Eu tenho a total consciência de que deveria ser mais profissional e, para “lances bacanas em série”, de cunho pessoal, ter um Tumblr ou algo do gênero. Mas, infelizmente, aqui não é uma democracia. Há vários textos preparados (mentira, tem dois. Mas mais que um são vários) e logo sua fonte alternativa de música pop hard old school estará de volta. Por enquanto, me deixe compartilhar algo bacana.
Sexta-feira, TREZE de abril, foi um dia tenso. Finalmente, depois de um esquema que faria inveja a qualquer embaixada, conheci Pablo Miyazawa. Acredito que, se você me lê, deve ler revistas de música (ou que falem 50% sobre o assunto) mas, se não tem o hábito de ler quem faz a revista (o expediente) não vai associar o nome oriental ao cargo de editor-chefe da Rolling Stone Brasil. Sim. O Cara. O esquemão não foi por conta do cara ser “o cara”, mas simplesmente porque a vinda dele a Porto Alegre estava inserida em um curso da Perestróika, Behind The Music. Ele seria um dos professores-palestrantes-whatever e eu, alguém que queria apenas conhecê-lo. O curso é bastante interessante. Inversamente proporcional a grana que disponho no momento para investir nele (ainda estou pagando o que me roubaram em novembro, memba?). O esquema para trocar algumas palavras com ele foi quase que um lance militar, embora o organizador do curso seja um amor, o dono da empresa um amor, o assistente do assistente um amor e o Pablo, o cara mais simples e carismático a um raio de 50 km.
Tudo certo. Finalmente conhecer o editor-chefe da revista mais respeitada do mundo (pelo menos do meu mundo). O que eu diria para alguém que já entrevistou pessoas surreais, já esteve em lugares igualmente surreais por conta de ser jornalista?
Além do mais, deve ouvir um “te admiro pra caralh&&” no mínimo umas sete vezes por semana vindo de gente que quer trabalhar na revista, que quer fazer um TCC sobre revista, que quer sair na capa da revista, na contracapa, no miolo, nos grampos da revista. Enfim. Segundo o próprio, ao longo da palestra, ele recebe uma média de 50 currículos por semana. Até falar com ele, pensei que esse número fosse menor… Mas não estava ali para entregar currículo. Eu queria conhecer o cara e não passar por imbecil. Afinal, ser editor-chefe da Rolling Stone é o trabalho dele. O mesmo interesse eu deveria de ter da tia que vende lanches e faz bem o seu trabalho. Eu não sabia o que dizer. Dentro do ônibus imaginei mil maneiras de iniciar uma conversa. Dentro do táxi, no trânsito caoticamente trancado, ao desembarcar do táxi ao entrar na sala…
- Oi sou a Cler
- Oi, Cler. Tudo bem?
– Eu vim para trocar umas palavras com o Pablo… (WTF???? “trocar umas palavras?” eu nem sabia o que eu iria dizer pro cara, nem sabia o que estava fazendo ali e nem tinha um plano para parecer menos idiota ao dizer que queria ”trocar umas palavras” com ele).
-Passa aqui que eu te apresento pra ele. Quer uma água, uma cerveja, um energético… algo pra comer?
- Não, não.. obrigada (eu recusei batata-sorriso. Eu recusei energético. Eu recusei água… eu estava tão perdida e ao mesmo tempo tão bem acolhida, que recusaria apresentar o Fantástico, caso alguém me oferecesse naquela hora e só aceitaria um revólver com duas balas mirado para minha cabeça caso o Plano A – que eu nem tinha – falhasse)
O carinha simpático que ia a minha frente saiu de cena, como num passe de mágico. Dois passos para o lado e eu estava de cara com Pablo Miyazawa.
- Oi eu sou a Cler (e poderia completar com “me sinto uma idiota só em dizer meu nome)
– Eu sei. Oi, Cler, tudo bem?
