
Rodrigo,
Uma carta é escrita em primeira pessoa… para ti, Rodrigo, eu não conseguiria. Contar a historia, em todas as pessoas que me são permitidas pela Língua Portuguesa, dividir isso com todas as pessoas que te acompanham há tanto tempo merece que eu infrinja algumas regras em nome da coerência e o carinho que tenho por ti. Por isso, essa carta aberta é um trecho de uma história. Entenda como um e-book. Um pedaço do meu diário secreto que, dada às devidas circunstâncias, já dividi trechos contigo. Entenda esse como mais um.
Muitos utilizaram de todos os meios eletrônicos possíveis pra cobrar por que, diabos, eu, que sempre fiz entrevistas com o Tavares, todas exclusivas, inclusive, falando pela primeira vez dos detalhes nunca antes revelados do projeto Esteban (isso lá em 2009), não falei uma linha sobe a saída dele da Fresno.
Houve gente que pensou que eu “sabia demais” e por isso não quis falar. Outros, que eu tinha brigado com o Tavares e outros que não passava de pegadinha de primeiro de abril. Nada. Tudo o que profissionalmente sei, é o que oficialmente todo mundo sabe e que já foi dito em um comunicado oficial da banda, em uma carta aberta do Tavares e em um post do Lucas no Facebook. Além do que saiu na MTV, Terra, outros blogs e meios diversos. Não havia mais o que falar. Não havia mais o que acrescentar – pelo menos por enquanto. O jeito era esperar a poeria baixar, pensar, conversar e, pela primeira vez, escrever o que eu realmente sei sobre o caso e que poucos sabem.
Era Julho de 1999. Chovia muito e, como é especialidade no Rio Grande do Sul, fazia muito frio. Debaixo de toneladas de cobertas, por volta das 15h, recebo um telefonema:
- Cler, consegui um cara que vai nos levar até Harmonia!
O sotaque inconfundível de uma das maiores fãs da Cidadão Quem - Lela Grings – do outro lado da linha era o que me fazia acreditar que ela havia, de verdade, conseguido o impossível: em um dia chuvoso, fretar um carrro, por R$ 50, para que eu e ela estivéssemos presentes ao primeiro show da banda gaúcha Cidadão Quem, oito dias após a morte do baterista Cau Hafner. Este show já estava pré-agendado. Seria em Harmonia, cidade do interior cuja a única referência que tínhamos de localização é que ficava três pontes depois de São Sebastião do Caí (outra cidade do interior).
- Quanto?
- R$ 50,00
Em 1999, 50 pila para o transporte de um show, era muito dinheiro. Pelo menos pra mim. Mesmo considerando o conforto de um carro onde cabiam quatro pessoas e tivessem apenas duas. Pra ter uma ideia, com 60 paus, quatro anos antes eu havia ido a Curitiba assistir à Bon Jovi – e isso incluía o transporte e o ingresso. Mesmo assim, para juntar o dinheiro, como estava desempregada, tive que vender alguns livros em sebos e anos depois, recomprá-los nas livrarias.
- Eu pago a maior parte. Dá o que tu tens e pronto. Te encontro por volta das 16h em frente ao Shopping.
E assim foi. No horário marcado, Lela e o motorista com cara de poucos amigos estavam me aguardando enquanto a chuva alagava todo espaço que podia tentando nos fazer pensar duas vezes sobre a ideia de irmos a um show em um lugar que não sabíamos onde seria para dar apoio à banda que tanto amávamos.
Chegamos a São Sebastião.
Passamos a primeira ponte.
A segunda ponte.
Perto da terceira ponte havia dois meninos à beira do caminho. Um deles, com uma folha de caderno escrita com uma caneta BIC:
“Carona para Harmonia, por favor”.
Quando passamos por eles, a discussão começou dentro do carro: eu e a Lela sabíamos – não nos pergunte como – que aqueles dois malucos, encharcados, morrendo de frio, não eram marginais. Se alguém, naquelas condições, queria ir para Harmonia era porque era muito fã da banda. Ninguém ficaria naquele frio, sob aquela chuva, apenas para assaltar o primeiro desavisado que passasse. Para isso haviam os dias de sol e caminhos mais confortáveis. Isso era o que eu e a Lela pensávamos. Já o motorista se negava a carregar mais gente (lembram que haviam dois lugares sobrando?) por pura preguiça de voltar alguns metros e pegar os meninos.
- Só levo se eles pagarem também!
- Mas a gente já pagou!
- Pagaram pra vocês. Eles não estão na lista!
- Mas…que lista?????
- Só se pagarem…
- Ok. Vamos conversar com eles.
Uma de nós colocou a cara para fora da janela do carro e perguntou:
- ‘Ceis estão indo pra Harmonia?
- Sim. Show da Cidadão Quem.
- Nós também!
- Nos dá uma carona, por favor – disse o carinha de cabelos cacheados. O amigo, que tinha um óculos mais pesado do que as orelhas pareciam aguentar, apenas ficava calado. O que acontecesse, para ele era lucro.
- Mas ele, o motorista, quer cobrar de vocês…
- Quanto? A gente paga.
- Cinco pila de cada um.
- Tudo bem.
- E duas notas de cinco reais saíram daqueles bolsos molhados….
- Como é teu nome?
- Adriano – respondeu timidamente o rapaz do óculos grande.
- E o teu?
- Rodrigo.
Depois disso, não lembro sobre o que conversamos. Mas certamente foi da forma como cada um recebeu a notícia da morte do Cau Hafner e do quanto era importante para nós estarmos lá… o tal do Rodrigo era o que mais falava. Falava rápido e muito eloquente… gesticularia com todas as suas forças se não tivesse que usar as mãos para esfregar os braços e tentar se aquecer.

