Segundo o Procon – SP, Taxa de Conveniência cobrada Pela Ticket for Fun É abusiva
Problemas com a compra de ingressos? Relate nos comentários.
Fico contente que não era apenas eu que achava absurda essa taxa de conveniência para Ponto de vendas.

Até que enfim um órgão sério e competente se pronunciou em relação a tal taxa de conveniência cobrada pela Ticket for Fun. Segundo o G1, o Procon afirma que a tal taxa é abusiva e, mais do que isso, aponta os casos em que a taxa pode ser aplicada e de que maneira deve ser aplicada.
Contextualizando:
O show da Bon Jovi tem ingressos que variam de R$ 160,00 a R$ 600. Acontece que, para todos os ingressos que não sejam comprados na bilheteria do Credicard Hall, há a taxa de conveniência que é 20% do valor do ingresso.
Ou seja, se você comprar por telefone, pela internet ou mesmo se for até um ponto de venda diferente da bilheteria do Credicard Hall, em São Paulo, irá pagar 20% a mais.
Em uma conta básica, temos:
- Ingresso mais barato R$ 160 + 20% de Taxa de Conveniência = R$ 192,00
- Ingresso VIP R$ 600 + 20% de Taxa de conveniência = R$ 720
Logo, os ingressos variam de R$ 182 a R$ 720 para a maioria das pessoas já que muitos, para garantir o seu ingresso começa a peregrinação atrás de um, na madrugada em que a venda inicia, que é quando estpa disponível pela internet e pelo telefone.
Sobre a taxa de conveniência, o Procon SP informa que:
Somente se justifica quando há serviço agregado.
Ou seja: você foi até o ponto de venda e comprou, com as próprias pernas e mãos o seu ingresso, certo? Qual é a “conveniência” nisso? Nenhuma. Você não ligou pra ninguém, não teve a comodidade da compra pela internet, não há serviço agregado nisso, portanto, não é justicável.
Deve ter um valor fixo e cobrado por operação
No caso do show da Bon Jovi você pode comprar até oito ingressos e, para cada um deles é cobrado uma taxa de conveniência, certo? ERRADO! Segundo o Procon – SP, a taxa não deveria ser cobrada por ingressos individuais mas sim por cada vez que você teve a “conveniência”.
Mais uma vez, recorrendo à matemática:
Supondo que você é um ser generoso e decidiu comprar oito ingressos VIP em um dos pontos de vendas que não seja a bilheteria do Credicard Hall.
Ingresso VIP R$ 600 + Taxa de conveniência = R$ 720 x 8 = R$ 5.760
Se essa normativa fosse respeitada, no ponto de venda, você iria pagar como valor total da mesma operação R$ 4.800 + taxa de conveniência única e fixa, que neste caso, ficaria longe dos R$ 960 que, abusivamente, você está pagando.
Quando houver, deve ser fixa para qualquer setor/local
Traduzindo: não pode ser estipulado uma percentagem sobre o valor como no caso é de 20%. Quem paga o ingresso mais barato ou o mais caro tem a mesma “conveniência” , logo, o valor deveria de ser o mesmo e não proporcional ao valor do ingresso.
Pode ser cobrada a Taxa de Conveniência:
- Se o consumidor for informado sobre ela com antecedência, e se os ingressos forem entregues em local definido pelo cliente.
- Se o consumidor optar pela retirada em algum ponto de venda, não poderá haver cobrança.
Para reclamar:
É necessario ter os comprovantes da operação. Em geral, no próprio ingresso há a informação da taxa de conveniência. Guarde o canhotinho ou se preferir, vá até um cartório e tire cópia autenticada antes de entregar na bilheteria. Era o que eu faria se fosse você.
O grande problema que eu vejo, sendo fã e leiga como a maioria das pessoas, é como provar onde foi comprado o ingresso. Quando comprei pela T4F por telefone, isso em 2008 para Madonna, na minha casa chegou um envelope pardo com um ingresso dentro. Não havia comprovantes, nota fiscal de onde foi realizada a compra, nada, absolutamente nada, que caracterizasse o ponto de venda.
Talvez quem compra diretamente no ponto de venda possa obter o famoso e obrigatório cupom fiscal o que já ajuda e muito na hora de fazer uma reclamação formal.
Em caso de dúvidas, o ideal é procurar o Procon que, aliás, é um dos órgãos mais competentes desse país. Procure um na sua cidade clicando aqui.
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