E abriu um sorrisão. Aqueles sorriso aberto, do cara que espera alguém no aeroporto com uma plaquinha e essa pessoa aparece. Eu adoro ler expressões faciais, tanto que comprei livros que falam sobre mentira por meio delas. O scaneei de cima a baixo. Nada me dizia que ele não estava satisfeito em me ver ali. Nada. Nem um levantar de sobrancelha, um movimento com as mãos, um balançar com o pé. Nada. Ele realmente me olhava com olhos de quem pergunta: como pode alguém sair de seu município, de muleta, só pra me ver? E ai eu deixei de me sentir uma idiota.
Trocamos algumas palavras, sobre as capas da Rolling Stone, sobre o quanto eu o admirava por ser um cara tão jovem e estar a frente de uma revista tão importante…
- Quantos anos tu acha que eu tenho?
- Não sou boa nisso… Uns 28, 29…
- 34.
(mesmo assim era dois anos mais novo do que eu e mil vezes mais relevante. Bom, se não fosse assim, não teria pegado um táxi de casa à rodoviária, um ônibus até Porto Alegre, um táxi até ao local onde ele estava, outro táxi para ir até o metrô, do final da linha do metrô, esperar um ônibus que não passava mais por ali (soube disso graças a um rapaz bonito, elegante e sincero que me deu a notícia), pegar um táxi até o ponto onde o tal ônibus passava (isso já estamos falando em 00h10min) chegar a Novo Hamburgo e pegar outro taxi até em casa).
Conversamos uns 10 minutos. Nos primeiros cinco eu queria muito marcar uma ponte e fazer uma entrevista com ele, mas ele me pareceu tão gente (ai você escolhe o adjetivo: fina, boa, “como a gente“) que me pareceu ser mais o tipo de cara de se sentar na mesa de um bar bacana e conversar até o dono do bar começar a virar as cadeiras para varrer o chão. Não era o tipo de cara de formalidades, pergunta-resposta, skype.
Mesmo sendo muito gente (escolha o adjetivo), eu não resisti e tive que tirar fotos com ele. Primeiro porque ele existia. Depois porque se eu não tirasse foto, não teria o momento para o meu álbum To do list before I die: Conhecer Pablo Miyazawa. Checked!
Primeiro, as apresentações da turma (só tinha fera… era produtor disso, CEO daquilo, guitarrista, gerentes daquilo outro… tudo ligado ao mundo da música. O bloco do eu sozinha era formada por mim. Mas tudo bem. Eu falei com o Pablo Miyazawa e isso me bastava – naquele instante).
Curti a extrema simplicidade e sinceridade com o qual ele apresentou o trabalho por traz da Rolling Stone desglamurando toda a ideia que nós (eu, pelo menos) tínhamos de que havia centenas de pessoas se esbarrando dentro de uma redação descolada. Essa visão Planeta Diário foi trocada por uma redação que é formada por cinco pessoas que trabalham duro, dormem pouco mas se divertem (pelo menos o Pablo sim. Aliás ele tem uma foto com o Dave Grohl segurando a última Rolling Stone abraçado no cara que faz inveja até a mãe do Grohl de tão bacana).

Falou sobre como funciona o esquema louco de quem vai para a capa da Revista e por que, diabos, vai parar lá. Sobre os erros e acertos, novas formas de se fazer revista, de se relacionar com música e de, obviamente, trabalhar e garantir o seu sustento com ela. E eu, num dos raros momentos de “obrigada, Universo pela oportunidade”, maravilhada.
…eu queria trabalhar com música. Tinha colegas que queriam trabalhar com esportes (até tem um, que está na Band SP, Felipe Bueno, e se dando tri bem lá), outros entretenimento (a Patrícia Spier foi pra Veja), outros queriam ser VJ… Bom, daí é aquilo, né? Estudo nunca é demais, nas não precisa estudar seis meses de semiótica para anunciar o próximo clipe de Lady Gaga. Outros, apresentadores de TV, locutores de rádios, jornalistas de esquerda em jornais de esquerda, jornalista de guerra e eu, de música.