Chegando em Harmonia, a imprensa toda do Rio Grande do Sul estava lá. Era um dos shows mais importantes da carreira da banda e até o prefeito da cidade apareceu para discursar. Era sob uma lona de circo, num palco simples, mas nem o prefeito esperava tantas pessoas de outras cidades naquele dia. Como chegamos juntos, ficamos juntos, o tempo todo. Nisso, uma jornalista da Zero Hora e um fotógrafo se aproximaram e ela nos perguntou de onde éramos:
- Novo Hamburgo – eu respondi.
- Campo Bom – respondeu a Lela.
- Eu e o Adriano, de Porto Alegre – respondeu o metido de cabelos cacheados.
- Nossa, tão longe só pelo show? – se tivéssemos mais idade responderíamos que pelo Prefeito sortudo é que não era… mas não nos ocorreu isso. – Posso fazer uma matéria com vocês? – Pra ZERO HORA? E precisava pedir???? Todo gaúcho adolescente quer sair na Zero Hora, ainda mais sendo case de um lance tão importante… e ela fez a matéria.
E nesse dia conheci Rodrigo Tavares. Me espantei que aquele cara com tanta eloquência e atitude tivesse apenas 17 anos. Era uma das pessoas mais engraçadas, irritadas, coerentes, amigas e surpreendentes que eu havia conhecido. Nosso encontro foi registrado na Zero Hora. ZERO HORA!! A primeira vez de muitas que nos encontraríamos….
E eu sabia – no auge da maturidade dos meus 23 anos – que ele seria grande…. quão grande eu não sabia…mas seria.
E logo, ele era amigo de uma galera que era amiga de outra galera que conhecia a Cidadão Quem, assim como eu. E essa galera se reunia para tudo que envolvia a banda. Não interessava como. Trocamos telefones e quando se armavam para lotar uma van e ir a uma cidade, não importava a distância, lá estávamos nós. E foram tantos…
Quando não tínhamos o que fazer, íamos para a casa dele. Tomar Nescau servido pela tia Marli, mãe do Tavares. E essa turma era grande… cada vez mais maior: Carol Basegio, Mariana, Vini, Guz, Rodriguinho, Gabi Peruffo.. uma galera que, se eu com minha mente pisciana começar a listar, vou cometer injustiça. Ele sabe melhor do que eu quem eram. E era divertido…

