existir um padrão de beleza – todas as pessoas deveriam ser aceitas pelo que são. Mas, é como já diz um grande amigo meu: na real, quem curte beleza interior é decorador de ambientes. Acredito que, nesse caso, a questão não é brigar contra o padrão de beleza vigente, é demonstrar a estupidez de se submeter a ele sem pensar. No caso das mulheres, especificamente, isso está formando essa verdadeira legião de clonadas, em que todas são siliconadas ealisadas…

    Penso que devem haver sempre textos como o da Cler, que procuram acordar as pessoas para essa desertificação mental que anda grassando na sociedade em geral, e que qualifica ou desqualifica alguém por uma mera característica física ou social.l

    Mais uma vez, peço desculpas se não entendi direito o que você quis dizer e, principalmente, se me excedi ou fui grosseira em alguma das minhas argumentações.

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  • Carol

    Oi Cler! Excelente texto, como sempre, e ótimos comentários (exceto um…). O preconceito sempre vai existir e, infelizmente, por mais otimista que eu seja, acho que ele só tende a aumentar… aumentar na intensidade e na diversidade… a cada dia inventam alguma coisa! É uma pena que dependemos deste “senso comum” para muitas coisas. Mas o importante é que temos pessoas ao nosso redor que nos amam de qualquer forma! Pela nossa essência! Pelo que podemos proporcionar à elas! Desde um longo silêncio até uma gargalhada de dar eco! Tudo bem que, geralmente, podemos contar nos dedos essas pessoas, mas elas existem e fazem questão de demontrar esse sentimento por nós!

    We got it going on! We are one! \o/\o/

    Bjuuuuuuuuuuuuuus

    P.S.: Fiquei com uma saudaaaaaaaaadeee da Uni… :)

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  • Ulisses

    Ser gordo não quer dizer ser feio. Ser obeso, por outro lado, não é lá muito bonito.
    A maioria das pessoas que compartilham seu pensamento, é pq sofreram de alguma forma com o tema. Ou seja, muitas das pessoas que desprezam alguém só por ser gordo mudariam caso fossem gordas. E muitos dos gordos que acham que o mundo tá ferrado pq as pessoas só ligam pra aparência, só acham isso pq são gordos.
    Vc, por exemplo, disse a @Fabiane que queria ser “feia” como ela… ou seja, vc liga pra aparência a ponto de querer mudar a sua. De acordo com sua linha, o certo seria mudar o modo que as pessoas olham pra vc.
    Não tô julgando o que é certo ou errado nisso
    Mas relaxe, o mundo tende a obesidade e os padrões de beleza mudarão. Não sei se estaremos vivos pra ver.

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  • http://twitter.com/thaisgrandisoli Thais Grandisoli

    Olha gente, meu comentário vai parecer mentira, mas eu posso garantir que é verdade.

    Ser gordinha não é o problema. O problema é você mesma se aceitar. Eu nunca fui gordinha, desde que nasci sempre fui magrela, mas quando cheguei nos 12 anos, comecei a engordar. Hoje eu tenho 15 anos de idade e sou gordinha.
    Assim que comecei a engordar, eu não sabia o que fazer, ficava com vergonha de sair de casa, de comprar roupa, enfim, tinha vergonha de mim mesma.
    Quando fiz 13 anos começou a ficar mais perceptível meu ganho de peso. Nunca ninguém tinha falado nada em relação a minha aparência, já que eu sempre fui o que a sociedade diz “o padrão de beleza”, era magrinha loirinha, olhos azuis, e etc. Até que eu engordei e começaram as ofensas. Eu, como sou uma pessoa orgulhosa, nunca demonstrava fraqueza. Me chamavam de gorda fdp, e tal, e eu xingava de voltar. Mas por dentro, eu estava totalmente destruída. Eu me olhava no espelho e chorava de tristeza. Tranquei todas as minhas atividades extra curriculares… como antes eu era muito popular na escola, todas os meus amigos pararam de falar comigo porque eu estava me fechando pra tudo e todos. Meus pais viram que eu estava infeliz comigo mesma, e ao invés de me ensinar a ter a tal da auto estima, eles começaram a me pressionar pra eu emagrecer. E isso me fazia pior ainda.