Ser um Zeca Camargo, mas não aquele que tem que comer gafanhoto no espeto para mostrar o quão peculiar é a culinária de um país que ninguém nunca ouviu falar… O Zeca Camargo que foi convidado a entrar na casa do Renato Russo, olhou Cazuza nos olhos, entrevistou tanta gente que nem ele saberia dizer quem preenche as vagas entre o A-ha e o U2.

Dai em 2006 uma colega trouxe uma Rolling Stone. Brasileira. Com a Gisele Bündchen na capa… Hum… deve ser tendência. E eu, depois de umas folhadas na revista e três anos, decidi que queria fazer aquilo. Não tinha idade para trabalhar na BIZZ quando eu era assinante e nem cacife quando ela mudou para ShowBIZZ… Mas eu queria a Rolling Stone.

Sabia que a chance de um dia isso acontecer seria a mesma de ver o Neymar fazendo o Cartão SUS numa Unidade Básica de Saúde. Houve uma época em que eu fui um desses 50 currículos, mas sou a primeira a admitir que foi uma partida entre um time varzeano e outro do Campeonato Europeu. Depois esse sonho foi ficando fade. Assim como o sonho que eu tinha de ir para a Disney ou de um dia ser ”divulgadora da PolyGram” (se tem menos de 30, nem tente entender o que seja isso). Hoje, sendo o mais honesta que eu consigo ser, sou grata por ter conhecido o cara da Rolling Stone. Só. Não colocarei mais um currículo na estatística de aspirante a colaborador sobre a mesa dele. Não pediria para trabalhar lá embora, buscando a latitude e longitude de onde fica o escritório chegaremos a um dos lugares mais legais do planeta (na opinião daquela que levou três anos para dizer exatamente o que queria).
Hoje, em 2012, não importa. Não no sentido de desmerecer a publicação (Deus me livre), mas pelo tudo que já passei, acreditei e… Bom… Pelo problema de saúde que se resolveu colocando uma muleta como minha eterna companheira (o que me torna uma cobertura de um show incompatível (máquina fotográfica, bloquinho, caneta, muleta…)… mas pelo fato de a vida ter tomado outro rumo. Nem melhor, nem pior. Apenas outro. De me contentar em conhecer o cara que fez aquela capa sensacional com o Grohl e de saber que é a pessoa que em um sorriso tão aberto quanto às portas de uma embaixada para os seus patrícios em um país distante. De ter ganhado um cartão do cara e um complemento de ”me escreve mesmo”, com sinceridade em cada uma das três palavras. Me basta.
Tenho um emprego formal. Passa longe do que quero mas me dá o que preciso: estabilidade para sustentar minha família (mãe viúva, irmão e irmã) e um plano de saúde para cuidar dessas próteses. Não foi assim que imaginei que tudo iria acabar, mas se não temos garantias pra sermos visionários, largamos tudo sem olhar pra trás, se torna uma imbecilidade sonhar com o cume da montanha sem equipamentos adequados para subir. Mas eu conheci o cara que subiu e está lá, há cinco anos e meio. Uma espécie de Eremita da Rolling Stone. E isso me deixou tão feliz quanto uma criança que vai à Disney e vê uns cinco Mickey sem saber que se trata de cinco pessoas diferentes… Ela chega em casa e tem a história para contar. Eu tenho a minha. E contei pra vocês.