Vamos fazer o que até a hora da van sair?
ir ao cinema.
- Noiva em Fuga ou Bruxa de Blair?
Fui voto vencido. Todos votaram por A Bruxa de Blair. Odeio terror. Acredito que a primeira tatuagem que o Rodrigo tenha em um dos braços foi da minha cara que afundava no corpo dele cada vez que suspeitava que iríamos nos assustar de graça.. ou melhor. Pagando.
Fomos à São Sebastião. Show da Cidadão Quem. Não lembro o dia, nem o mês. Lembro da Van. Lembro do frio. Cidade fria. E nós? Os forasteiros.

Em todos os shows da Cidadão Quemlembro que haviam raros negros e nesse, eu era a única. Lembro de chegarmos num lugar de madeira, lotado, e de duas meninas terem feito um comentário racista. Não lembro o que falaram… nem o que o Rodrigo falou… mas ele saiu em minha defesa. Sem ao menos me conhecer direito… ele ficou muito puto. E o bolor se formou… e as meninas? Não vi mais.
“Pra mim, o ser humano não é divido em raças. Quem tem raça é cachorro. É ser humano e pronto!”
(Rodrigo Tavares – 2012)
E numa tarde de domingo, a mesma galera se reuniu. Quase à beira do Guaíba… o Rodrigo, maior fã da Cidadão Quem, subiu no palco do Anfiteatro Pôr do Sol em Porto Alegre. Nós, amigos, com crachás falsos pensando que iríamos burlar a segurança para entrar com mais dignidade no camarim da banda – ao qual sempre tivemos acesso, portanto, nao nos pergunte porque fizemos os crachás – e ele em cima do palco, sendo chamado para tocar com a banda. Épico. De alguma forma sabíamos que aquele era o lugar dele.

O cara que todos amigos old school têm uma boa historia… uma boa recordação…seja surtando diante de um racista, abraçando os amigos em um shopping center, enlouquecendo numa van, parado, pensando, fumando, introspectivo…num churras, no aeroporto, na arena do Planeta Atlântida, no Rock in Rio… na chuva, na lama, no seco… lá estava ele. Ao lado dos deles. Se a Cidadão Quem nos uniu, foi a amizade e o caráter de cada um que nos manteve juntos por tanto tempo.




…e o mesmo cara que tinha um sonho, achou outros carinhas que tinham um sonho semelhante e lançou a Abril… e o destino, criador das decisões mais difíceis, o colocou na Fresno em 2006. Em 2008, depois de exatos nove anos da primeira vez que eu o encontrei à beira do caminho, o reencontrei no shopping Bourbon Country para um show da Cidadão Quem. Estava todo tatuado… havia mudado fisicamente, mas o abraço que deu em mim e na Carol e na Gabi mostrou que era o mesmo cara de nove anos antes… Ao redor, algumas meninas choravam…e isso me assustava.

Não sabia que o sucesso dele estava tão grande… ele tão grande… a Fresno tao grande… e ele o mesmo menino de Porto Alegre. Neste dia, mesmo sem querer, ele disputou atenção com os caras do palco: Cidadão Quem. E gravou um vídeo para esse blog…. com a mesma simplicidade de quem pedia carona à beira do caminho.


…. despretensiosamente tocando nas rádios…
…..fazendo uma parceria inacreditável com Humberto Gessinger…
E mantendo os amigos…. nunca os abandonando. A saída dele da Fresno aconteceu porque tinha que acontecer… decisões. Os primeiros versos da ópera Carmem, de Bizet, dizem:
L’amour est un piseau rebelleQue nul ne peut apprivoiserEt c’est bien en vain qu’on l’appelleC’est lui qu’on vient de nous refuserou, em tradução livreO amor é um pássaro rebelde
Que ninguém consegue domar
E é inútil chamá-lo
se ele se recusa