    Sempre que eu lia coisas sobre auto estima que ajuda muito, eu falava que era bobagem, que auto estima não ia mudar minha aparencia. Até que um dia eu ganhei um estojo de maquiagem, e um vestido da minha tia. Eu arrumei meu cabelo, coloquei o vestido, um sapato de salto, passei sombra, batom, enfim, me arrumei. Quando me olhei no espelho, eu estava linda, irreconhecível. Foi a partir desse dia, que eu não deixei de me arrumar. E com isso minha auto estima foi aumentando.

    Hoje eu tenho 15 anos de idade, tenho vários amigos, vou para todos os lugares que eu gosto, não tenho nenhum problema de me relacionar com alguém, e posso dizer que ninguém olha pra mim e me chama de: “gorda fdp” ou coisas parecidas. Não é como se eu tivesse emagrecido, mas é como se as pessoas me olhassem de um jeito diferente. Elas olham pra mim e ao invés de me chamaram de apelidos maldosos, me perguntam se sou modelo plus size. Já até fui parada na rua um dia, pra me perguntarem isso.

    Enfim, o que eu quis dizer, é que pode parecer besteira na hora, mas a auto estima é a chave pra você mesma se sentir feliz, e para todos ao seu redor te verem diferente.
    A vida só é complicada porque fazemos ela ser.
    E é simples, se te chamarem de gorda, você olha e fala: sim, eu sou gorda. E dai?
    A palavra gorda só vai se transformar em xingamento se você deixar que se transforme. :D Você tem a habilidade de controlar o que vai te ofender e o que você vai deixar pra lá. Sinceramente, hoje em dia quem fala algo sobre meu peso como se fosse ofensa, eu simplesmente sinto pena. Porque pra uma pessoa falar coisas maldosas para a outra, só significa que ela está infeliz consigo mesma e precisa ofender os outros pra se sentir melhor. :)

    O texto é grande, desculpa por ter escrito tudo isso, mas precisava compartilhar minha historia (que não é tão grande quanto deveria já que só tenho 15 anos. haha) Bom é isso, sei que ninguém vai ler mas foi bom desabafar.

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    Cler Oliveira Reply:

    Não se desculpe pelo texto longo… eu leio cada comentário e reflito sobre cada um. É ótimo essa troca de idéias. Brigada pelo desabafo, Thais.

    Responda este comentário

    Ulisses Reply:

    “A palavra gorda só vai se transformar em xingamento se você deixar que se transforme.”

    Perfeito demais.
    pelo que me consta, “gordo” é uma característica assim como branco, preto, alto, baixo, magro. Só é ofensa se vc se sentir ofendido.
    Uma garota de 15 anos ter uma compreensão tão clara de algo tão básico é realmente magnífico. Chega a ser lindo!

    Thais, vc é linda e eu nunca vi seu rosto.

    Viu, Cler, como de fato temos culpa quando nos deixamos abater por essas coisas?

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  • andré

    ola eu queria dizer que esse texto mecheu comigo, eu sou gordo acho que sempre fui, desde criança eu sofro gozaçoes, a escola foi um inferno pra mim, era vitima de agreçoes fisicas pelo simples fato de ser gordo, incrivel como algumas crianças ja sao capazes de demonstrar maldade cedo; essa faze de escola passou pensei que esse bulling seria passado, engano meu, veio a faculdade e me machuquei varias vezes, mas dessa ves do lado amoroso, teve uma epoca em que eu tentei arrumar uma namorada mas ela me rejeitou, ate ai normal mas o que me magoou foi o motivo, ela disse: André vc é um cara muito inteligente, maduro engraçado honesto mas eu nao me relaciono com gordo desculpa tá….. isso foi uma facada no coraçao pois eu era apaixonado por ela, significava que conteudo nao é nescessario desde que tenha um corpo malhado, enfim me formei na faculdade hoje sou um enfermeiro, trabalho no centro-cirurgico, salvo vidas estou até noivo, uma fisioterapeuta maravilhosa, linda pros padroes da sociedade, mas minha cina continua, ja fizeram comentarios de como pode uma mulher linda como ela se interessar por um gordo como eu…. o mundo tem muito que mudar.

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    Cler Oliveira Reply:

    Você conseguiu mudar parte dele e é isso que importa. Tem uma noiva linda, uma missão linda e uma vida linda pela frente… quantas pessoas podem dizer o mesmo?

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    Bruno M. Reply:

    Parta do raciocínio lógico, o que atrai uma pessoa em primeira vista? A beleza, ok? Estou mentindo? Com certeza não!