Quando o curso foi anunciado, uma das minhas melhores amigas dessa vida, me passou um email e disse: sei que pra ti fica caro, mas acho que vai valer a pena. Eu simplesmente dei uma olhada no cronograma e vi o nome: Pablo Myazawa. Mandei a resposta dizendo que, sem desmerecer os demais professores (que incluía Lobão, Emicida, Miranda…) o meu interesse pelo curso se limitava apenas no Pablo. Somente ele. Ver ele. Conhecer o Mickey dessa Disneylouca. Ela tomou a iniciativa de mandar um e-mail para não sei quem e perguntou se eu não poderia pelo menos vê-lo de longe… o não-sei-quem pediu pra que eu falasse com o Rafa, organizador da miscelânea toda que pediu para eu mandar e-mail mais em cima da data mas, achava que não teria problema porque o Pablo era super acessível…
Paralelo a isso…
Numa noite estou eu conversando com meu amigo-irmão Rodrigo (Esteban Tavares ex-baixista da Fresno). Comentei com ele que talvez tivesse a oportunidade de conhecer o Pablo e ele disse:
- O Pablo é meu camarada. Gente fina. Falo com ele…
E eu implorei que ele fechasse aquela boca pra não fazer muito lobby… não era necessário. Mas ele insistiu. O Tavares é assim. Mete uma coisa na cabeça, nem com bisturi pra sair. E falou com ele sobre mim e deu iniciou ao esquema de guerra: Operação Pablo Miyazawa.
Agradecimentos à Carol Dienstmann (best, tu só mandou um e-mail mas me fez muito feliz) , Rodrigo Tavares (teimoso dos infernos, eu te amo pelo amor que tens por mim e por, cada minuto, provar que quer me ver bem e feliz, mesmo a quilômetros de distância) ao Rafa, da Perestroika que me recebeu com tanta delicadeza que foi comovente… e ao Pablo por não ir na contramão da expectativa e não ter me feito me sentir uma idiota. Pelo contrário. Enquanto aqueles olhos puxadinhos me olhavam eu me sentia a pessoa mais importante do mundo. E queria que essa sensação durasse para sempre.
Lançam tanta traquitana nos ovos de Páscoa que eu sugiro lançarem um DeLorean para voltarmos a bons momentos sempre que nos sentíssemos um nada perante á sociedade. Fica a dica.


Johnny Depp é um dos atores mais versátis do que eu chamo de “geração intermediária de Hollywood”: novo demais para ser ícone, velho demais para ser uma promessa. Natalie Portmann, oscarizada atriz reconhecida aqui, ali e everywhere. Paul McCartney é o Beatle mais legal e, qualquer coisa que eu venha falar sobre ele seria infinitamente menor do que ele realmente representa. Foi dele a ideia de além de popularidade, unir talentos em comum no clipe My Valentine, que estreou na sexta-feira, 13.
O que me apaixona neste vídeo, no qual Paul McCartney não faz questão nenhuma de dar as caras (já que desta vez ele resolveu assumir o papel de diretor) é a acessibilidade. Natalie Portmann traduz a música em ASL (American Sign Language, que no Brasil seria língua Brasileira dos Sinais). Mil pontos no meu conceito. Mais de 150 mil views no Youtube em apenas dois dias. E milhares de pessoas que antes não tinham acesso à obra de Macca, felizes.
Quem assistiu ao filme Adorável professor (Mr. Holland,1995) deve lembrar do professor cuja musica é a sua vida e quis o destino que seu primeiro e único filho nascesse surdo. Um dos diálogos mais marcantes da produção é a cena na qual o adolescente percebe que o pai está triste e o pai responde que ele não vai entender.
Iris Holland: [a mãe do rapaz traduz os sinais para Glenn, o pai, já que nem isso ele teve interesse em aprender] Por que você não admite que a morte de John Lennon significaria algo pr mim? Você acha que eu sou estúpido. Eu sei quem é John Lennon.
Glenn Holland: Eu nunca disse que ele…
Iris Holland: [Iris continua traduzindo] Eu não posso ler seus lábios se você não olha pra mim.
Glenn Holland: [Glenn olha pra Cole] Eu nunca disse que você era estúpido!
Iris Holland: Você deve achar que eu sou. Se você pensa que eu não sei quem são os Beatles ou qualquer tipo de música. VoCê pensa que que eu não me importo com o que você faz e as coisas que gosta? Você é meu pai. EU sei o que é música. Você poderia me ajudar a conhecer mais sobre o assunto. Você poderia me ajudar a conhecer isso melhor, mas não! Você se importa mais com em ensinar os outros do que a mim.