Não é novidade mas é um barato. Vi há um tempo, um pouco antes de fazer a minha primeira e achei um barato: Sleeve Tattoo é na verdade uma tatuagem enorme ou uma coleção de pequenas tatuagens que cobrem várias partes do corpo. Em geral, dos ombros ao pulso. Tem gente que gostaria de fazer mas não sobra dinheiro e nem coragem para as incontáveis sessões de agulhadas artísticas. Para isso, há a Sleeve Tattoo Nylon. Custa baratinho (essas da foto, por curiosidade, comprei por R$ 6) e funciona como uma segunda pele (ótimo para o outono que se aproxima) e dá um toque bacana no visual.
No Brasil, vi na Segunda Pele Tattoo mas pode ser encontrada em estúdios de tatuagem e até em lojas de departamento e fantasias. De longe engana direitinho. De perto é uma segunda pele para os braços com estilo (já que não convence muito). Se você, como eu, tem a pele negra ou mais bronzeada, dê preferências para as totalmente pintadas. As vazadas servem apenas para quem tem a pele no mesmo tom do nylon pra não ficar algo bizarro. Adorei. Pra dar um up no visual, cool. Mas ainda prefiro as old school.
O mercado está cheio de novidades bacanas para quem, como eu, adora tatuagens e tatuados. Uma delas é para os desastrados que, vira e mexe, tem um curativo adesivo na pele. Para esses, band-aid tattoos.



Graceland, mansão na qual viveu Elvis Presley recebe, anualmente, cerca de 600 mil visitantes. Mas se formos analisar quantos milhões de pessoas gostariam de conhecer a eterna morada do Rei do Rock de pertinho, veremos que esse número é muito pequeno. Para a alegria dos fãs que não tem a oportunidade de ir até Memphis e viver parte do que Elvis viveu é que o site oficial oferece um passeio virtual que mostra, com detalhes, os principais cômodos da mansão. Isso em 360º. Tudo o que você precisa ter é um computador conectado à internet e, se vocês está me lendo nesse momento, esse requisito já foi preenchido.
O tour virtual é composto de quatro etapas que mostra quatro dos ambientes mais legais da mansão:

É lá que a galera mais curte tirar fotos, afinal, ficar de frente da onde Elvis entrou e saiu incontáveis vezes merece uma lembrança. Dê uma voltinha clicando aqui.

Nesse ambiente, os amigos de Elvis o aguardavam sempre que queriam se encontrar com o Rei do Rock e ele adorava. Para deleite dos voyers virtuais, está tudo lá: o piano, no qual ele tocava suas canções, o grande sofá branco onde se acomodava confortamente para passar horas com a família e amigos. De quebra, dá pra enxergar entradas para a sala de jantar e outros cômodos. Quer conhecer mais? Clique aqui.

“A Selva”, como esse ambiente é comumente conhecido, foi projetado na década de 60 e tem elementos que lembram a Polinésia e um dos lugares mais amados por Elvis: o Hawaí. Embora muitos utensílios lembrem peles, nenhum bichinho foi morto em favor dos caprichos do cantor: tudo é imitação em animal print. Em 1976, um ano antes de sua morte, a sala foi transformada em um estúdio de gravação. Dele surgiu o “From Elvis Presley Boulevard, Memphis, Tennessee”, penúltimo álbum lançado por ele em vida, em maio de 76. O lançamento recebeu o nome da rua onde fica a mansão. Dê seus passinhos começando por aqui.

A cobiçada sala dos troféus e souvenir de Elvis. Para um artista que, totalizando álbuns lançados em vida e após a morte, vendeu mais de 1 bilhão de cópias, imagine a quantidade de troféus que deve ter naquela sala. Além, é claro, de algumas roupas tradicionais de suas apresentações e outras traquitantas que os fãs A-DO-RAM. Vale o clique. Pra conhecer essa sala mara, clique aqui.
Clique aqui e entre em Graceland com as benções de Elvis.