    Agora pensa comigo, a mina não tinha o direito de escolher alguém que ela achasse bonito??? Só porque você é fora do padrão não quer dizer quer você é mais legal/interessante/inteligente do um cara que é bonito…

    Vocês falam como se pra ser uma pessoa bacana não pudesse ser bonito. Céus…

    Vocês reclamam do preconceito mais também estão sendo preconceituosos! Aquela velha história: “É gostosa mais deve ser burra”.

    Cada um tem um padrão de beleza individual, mesmo que a sociedade diga uma coisa, você ainda sim tem sua opinião.

    Eu por exemplo não me atraio por ruivas… Existem milhões de ruivas lindas e inteligentes. E mesmo assim eu não namoraria uma ruiva, porque eu simplesmente não gosto (é um estereótipo que não me atrai). Poderia até sair, ficar, das uns amasso, mas não namorar. Sacou?
    Se ela tivesse sido mal educada com você ou algo do gênero, eu até entendo. Agora fica ficar chateado porque ela não te acha bonito. É tenso.

    Responda este comentário

  • Lindson

    Eu amo minha gordinha.

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  • Bruno M.

    Apesar de me enquadrar nos “padrões de beleza” da sociedade, tenho em mente que preconceito somos nós quem fazemos, acho que vocês (pela maioria dos posts que li) estão muito “dodois”.

    Não entendo as coisas hoje em dia, se alguém passa por você e diz: “Gordo!”. A pessoa fica chateada ou responde: “O que você tem com isso?”. Mas, se uma pessoa fala: “Nossa como você está linda!”. Ai a pessoa dá um enorme sorriso e diz: “Obrigada!”.

    PQP! Fala bem pode? Mal não? Senão puder falar bem, então não pode falar mal!

    Não está feliz com seu corpo? Ótimo, entra em uma academia, faz plástica, existem inúmeros recursos.

    O que não pode e ficar chorando porque ninguém te acha gostosa! Você que é gordo (a), você se acha gostoso (a)??? Se você não se acha, porque diabos os outros tem que achar??? Você mesmo não olha outro gordo e fala: “Gato”, olha o saradão da G Magazine pra falar isso…

    Enfim, aos que foram prejudicados de alguma forma pela aparência física (digo no sentido de perder uma vaga de emprego apenas por ser gordo) eu entendo a revolta… Aos gordinhos que só choram (mas que comem o que vem na reta) entrem numa academia.

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Nossa, que mente aberta você tem… a questão não está em se a pessoa se achar gostosa ou não mas sim no fato de ser avaliada apenas pela sua aparência. E não falo apenas do gordo. Quando coloco exemplos como o de Glee não levanto uma bandeira dizendo “ei bonitões, vocês tem que amar uma gordinha”, mas coloco a questão de qualquer pessoa deveria de ser amada e respeitada pelo que ela é de verdade (seu caráter, seu talento, suas qualidades) e não pelo tamanho das calças que vestem. Acho.. acho, não, tenho certeza, que você ao começar a ler o texto já tinha uma idéia formada e se recusa a ver que isso começa com a forma taxativa de que as pessoas / imprensa ~/ sociedade consegue te enxergar. Se por um algum motivo você perder esse padrão que você tem e passasse a ser uma pessoa gorda, mesmo sendo o mesmo cara que sempre foi, acharia justo que as pessoas te avaliassem apenas pela tua aparência? É uma pergunta retórica.

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  • Diego

    Eu sou um cara “feio”, pelos padrões de beleza atuais e sei bem como é o preconceito.
    No entanto, mesmo não sendo atraente, já tive algumas namoradas, e posso dizer que as gordinhas são nota dez! São carinhosas, dedicadas e muito apaixonantes.

