[REVIEW] Rock of Ages – o Filme: Não pare de acreditar!

Por Carol Werner
O rock ainda vive e não tem idade! Rock of Ages – o Filme, está aí para provar. Adaptação do clássico espetáculo da Broadway, a produção estreou no Brasil no dia 24 e eu, como uma boa fã de cinema, rock n’ rol, anos 80 e da incrível trilha sonora do filme, fui conferir!
Rock of Ages se passa em 1987 e conta a história de Sherrie (Julianne Hough), uma garota do interior que chega a Los Angeles em busca do sonho de ser cantora e Drew (Diego Boneta), um garoto que trabalha como garçom, mas deseja ser um astro de rock, como seu ídolo Stacee Jaxx (Tom Cruise), vocalista da banda, já decadente, Arsenal. O romance mamão-com-açúcar dos jovens protagonistas fica em segundo plano diante dos trejeitos extravagantes de Stacee, inspirados em rockeiros problemáticos como Axl Rose. Sem falar no seu mascote Hey Man, um macaco hilário.
É dessa lenda problemática do rock que depende Dennis Dupree (Alec Baldwin), e seu parceiro Lonny (Russel Brand), proprietário do Bourbon Room, clássico espaço de rock n’ roll da Sunset Strip que está prestes a fechar pela falta de popularidade, grana e por um grupo de beatas lideradas por Patricia Whitmore (Catherine Zeta-Jones), primeira-dama da cidade, que alega que o rock é coisa do inferno (acho que ainda ouvimos isso nos dias de hoje). No meio dessa bagunça é que Stacee Jaxx fará seu último show junto à Arsenal antes de se lançar em carreira solo e ser a salvação do Bourbon Room, prometendo uma noite que reascenderá a chama do rock’n roll! É o que todos esperam.
Estamos falando de um musical (por isso esse texto está num blog de música), então o que mais interessa? A trilha sonora! Já que vamos passar aproximadamente duas horas vendo atores interpretando basicamente letras de música, caminhando e cantando e seguindo a canção – literalmente - espera-se que seja uma boa trilha. E, em Rock of Ages, não há do que reclamar: Bon Jovi, Guns n’ Roses, Poison, Foreigner, Joan Jett, Def Leppard, Journey, Twisted Sister, entre outros, fazem o pé ficar batendo no chão e a mão batucar e dedilhar na perna o tempo inteiro.
Num roteiro que é bem previsível, as músicas dão o up necessário pra deixar o expectador vidrado na tela aguardando o próximo sucesso musical ou a aparição de rockeiros famosos, como Sebastian Bach (ex-Skid Row), Nuno Bettencourt (Extreme), Joel Hoekstra (Night Ranger) e Kevin Cronin (REO Speedwagon).
O filme é basicamente um show, com destaque para as interpretações de Tom Cruise em “Pour Sugar On Me” (Def Leppard) e “Wanted Dead Or Alive” (Bon Jovi) mostrando o verdadeiro eu de Stacee Jaxx. Drew fazendo a abertura do show da Arsenal com “I Wanna Rock” (Twisted Sister) e a dançante “Any Way You Want It” (Journey), por Sherrie e Justice Charlier (Mary J.Blige).
Além do início e créditos empolgantes com “Paradise City” (Guns n’ Roses), na voz de Stacee e o gran finale, com todo o elenco principal e o desfecho de todas as tramas, perfeito com “Don’t Stop Believin’” (Journey).
Com certeza este não será o melhor filme do ano, mas Rock of Ages te faz querer voltar no tempo e viver a magia do rock dos anos 80. Debaixo de uma enxurrada de críticas negativas, acho o filme válido pelo resgate de um momento importante e reconhecido até hoje da indústria musical americana e pela sensação incrível de se estar em um show de rock. Além de boas risadas!
Música boa é atemporal. Não é por nada que o espetáculo teatral faz sucesso desde 2005 até hoje nos Estados Unidos e agora temos Rock of Ages da telona para o mundo. Tudo isso porque o rock está vivo, então não pare de acreditar!
Falando nisso…
Por Cler Oliveira
Já que a Carol mandou super bem e tocou no assunto, vale lembrar que Rock of Ages é um clássico do Def Leppard e eu não poderia terminar o post sem dar o meu pitaco e colocar o vídeo aqui e voltar onde tudo realmente começou.






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