O Teatro Bourbon Country, em Porto Alegre, já se firmou como testemunha de grandes shows. Um dos melhores do circuito gaúcho, o local recebe desde shows internacionais a nacionais e em geral, com lotação esgotada para todo e qualquer tipo de apresentação. Nesta sexta-feira, dia 16, é a vez de ser palco para uma artista que vem ousadamente se destacando no cenário brasileiro, Roberta Sá, que apresenta canções do seu mais recente trabalho, Segunda Pele. Aos 31 anos, Roberta leva na bagagem o prêmio de Melhor Cantora de MPB além de cinco álbuns. Em época de música livre, onde o que se faz música para vender show, o talento da menina conseguiu a fina margem de unir fazendo mais de 130 show em 2011 e ganhar disco e DVD de ouro.
Então, quem quiser curtir boa música em Porto, basta chegar no Teatro Bourbon (que aliás tem uma estrutura formidável) e se deixar levar pela voz suave da menina.
- O quê: Show Roberta Sá
- Quando: 16 de março, às 21h
- Onde: Teatro Bourbon Country – Porto Alegre
- Pontos de venda: bilheteria do Teatro Bourbon
Bilheteria do Teatro Bourbon Country
Endereço: Av. Túlio de Rose, 80 SUC, 301 A Passo da Arreia
Horário de atendimento: 14h às 22h de segunda a sábado e domingos e feriados das 14h às 20h.
Telentrega Ingresso Show
Telefone: (51) 8401-0555 ou 3299-0800
Horário de atendimento: 9h às 19h de segunda à sexta
Valores dos Ingressos:


Esse “finalmente” do título é porque vemos ele há tanto tempo na estrada que, quando conversamos com pessoas leigas no assunto JBJ a expressão é sempre a mesma: tá certo que ele está inteiro mas, ele ainda não tem 50?. Pois agora tem. E o que é mais impressionante: a mesma vitalidade que ele aparenta ter fisicamente, Jon mantém em sua carreira que, desde que colocou o primeiro single (e um dos piores clipes de todos os tempos) no circuito, Runnaway, se mantém relevante sem nunca perder seu post de Rei das Rock Ballads.
Você pode não gostar do cara. Nem precisa. Mas é obrigada a reconhecer que a vida dele, diferentemente do que ele afirma na letra de Bed of Roses, daria um ótimo filme após a sua morte. Resumidamente, o pisciano Jon Bon Jovi, nasceu no dia 2 de março de 1962 num momento em que todas as conjunções astrais estavam aguardando para que ele fosse o escolhido. Caso não fosse assim, como explicar que um jovem que limpava estúdios musicais enquanto sonhava ser um astro do rock, torna-se em um dos mais respeitados do segmento?
Jon fez de tudo nessa vida embora seu casamento de 22 anos com a mesma namoradinha de escola, pai de uma escadinha de quatro filhos, e o fato de estar há 29 anos na mesma banda, com os mesmos membros (exceto o baixista Alec Such que caiu fora mas não foi oficialmente substituído por Hugh McDonald), mostre a sua estabilidade emocional em relação ao que realmente arrebata seu coração. Já fez trilhas para filmes, filmes, comerciais de TV, apresentações memoráveis, já deu um tempo na carreira, retomou com uma força incrível, mudou de estilo musical mas nunca se deu ao luxo de deixar de ser relevante para o rock.
O pequeno império construído por Jon ao longo dos anos… uma casinha de fazer inveja.
Gosto de Jon Bon Jovi desde que eu tinha 11 anos. Ontem completei 36. Aos 25 anos dedicados a ele e ao seu talento, minha homenagem.
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Seu sonho de ser ator sempre esteve lado a lado com o de levar multidões à loucura. Tanto que reza a lenda que Jon Bon Jovi tentou o papel que foi de Kevin Bacon no clássico Footloose. Sua estreia no cinema se deu sete anos depois de seus pés estarem firme no rock. O curioso é que, sua participação foi tão rápida que qualquer coisa que se fale sobre ela será maior do que o tempo que o vemos atuando em Young Guns II – Jovem Demais para Morrer. Mas ninguém vai poder zoar dele por isso já que, graças ao tema – velho oeste (pelo qual Jon é apaixonado) - e sua amizade com a equipe do filme, fez não apenas uma mais 10 músicas para o filme o que foi, além de seu primeiro álbum solo, seu passaporte para concorrer ao Oscar de Melhor Canção Original, em 1991.
Notem que, embora o álbum seja solo, Jon chamou toda a Bon Jovi para estar com ele no palco. E o resultado foi emocionalmente incrível (uma pena ter perdido para Madonna e a trilha da ressaca que é Dicky Tracy).
Sua estreia no cinema se deu em uma participação um pouco maior no filme Moonlight e Valentino. A história, cujo o roteiro de tão fraco poderia render, com algumas adaptações, um filme pornô, o colocou lado a lado de estrelas como Whoopi Goldberg, Gwyneth Paltrow, Katherine Turner Elisabeth Sue. O filme não teve uma boa repercussão mas fez com que Jon tomasse gosto pela coisa.
Sua filmografia inclui 13 filmes, duas séries de TV (sendo 10 episódios da saudosa Ally McBeal uma em Sex and City) além de ter tido a pretensão de produzir um média metragem, que levou o nome do seu segundo álbum solo – Destination Anywhere- com o qual contou com grandes amigos famosos como Demi Moore, Whoopi Goldberg e Kevin Bacon. De quebra, teve como diretor Mark Pellington, o mesmo que o ocupa o cargo em documentários como U23D, DVDS do Pearl Jam e Alice in Chains.
Como trilha sonora (incluindo filmes, programas e séries de TV), a voz de Jon já foi ouvida mais de 50 vezes (a maioria não creditada). A nova geração de série já leva qualquer referência à Jon como uma grande homenagem. E os fãs? Adoram!
Talvez hoje, em detrimento a nomes da nova geração, Jon Bon Jovi não seja tão valorizado quanto deveria pela MTV, emissora que deve a ele (ou a sua insegurança) o primeiro acústico da rede de televisão (mesmo havendo controvérsias a esse respeito), isso no MTV Awards em 1989.
“À tarde, eu e Richie tentávamos escolher as músicas (…) perguntamos aos lanterninhas o que eles gostariam de ouvir (…) Não sabíamos que este seria o começo dessa série de unplugged”
(Jon Bon Jovi on Keep The Faith – DVD – 1993 – diretor Chuck Mitchell – PolyGram Videos)
Com tanta fama, sucesso, beleza e carisma nada mais natural que o queridinho do rock entrasse de cabeça para ganhar o leitinho das crianças em comerciais de grandes marcas. Isso desde o tempo em que cigarro fazia bem aos ouvidos. Um dos primeiros comerciais no qual a música de Jon Bon Jovi foi inserida foi na famosa série de cigarros Hollywood, da qual participou com dois singles: You Give Love a Bad Name e Living on a Prayer.
Coca-Cola
Mitshubishi
Jon Bon Jovi também emprestou sua bela forma para a moda, associando seus músculos e carisma à grife Versace nos anos 90 igualando-se a grandes nomes da música como Madonna e Elton Jonh, que já serviram de inspiração para o estilista.

Engana-se quem pensa que causas humanitárias para esse cinquentao é uma modinha. Há tempos, sua preocupação com o bem-estar do próximo era percebida, porém não canalizada. No ínicio da carreira, Jon foi um dos artistas que capitaneou a cruzada contra as drogas e protagonizou até mesmo um comercial.
Com o tempo, sua participação foi ficando mais definida e ativa. Participou de diversos concertos e ações beneficentes, dentre em benefício da Help USA, pela qual até foi homenageado…
….até finalmente, achar os parceiros certos para abrir sua própria fundação: a JBJ Soul Foundation. Dentre as principais ações está a construção de um restaurante sustentável o qual alimenta voluntários e desabrigados.

Por tudo isso, Jon Bon Jovi, parabéns!