    Responda este comentário

  • Sara

    Menina Cler! Você arrasou neste post! Lendo o que escreveu senti toda a sua emoção e o quanto você foi verdadeira expondo assim sua opinião. Só quero lembrá-la que apenas pessoas vazias e sem graça podem avaliar alguém pela aparência ou pensar que quilos a menos na balança são garantia para a felicidade eterna. Não são! Assim como não é garantido que uma pessoa perfeita e linda será completamente realizada e feliz. Do alto da minha experiência de vida eu te afirmo que a felicidade vem para gordos, deficientes, cegos, surdos, negros, amarelos, verdes ou azuis. O que aproxima a felicidade e a realização das pessoas não é em absoluto sua aparência, mas o modo como elas se sentem. Se elas estiverem felizes consigo mesmas – felizes realmente, do fundo do coração – tudo o que é bom acaba acontecendo. Anos atrás eu sofria por um problema físico sem solução e perdia grandes oportunidades por medo ou insegurança. Até me dar conta de que meu pensamento era tão discriminador quanto o daqueles que eu tanto criticava. Ora, se EU mesma não me aceitava, como esperar que qualquer outra pessoa o fizesse? Daquele momento em diante pensei que eu me aceitaria e me amaria como era, rejeitando o preconceito dentro de mim. Desperdiçar oportunidades era como esperar que o sol brilhasse num dia de chuva, então esqueci o sol e dancei. Tive uma vida incrível e fui amada e admirada como muitas amigas perfeitas (e magras) não o foram. Ainda SOU MAIS EU e rio quando descubro olhares preconceituosos. Me cerco de pessoas inteligentes e de alto astral, essas que valorizam os outros pelo que são e não pelo tamanho da barriga ou a cor da sua pele. Quem discrimina por este ou aquele motivo não merece tanta atenção. Esqueça tudo e VIVA e AME o que você é e o que você tem. Com certeza muitos notarão um brilho inexplicável que vem de você e o que menos importará, então, será seu peso na balança. Um grande e carinhoso abraço!

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Oi Sara,
    Primeiro, adorei seu depoimento. Mulher de garra. Me deu vontade de conhecer mais sobre sua história. Muito obrigada, de coração, pelo seu comentário.

    PS; demora um pouco para aparecer os comentários porque eles são moderados. :)

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  • Stella

    Cler:

    Este post, além de fantasticamente bem escrito (como sempre), ainda lavou a minha alma: agora, diante dessa sociedade patética em que vivemos, ser gordinho(a) virou crime – a partir do momento em que ganhamos peso, parece que nosso valor vai para o ralo!

    E são várias as coisas que doem nessa história imbecil – mesmo que você saiba que as pessoas que lhe criticam sejam um bando de titicas. Aliás, tristes tempos estes em que vivemos, e nos quais muitas pessoas ficam anos em uma faculdade de jornalismo e, ao escrever sobre outro ser humano, ao invés de se ater ao que é realmente importante, concentram-se em falar do cabelo, da roupa, da gordura – e deixando o que é realmente relevante de lado.

    Sabe o que mais me entristece? É que toda uma legião de pessoas segue a onda, sem refletir sobre o que é o mais importante. Sinéad engordou? E o que isso importa? Por acaso, a gordura soterrou o talento dela? A Adele tá cheinha? Isso a torna uma má artista? Gente, fala sério!
    E, com isso, estamos gerando toda uma leva de pessoas com transtornos alimentares e de personalidade, alucinadas para manterem-se em forma e não serem discriminadas. Melhor ser bulêmica que gorda? (aliás, do jeito que a mídia vem tratando a gordura, até morrer é melhor que ser gordo…).

    Responda este comentário

    Cler Oliveira Reply:

    Conversando com uma amiga chegamos à conclusão de que parte desse preconceito contra pessoas acima do peso vem dessa onda de programas e publicações sobre saúde. Sem questionar, de forma arbitrária, muitos resumem a história em GORDO = NAO SAUDAVEL = DESLEIXADO = VOCÊ NÃO QUER SER ASSIM, QUER?

    Lógico que cuidar da saúde é importante, mas há de se admitir que há uma caça às bruxas sem precedentes em relação a isso. Na midia apenas vemos mulheres que parecem ter saído de uma fabrica de tão iguais que são entre si.

    O próprio apresentador do programa Bem-estar, o então gordinho simpático Fernando Rocha, segundo rola na internet, foi intimado a perder 8 kg porque os “telespectadores reclamaram”de um gordinho apresentando programa de saúde. Mesmo ele sendo um grande profissional houve essa cobrança.

    Geração que vive culpada e morre justificando seus atos.

    Lógico que é ótimo perder peso. Eu mesma perdi 12 kg ano passado (e depois empaquei) e me senti melhor, mas estou longe de não ser uma pessoa gorda. O que eu quero é o direito de ser feliz independente do espaço que eu ocupe no mundo. Ser reconhecida pelo meu talento ou técnica, pelo que eu posso oferecer às pessoas.
    Não se cobra mais o talento e sim a forma física. Não se quer saber a formação da pessoa mas sim se ela é “esteticamente saudável, bonita”.

    Fica dificil fazer uma previsão de como será tudo isso daqui há dez ou 15 anos.. mas confesso que quando eu paro pra pensar sinto medo de sentir saudades dos dias de hoje..