E por conta disso, na apresentação de final do ano, Mr. Holland faz um número especial a todos os deficientes auditivos e oferece a seu filho… Cole. Emocionante.

Adoro essa menina. Feist é das indies mas populares e – por esse motivo – mais bacana da música atualmente. Hoje, em plena segunda-feira, dia 9, enquanto todos estavam indo para seu trabalho, em parceria com a edição online da Rolling Stone americana, ela lança o vídeo de Bittersweet Memories, single do seu quarto álbum de estúdio, Metals, que é a fofura em forma de vídeo.
A ideia não é nova mas é boa porque se encaixa perfeitamente na letra e na doçura da voz de Feist. A fotógrafa argentina Irina Werning, aquela que se especializou na onda do Back to the Future, na qual o retratado tenta reproduzir com a maior precisão possível a situação de uma foto do passado. Algumas são hilárias, outras tão tocantes que é impossível não se emocionar… e taí, um clipe todinho com o trabalho dessa DeLorean chamada Irina Werning.


“
Este post era para ter ido ao ar na noite de ontem… não escrevi por motivos bastante pessoais. Mas, se voltássemos a 1994, o corpo de Kurt ainda estaria apodrecendo na garagem. Ninguém havia descoberto que o maior ícone dos anos 90 jazia em um chão que fedia a seu próprio sangue, vindo de um belo rosto deformado pelo tiro certeiro de uma espingarda. Portanto, ainda há tempo de escrever sem perder o que jornalismo chama de timimg.
O Dia da Mentira poderia ser, desde 1994, o dia 5 de abril. Kurt Cobain, ícone dos anos 90, estava com a sua luz vermelha acessa mas conseguiu usar o seu livre arbítrio e acabar com o seu sofrimento – que era viver – com pequenas mentiras. A maior delas era cantada obrigatoriamente em todos os shows pós Nevermind:
“….And I swear that I don’t have a gun, no, I don’t have a gun…”
E ele tinha… e adorava mostrá-la. Não para se exibir mas para dizer que poderia fazer o que dizia que ia fazer….


… sem temor. Sem o mínimo preceito religioso. Sua única preocupação ao marcar o dia 5 de abril pra sempre foi com as pessoas pelas quais despertou um sentimento de amor e dependência: sua mulher e sua filha.
Kurt não precisaria dizer nada. Apenas dar o tiro. Mas deixou uma carta com sua justificativa na qual - percebam a ironia – imortalizou uma das frases mais célebres do rock, dita por Neil Young….
…it’s better to burn out than to fade away.

…milhares de fãs se preparam para assistir a um show em pleno Sábado de Aleluia em São Paulo. O Foo Fighters, banda que virou um ícone tão grande quanto o Nirvana – com a diferença de que seus membros parecem se divertir o tempo todo – é, com merito, de Dave Grohl, segue o seu caminho de sucesso e glória pelo mundo afora.
… Frances Cobain nem de longe lembra o bebê fofo que encantava a todos por onde Kurt passava. Hoje, seu misto de sensualidade e rebeldia, pegou a todos de surpresa quando posou para as lentes de Hedi Slimane com o olhar seguro de quem assumiu o posto de princesa do Grunge. Com um olhar firme que seu pai nunca conseguiu ter ao longo dos 27 anos em que viveu.
…Courtney Love ainda vive seu papel de viúva negra do grunge ao ser odiada por muitos e ainda a principal suspeita da teoria conspiratória de que a morte de Kurt ter sido um assassinato e não um suicídio. Tresloucada, ainda age como uma adolescente que precisa de palavrões, ofensas e atitudes infantis para se auto afirmar. Juntou sua ex-banda, faz seus shows e sua vida pessoal rende muito mais páginas de revistas e bites na internet do que sua carreira.
…Nevermind, a cada ano que passa ganha a notoriedade que merece e impulsiona os demais álbuns em venda de CDs originais.