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    Tânia Reply:

    Concordo com vocês, que os comentários chateiam.

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  • Tânia

    Adorei seu post. Muito pertinente. E quero deixar uns pitaquinhos.

    1º Adele é uma Deusa, linda, classuda, de vozeirão. Olhos maravilhosos. Rosto lindo. Ela parece que declarou que não se importa muito com exercícios. Opção.
    2º Os trolls da net são apenas trolls. Gente que vai deixar esses comentários burros na internet. Ser um asno escondido no anonimato é fácil.
    3º Sinead, lindíssima. Envelheceu. Todos iremos, inclusive os ‘jornalistas’ (?) que assinam tais textos medíocres. Já dizia Eisntein ‘o tempo é uma fábrica de monstros’. Ele mesmo um monstrinho.
    4º Eu namorei e casei com um imbecil que só via o externo das pessoas. Dessa forma, ele queria alguém-troféu-para-exibir, ou seja, todas as outras qualidades que eu tinha, ele ignorava veemente. Ele não queria que eu fosse magra (até porque eu não era gorda), mas ele queria que eu fosse ‘malhada’ como a mulherada da mídia. Obviamente, cada um seguiu seu rumo. Depois de tanta encheção de saco, de fato engordei. Mas tenho uma paz mental que não troco por nada.
    5º Boa parte da sociedade avalia a aparência mesmo, logo, boa parte da sociedade jaz na mediocridade.
    6º Há cada vez mais obesos no mundo.
    7º Magreza não é caráter, como falei para meu ex-infeliz-que-se-achava.
    8º Hoje namoro uma pessoa infinitamente melhor, gente de verdade, portanto, sempre há quem se salve.
    9º Olhar para as pessoas e achá-las bonitas é dos um aprendizados mais bonitos que podemos realizar.
    10º Se as pessoas andam apelidando a Ellen de EllenFanta, é porque já ocorreu algum tipo de lobotomia nessa sociedade.
    11º Eu estava poucos quilos acima do peso, e a minha então professora de natação (de olho no meu ex) perguntou-me se meu ex não se incomodava de eu ser gordinha. Quase respondi: eu emagreço, e tu com essa cara de atropelada? (hoje dou risada de lembrar).

    Sobre esse assunto eu teria mil pitacos, mas basta que a gente lembre que a homarada exige demais, mas aos 30 já aparentam 50 com o adicional da barriga de chopp. E todas as revistas dizem ‘fique linda para ele’, ‘faça isso, faça aquilo, conquiste-o com esse penteado tal’, muito investimento físico e emocional para às vezes nem valer a pena.

    12º Eu gosto da palavra bem-estar. Fazer exercício para o bem-estar, evitar algumas comidas em nome do bem-estar. O resto é consequência.

    Grande abraço

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    Cler Oliveira Reply:

    Me emocionei, de verdade com muita coisa escrita aí em cima, principalmente porque, pela forma imperativa, me deu um sacolejão pessoal em relação a algumas neuras que surgiram de terça pra cá, alias, coisinhas acumuladas de uma vida inteira brigando com a balança e na maioria das vezes sendo desvalorizada por perder a batalha contra ela.

    Mas sabe que uma vez me disseram uma coisa que eu achei muito engraçada e que se aplica: “homem que escolhe mulher pela bunda merece ter um relacionamento de merda” :)

    O que me espanta é a mídia, tão engajada em campanhas para fazer com que as crianças – natualmente cruéis – respeitem os coleguinhas, não se contém e leva comentários de buteco pra um dos principais veículos de comunicação… As redações não são celeiro de grandes beldades por isso é de se estranhar atitudes como essas da Folha.

    Mas muito, muito boas as suas observações. É nessas horas que me sinto recompensada de ter um espaço e poder usufruir dessa troca.

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    Tânia Reply:

    Olá Cler,
    adorei o lance ‘bunda/relacionamento de merda”. rsrs. Não conhecia este dito. :)

    Te falei imperativamente…, talvez como quem dizia/repetia a si mesma tais coisas, porque amadureci demais em relação a esse assunto, pois o que vivi de assédio para ser diferente do que sou me abalou demais.
    Ele queria inclusive que eu ficasse loira, etc, quando eu disse “mas você quer outra pessoa”, ele vinha com o fatal “mas é você que eu amo”. Era um assédio sem fim.
    A neuras do peso e das calorias era apenas um aspecto daquele relacionamento infernal.
    Graças Deus é passado.

    Sem falar que fiquei com raiva do ex da Adele. Ele quer indenização por ter inspirado alguma música dela? que é isso? Tomara que ele perca bem redondamente. Cara medíocre.

    Hoje quero perder uns 10 quilos. Preparei uma trilha deliciosa pro ipod e saio caminhar nesse friozão do sul em busca dos raios solares. Mas antes desses 10 quilos, para os quais quero dar tchau, estou buscando estas caminhadas como uma forma de meditação, um momento só meu, em busca de um ‘eu do passado’ que já foi muito feliz e muito livre.;)
    Espero fazer A faxina mental.
    Grande abraço e vamos que vamos :)
    Tudo de bom procê.

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    Tânia Reply:

    Conversando com você, lembrei de um dos primeiros casos de anorexia causado por comentários da mídia… Quando a vocalista dos Carpenters leu uma notícia de que estaria gordinha, entrou numa neuras de dieta até que não houve tratamento capaz de salvá-la. Há um filme que retrata a história dela:
    http://www.youtube.com/watch?v=__VQX2Xn7tI&feature=related

    Não faz muito tempo, uma jornalista cometeu a gafe de chamar a Maria Carey de obesa-sei-lá-o-que, pouco tempo depois descobriu-se que ela estava grávida.

    Realmente, a mídia deveria evitar os comentários de botecos, mas ela não consegue… Sem falar que é neurótica em suas mensagens. Pode ver, a mídia apresenta mil coisas para comer e depois mil dietas para seguir. Não tem um dia que não seja: coma isso, coma aquilo, evite isso, tal coisa é ruim, é boa.

    Hoje dizem para tomarmos leite para acelerar o emagrecimento e, até a pouco, os laticínios eram pra ser evitados por conta da gordura. ovos? chocolate? café? Todos absolvidos e condenados ciclicamente.

    Mas torço sim por uma mídia melhor qualificada, que não resvale no comezinho.;)

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    Cler Oliveira Reply:

    Eu não sabia que a vida da Karen Carpenter havia se transformado em filme. Esse final de semana fui atras (na internet mesmo) e encontrei. Quero assistí-lo assim que tiver um tempinho. Muito obrigada pela dica!

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    Stella Reply:

    Excelente comentário, Tania!
    Não poderia ter dito melhor…

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  • http://fabianelima.com Fabiane

    Ser gorda é sussi. Ruim mesmo é ser feia, aí sim se vai saber o que é ser avaliada pela aparência.

    Eu que o diga: corpo dentro do padrão, mas feia que dói. De que adianta ser magra?

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    Cler Oliveira Reply:

    Vi sua foto no seu currículo online. Quisera eu ser feia assim… :) Vc é linda, menina!

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  • http://www.cheiadecharme.blog.br Pauline

    Cler amada! Esse post está fantástico. Tu é uma pessoa fantástica, assim como Sinead O’ Connor ontem ou hoje. Eu fico triste em saber de fatos como esses, mas isso nem me revolta mais como antes. Com o tempo amadureci e hoje simplesmente busca ignorar. Antes eu ficava indignada, me revoltava, tentava atingir quem discriminava de alguma forma as fofinhas e fofinhos, hoje eu ignoro isso tudo e não perco meu tempo pensando em quem discrimina e sim em quem é discriminado. Mas tu está fazendo um papel muito importante, eu, como muitos outros, não sabioa de alguns fatos aqui citados.
    Pessoas que têm o ego muito elevado (e geralmente discriminam esse tipo de diferença) se sentem completas e não buscam evoluir em aspectos que vão além da aparência. É importante se amar, mas sem rebaixar os outros. Se você precisa rebaixar os outros para se sentir bem, é porque você não se ama e tem sérios problemas de auto-estima. É o caso desses imbecis ;)
    Bjão!

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    Cler Oliveira Reply:

    Eu ja pulei a parte de simplesmente ignorar e me chateio de verdade… é uma sequência de fatos e como eu disse: a ironia é que quem é o alvo da discriminação que se sente culpado e não deveria de ser assim.. mas, seguimos :)

    Se a Folha chamou a Sinead de “Gorducha” sem sequer comentar do show, o que sobra para pessoas como Adele, Ashley Fink, Gabourey, Queen Latifa e simples mortais? Todas são “gorduchas” mas distintamente talentosas…

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