E não sobra muito para falar… além do que já foi escrito – duas vezes – por Charles R. Cross (Mais Pesado que o Céu e Cobain Unseen), considerado seu biógrafo oficial e definitivo. Do que já foi exposto, gravado, regravado, contestado… lembrado. Com muito respeito, não pelo seu ato – que não cabe ser considerado como “fuga covarde” – mas pela sua trajetória que, mesmo sofrida, nos deu palavras para expressar a dor às três horas da manhã… ou sozinho no seu quarto tendo 18 ou 36 anos.


Ana Julia, Virginia, Camila, Carolina , Sophia, Leila…. poderíamos citar centenas e até milhares de mulheres que têm uma canção com o seu nome. Algumas demonstram ciúme, outras para implorar o amor da mulher amada, outras para exorcizar rancores. Mas… e como ficam aquelas que, por ter um nome diferente, nunca tiveram e talvez nunca terão uma canção com o seu nome? Pensando nisso, a Johnson & Johnson deu um jeitinho para que toda e qualquer mulher tenha uma música – e um clipe – com o seu nome criando um vídeo interativo que faz qualquer mulher se sentir a mais especial do mundo: www.obtampons.ca/apology.. No princípio parece com inúmeras campanhas interativas que vemos, principalmente via Facebook, mas o que difere é a canção…
OB Tampons – Triple Sorry on Vimeo.
Quer criar o seu? Clique neste link: www.obtampons.ca/apology.
Na realidade, a campanha, criada pela agência Lowe Roche, é um pedido de desculpas da empresa que, em 2010 retirou, no Canadá, o absorvente O.B. Ultra das prateleiras. As consumidoras, chateadas com a atitude, protestaram na internet e compravam o produto até no eBay. Vendo que este não poderia ser descontinuado, no final de 2011, a empresa voltou atrás e, como alguém apaixonado, decidiu pedir desculpas fazendo uma canção e um vídeo muito passional o qual mandou para 100 mil consumidoras (acredito que as que se manifestaram).
Quem leva o recado é o ator Sean Ban Beaton, mas os vocais é do cantor Chad Doucette, finalista da versão canadense de Ídolos, de 2006. Além disso, no final da apresentação, a canadense homenageada tinha direito a um cupom retirar amostras grátis do produto. O resultado foi um viral com mais de três milhões de acessos apenas na primeira semana. Pena que esse amor todo era válido apenas no Canadá. Mas o mundo se derrete. Ainda mais quando lê a letra na qual a empresa pede triplas desculpas e admite que estava errada… xonei.
Triple Sorry
Hey, I know we went away and let you down
Hey, sei que fomos embora e te decepcionamos
Believe me when I say we wanna turn this thing around
Acredite em mim quando eu digo que queremos mudar isso!
Calling out your name
Chamando o seu nome
And calling out your name again
E chamando o seu nome novamente
In case you didn’t hear it the first time
Caso você não tenha ouvido da primeira vez
Girl,didn’t mean to make you cry
Garota, nunca quisemos te fazer chorar
Didn’t wanna say goodbye
Não quisemos te dizer adeus
We’re so sorry
Sentimos muito
We’ll write your name across the sky
Escreveremos seu nome no céu
Cue the airplane guy
sinalizaremos para o cara do avião
We’re double sorry
Duplamente, sentimos muito
Triple sorry
Sentimos muito, muito mesmo
Didn’t mean to make you cry
Não queríamos te fazer chorar
Didn’t wanna say goodbye
Não queríamos dizer adeus
We’re so sorry
Sentimos muito
We were really super wrong
Nós estávamos super errados
So here’s a tender song
Por isso, aqui está uma canção terna
You deserve the best and more…
Você merece o melhor e mais…
Agradecimentos especiais a minha amiga Íris que mandou o link
Quem é curte Family Guy vai concordar que o clipe, embora produzido por uma agência super competente, parece,às vezes, que foi dirigido pelo grande Stewart Gilligan Griffin… e é nos clichês que mora a essência. Para a nossa alegria.
